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Nota de esclarecimento da J&F

Assessoria de imprensa da empresa enviou nota em resposta ao texto de Eliane Cantanhêde, reproduzido pela coluna

Caro Augusto

Em relação à reprodução do texto de Eliane Cantanhede “Joesley na mira”, publicada hoje em sua coluna na Veja.com, a J&F refuta várias ilações feitas pela jornalista, como detalhado a seguir, e solicita que a carta abaixo seja publicada junto ao referido texto:

1) Em primeiro lugar, é importante destacar que a colaboração de Joesley Batista e mais seis pessoas foi farta de depoimentos e provas, incluindo a utilização de ação controlada com autorização judicial e que ajudam a esclarecer o modus operandi do cerne do sistema político brasileiro.

Quanto mais sólida e forte uma delação, maiores os graus de exposição e desgaste dos delatores. No caso dos sete executivos, eles assumiram e ainda assumem um enorme risco pessoal, com ameaças à sua vida e à segurança da sua família. A negativa de denúncia e o perdão judicial são previstos pela legislação em vigor. A possibilidade de premiação excepcional para uma colaboração igualmente excepcional é de grande importância para o êxito do mecanismo da colaboração.

É natural que, em função da densidade das delações, surjam tentativas de desqualificá-las. Joesley Batista e outros colaboradores ressaltam a sua segurança com a veracidade de todo o conteúdo que levaram ao conhecimento do Ministério Público.

2) O empresário Joesley Batista se ausentou do Brasil por alguns dias, logo após a divulgação das gravações feitas com Michel Temer, para proteger a integridade de sua família, que sofreu reiteradas ameaças desde que ele se dispôs a colaborar com o Ministério Público.

Joesley Batista esteve na China — e não passeando na Quinta Avenida, em Nova York, ao contrário do que chegou a ser noticiado e caluniosamente dito até pelo presidente da República. Não revelou seu destino por razões de segurança. Viajou com autorização da Justiça brasileira.

Joesley Batista é cidadão brasileiro, mora no Brasil, paga impostos no Brasil e cria seus filhos no Brasil. Está pessoalmente à disposição do Ministério Público e da Justiça brasileiros para colaborar de forma irrestrita no combate à corrupção.

3) Com relação ao áudio gravado pela esposa de Joesley Batista, Ticiana Villas Boas, o empresário reafirmou o que disse à PGR em relação ao jantar de acerto de propinas com líderes do PSD. Ricardo Saud e Joesley Batista, conforme já contaram em depoimentos aos procuradores, reuniram-se com Robson Faria e Fábio Faria, do PSD, para discutir apoio financeiro à campanha de ambos, em troca de benefícios ilegais do governo do Rio Grande do Norte a uma empresa do grupo J&F. O encontro, um jantar na residência de Joesley em São Paulo, em 2014, contou com a presença das esposas de Fábio Faria e Joesley. A conversa sobre as propinas para campanhas de Robson Faria e Fábio Faria, no entanto, transcorreu sem a presença das duas. Joesley, Ricardo Saud, Fabio Faria e Robson Faria acertaram os detalhes das propinas num ambiente à parte, antes do jantar, enquanto as esposas conversavam noutro espaço da casa. As duas não foram testemunhas das tratativas. Não tinham como saber, portanto, o que foi ou não foi discutido entre eles. E Ticiana se dispôs a testemunhar a favor de Patrícia, e não do casal.

4) Em relação à política de “campeões nacionais” citada pela colunista, a J&F informa que o relacionamento do BNDES com a JBS se deu primordialmente por aportes da BNDESPar, seu braço de participações, sócio relevante da Companhia, hoje com 21,3% das ações, e que conta com dois membros no Conselho de Administração da empresa. Todas as operações foram realizadas de acordo com as regras de mercado.

5) Por fim, em relação às contas no exterior com recursos destinados aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, a J&F reforça que todos os documentos e informações referentes à investigação estão sendo entregues e se encontrarão em poder da Justiça até o prazo final constante no acordo. A Companhia segue em seu firme propósito de colaborar com a Justiça brasileira. Os executivos seguem à disposição e em colaboração com as autoridades.

6) Em relação às investigações da CVM, a companhia reforça que todas as operações de compra e venda de moedas, ações e títulos realizadas pela J&F, suas subsidiárias e seus controladores seguem as leis que regulamentam tais transações. Em relação especificamente às operações de câmbio, a JBS esclarece que gerencia de forma minuciosa e diária a sua exposição cambial e de commodities. A empresa tem como política a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos

Assessoria de imprensa da J&F

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  1. Luis Roberto Ferreira

    A mulher do Joesley ajudou a confirmar que houve o jantar e portanto, corroborou a delação da JBS. É evidente que não se passou a mala de dinheiro enquanto saboreavam a sobremesa e sim, como é normal em reunião de mafiosos, em uma sala separada entre charutos.

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  2. José Santos

    Fica valendo o artigo de Eliane Cantanhêde!

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  3. CARLOS E. S. GUEDES

    Fico sensibilizado pela seriedade e honestidade desse pobre coitado. Em países sérios teria de ser tratado como bandido canalha.
    Lula, Guido, e toda a cataerva comprada por ele também devem ser pobres coitados. Fizeram tudo pelo bem do Brasil e não são reconhecidos.

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