Clique e assine a partir de 9,90/mês
Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

No vídeo de 2005, à beira de um ataque de nervos, Lula topa ser testemunha de defesa de Dirceu e jura que o Mensalão não existiu

Em dezembro de 2005, depois de cinco meses de esquivas, negaceios, dribles e fintas, Lula enfim aceitou conceder uma entrevista ao Roda Viva, então sob o comando de Paulo Markun.  “Mas tem de ser aqui no Palácio do Planalto”, condicionou o presidente, decidido a valer-se dos fatores campo e torcida para inibir a bancada formada […]

Por Da Redação - Atualizado em 31 jul 2020, 00h43 - Publicado em 13 ago 2015, 15h38

http://videos.abril.com.br/veja/id/eb67f06d1ad3e0358e04646095885ac0?

Em dezembro de 2005, depois de cinco meses de esquivas, negaceios, dribles e fintas, Lula enfim aceitou conceder uma entrevista ao Roda Viva, então sob o comando de Paulo Markun.  “Mas tem de ser aqui no Palácio do Planalto”, condicionou o presidente, decidido a valer-se dos fatores campo e torcida para inibir a bancada formada por ex-apresentadores do programa. Eu estava entre eles.

O vídeo registra um dos trechos em que Lula foi confrontado com incômodas perguntas sobre o Mensalão, assombração da qual fugia desde julho como o diabo foge da cruz e o vampiro da claridade. Passados dez anos, o que se vê é um documento atualíssimo. Vale a pena ouvir o entrevistado, sempre à beira de um ataque de nervos, proclamando a inocência de José Dirceu. E vê-lo jurando que o Mensalão não existiu é coisa que não tem preço.

Antes de virar presidente, Lula era freguês de carteirinha do programa da TV Cultura. Depois daquele dezembro (e não por falta de convite), nunca mais voltou ao Roda Viva. Seria interessante saber se ainda topa, como topou em 2005, ser arrolado entre as testemunhas de defesa do companheiro agora engaiolado em Curitiba.

Publicidade