Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, VEJA revela bandidagens que ligam a morte de Celso Daniel, o escândalo do mensalão e a roubalheira na Petrobras

ATUALIZADO ÀS 11H01 No faroeste à brasileira inventado pelo PT, o bandido se fantasia de mocinho, atribui pecados inexistentes a meio mundo para desviar a atenção dos crimes que pratica compulsivamente e, enquanto saqueia a cidade, jura que a estrelinha usada no peito por todos os integrantes da quadrilha é uma estrela de xerife. Produzida […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 12 fev 2017, 10h18 - Publicado em 13 set 2014, 12h01

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ATUALIZADO ÀS 11H01

No faroeste à brasileira inventado pelo PT, o bandido se fantasia de mocinho, atribui pecados inexistentes a meio mundo para desviar a atenção dos crimes que pratica compulsivamente e, enquanto saqueia a cidade, jura que a estrelinha usada no peito por todos os integrantes da quadrilha é uma estrela de xerife. Produzida por Lula, dirigida por João Santana e protagonizada por Dilma Rousseff, a mais recente obra do gênero estreou no horário eleitoral da TV logo depois de divulgadas por VEJA as bandalheiras na Petrobras reveladas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa.

Como sempre ocorre nesses obscenos bang-bangs, o enredo previa um final feliz para os vilões. Terá de ser reescrito, acabam de saber os roteiristas pilantras e os canastrões do elenco. Sábado é mesmo o mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, reiteraram as sete páginas da edição de VEJA que resumem uma história de horror ainda em curso no submundo político-policial. A trama envolve o presidente Lula, a candidata Dilma Rousseff, ministros de Estado, chefões do PT, Marcos Valério, doleiros bilionários, assaltantes de estatais,  empresários corruptos do ABC e delinquentes do baixo clero armados de documentos de grosso calibre. Fora o resto.

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A reportagem mapeia atalhos, trilhas e desvios que estabelecem ligações mais que perigosas entre três casos de altíssimo teor explosivo: o assassinato do prefeito Celso Daniel,  o escândalo do mensalão e a megaladroagem na Petrobras. Está também comprovado que o PT virou refém das bandidagens em que se meteu ─ e se tornou vulnerável a extorsões executadas por antigos comparsas. “Os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral”, informa o parágrafo de abertura. “Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas”.

Os atores desse faroeste se merecem. E todos merecem cadeia.

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