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Nenhum projeto deu tão certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada

#ValeAPenaLerDeNovo: Sejam gênios ou cretinos fundamentais, doutores de verdade ou doutoras dilmas, nunca falta lugar para mais alguns no mamute estatal

Publicado em 21 de dezembro de 2013

Que Bolsa Família, que nada: nenhum programa assistencial deu tão certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada, informa o balanço do projeto concebido em 2003 para garantir um bom salário mensal a todo brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. O sucesso foi tão extraordinário que, passados 11 anos, o petista desempregado sumiu. Ou é uma espécie extinta ou se tornou invisível. Faz tempo que busco em vão enxergar remanescentes da tribo. Não conheço nenhum. Nem sei de alguém que conheça.

A filiação ao PT dispensa o companheiro do aflitivo garimpo de vagas no mercado de trabalho. O emprego vem junto com a carteirinha de filiado (à disposição dos interessados por módicos R$ 3,50). Basta a exibição do documento para que o portador dê um jeito na vida e um fim nas inquietações financeiras. Sem concursos, exames ou avaliações de qualquer gênero, porque o currículo dos novos servidores da nação é irrelevante. Sejam gênios da raça ou cretinos fundamentais, doutores de verdade ou doutoras dilmas, primeiros da classe ou ignorantes sem cura, nunca falta lugar para mais alguns no mamute estatal.

Quase sempre sem trabalhar, frequentemente sem sequer comparecer ao emprego, a imensidão de oportunistas tunga o dinheiro dos pagadores de impostos no Planalto, no Congresso, no Judiciário, nos ministérios, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica, na Petrobras, no pré-sal, na empresa que promete parir um trem-bala, nas agências reguladoras, nas administrações estaduais, nas prefeituras, nas ONGs exploradas por comparsas, nos blogs estatizados, nos Correios, nos aeroportos, no Ibama, no Incra ─ os roedores dos cofres públicos estão por toda parte. Nem o mais remoto cafundó do Estado-patrão escapou do aparelhamento indecente, repulsivo, criminoso.

O IBGE acaba de informar que, em novembro, os desempregados na Grande São Paulo somavam cerca de 1 milhão. É provável que muitos votem no PT. Mas não existe nesse oceano de brasileiros um único e escasso petista de carteirinha. É compreensível que a hipótese da derrota de Dilma Rousseff em outubro de 2014 tire o sono, o que resta de pudor e o pouco juízo dos ineptos assombrados pela demissão. Perder a eleição é muito ruim. Perder o salário é um pesadelo, principalmente quando não se tem para onde ir.

Como Lula em 2006 e a atual presidente em 2010, Dilma não vai apenas liderar uma campanha eleitoral. Vai sobretudo comandar uma guerra contra o desemprego no PT. É mais que uma batalha eleitoral. É uma luta pela sobrevivência.

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  1. Carlos Moura

    Filiados ao pt têm que pagar 20% (“víntimo”) de tudo o que recebem para a organização. Explica muita coisa, não?

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  2. Eu reforço o comentário do Carlos Moura 08h39. Era uma vital fonte de rekursos do partido, só menos importante que os desvios em estatais que também estavam vindo à tona. Depois de tudo, onde ainda houvesse vaga, era direcionada para os satélites, como PCdoB e PSB. Esse processo ficou conhecido como “aparelhamento do Estado” e, naqueles anos de 2013-2014, atingiu níveis venezuelanos. Até kubanos participaram da festa através do Mais Médicos, que drenava rekursos para o companheiro Fidel. O Brasil foi completamente depenado. Interromper esse processo já é mérito suficiente para o governo tampão de Temer.

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  3. Sonia Fausta Tavares Monteiro

    E assim sobreviveram por 13 anos, trabalhando nas sombras para manter bem quietinhos os que compunham a seita petista e, enquanto isso, aqueles bem preparados para assumir cargos que demandassem conhecimento , bem como, pela necessidade de trabalhar para manter a própria família, continuavam por aí, vagando de fila em fila, para conseguir um trabalho e não representar mais um número nas estatísticas de desemprego! Será que sabendo disso, ainda existe alguém capaz de dizer que Lula e companhia não merecem cadeia? Talvez nem mesmo aqueles que tiveram esses privilégios, mas os perderam, acreditem que não!

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  4. O sonho desses muitos filiados é levar a esposa ou filha para uma visita íntima na cadeia,com seu lider supremo

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