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Marco Antonio Villa: Passe livre, fascismo e oportunismo político

MARCO ANTONIO VILLA Sobre o tal “Movimento Passe Livre”, vale destacar dezesseis pontos: 1. não é o que pode ser chamado de movimento social, sociologicamente falando; 2. é um ajuntamento de pequenos grupos ultra-esquerdistas sem qualquer importância política; 3. tem uma prática típica de grupos fascistas, são eleitoralmente inexpressivos; 4. como a eterna crítica ao […]

MARCO ANTONIO VILLA

Sobre o tal “Movimento Passe Livre”, vale destacar dezesseis pontos:

1. não é o que pode ser chamado de movimento social, sociologicamente falando;

2. é um ajuntamento de pequenos grupos ultra-esquerdistas sem qualquer importância política;

3. tem uma prática típica de grupos fascistas, são eleitoralmente inexpressivos;

4. como a eterna crítica ao capitalismo – que vive uma “crise terminal”, falam isso desde o final do século XIX – não se materializa na “revolução”, necessitam construir um móvel de luta para não perder o apoio das “suas bases”;

5. o desemprego e a crise econômica – presentes na Europa – aqui são irrelevantes, portanto a “mobilização” tem de buscar outro móvel de luta;

6. a passagem de ônibus virou um eficaz instrumento para as lideranças desses grupelhos dar satisfação às suas inquietas “bases”, cansadas de ouvir discursos revolucionários, negadores da democracia (chamada depreciativamente de “burguesa”), sem que tivessem o que chamam de prática revolucionária;

7. para estes grupelhos, o vandalismo é um excelente instrumento de propaganda. Eles se alimentam do saque, da violência e da destruição do patrimônio público e privado;

8. o poder público não sabe agir dentro da lei para conter os fascistas. Ou se omite, ou age como eles (ou da forma como eles querem);

9. agir com energia, dentro dos limites legais, é a forma correta de conter os fascistas;

10. e o óbvio: é nestes momentos que as lideranças políticas são testadas.

11. É evidente a tentativa de emparedar o governador do estado. O prefeito – sempre omisso – não está na linha de fogo;

12. Não há qualquer relação destas manifestações com aquelas dos anos 1960, 1970 (quando vivíamos no regime militar), das Diretas ou do impeachment do Collor (1992). Hoje vivemos em um regime de amplas liberdades;

13. A liberdade de manifestação é garantida pela Constituição, assim como a de ir e vir. Os fascistas são contra as duas. Tem ódio da Constituição, que para eles é “burguesa” e liberdade de ir e vir é contra o “Estado socialista” que eles defendem (Coréia do Norte, Cuba , etc);

14. Se tivessem sincero desejo de se manifestar, não faltam praças em SP;

15. O “movimento” está desesperadamente procurando um cadáver;

16. E como bem disse um comentário, este movimento não vale vinte centavos.

Comentários
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  1. Comentado por:

    Eny

    Sou a favor da manifestacao. Os vandalos esta na car foram infiltrados por algum partido politico ( ? )justamente para invalidar o anseio do povo que esta de saco cheio de ver tanta roubalheira e este gasto absurdo de 28 bilhoes nos Estadios. E a D. Dilma perdoando dividas e mandando toneladas de arroz para a Venezuela,enquanto o brasileiro em alguns lugares passam fome

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  2. Comentado por:

    José Geraldo Chaves

    O que vale agora discutir que colocou o pavio na bomba? O movimento pode não valer vinte centavos (na opinião do autor), mas poderá resgatar, além de milhões (as passagens caíram de quanto será mesmo o prejuízo das concessionárias? Vinte centavos?), resgata também coisas que dinheiro nenhum compra: a dignidade e consciência de poder do povo brasileiro. O tempo mostrará quanto vale 20 centavos…

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  3. Comentado por:

    Ricardo

    Esse historiador é o mesmonque esta no Jô Soares, agora, glorificando o movimento? Há ta, quando era contra o Governador de São Paulo, era facista, nao alia 20 centavos, mas agora, que é contra o governo federal, virou um levante democrático!!!! Desonestidade intelectual também poderia ser crime hediondo.

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  4. Comentado por:

    Marcola

    Impressiona a falta de sorte do autor, o movimento vAI CUSTAR AO CORRUPTOS, MUITO MAIS QUE VINTE CENTAVOS…
    Os protestos que estão acontecendo no Brasil vão muito além do aumento de 20 centavos no transporte público.
    O Brasil está vivenciando atualmente um amplo colapso de sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e os impostos são extremamente altos. Os brasileiros não veem motivo para terem uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza e tantos impostos altos. Nas capitais estaduais as pessoas chegam a gastar 4 horas por dia no tráfego, seja em seus carros ou em transportes públicos lotados e de má qualidade.
    O governo brasileiro tomou medidas para controlar a inflação cortando taxas e ainda não se deu conta que o paradigma deve mudar para uma abordagem focada na infraestrutura do país. Ao mesmo tempo o governo brasileiro está reproduzindo em menor escala o que a Argentina fez anos atrás: evitando austeridade fiscal e prevenindo o aumento dos juros, o que está levando a uma alta inflação e baixo crescimento.
    Além do problema de infraestrutura, há vários escândalos de corrupção que permanecem sem julgamento, e os casos que são julgados tendem a terminar com a absolvição dos réus. O maior escândalo de corrupção na história brasileira finalmente terminou com a condenação dos réus e agora o governo está tentando reverter essa condenação ao usar manobras inacreditavelmente inconstitucionais, como a PEC 37, que vai tirar o poder investigativo dos promotores do ministério público, delegando a responsabilidade da investigação unicamente para a polícia federal. Além disso, outra proposta tenta sujeitar as decisões da Suprema Corte Brasileira ao Congresso – uma completa violação dos três poderes.
    Estas são, de fato, as revoltas dos brasileiros.
    Os protestos não são meramente isolados, não são movimentos da extrema esquerda, como algumas fontes da mídia brasileira afirmam. Não é uma rebelião adolescente. É o levante da parte mais intelectualizada da sociedade

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  5. Comentado por:

    Bombou na Web

    O Villa é muito bom. Junto com o Setti, Fiuza e o Olavo são os melhores. Até acima de você Augusto, com todo o respeito

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