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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Líder de movimento dos sem-teto pede direito de resposta

Assessora da deputada Márcia Lia, do PT paulista, Edinalva Franco era responsável pela cobrança de um aluguel pago pelos moradores dos imóveis invadidos

Por Augusto Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 20h21 - Publicado em 29 ago 2018, 15h48

Em 10 de maio deste ano, dez dias depois do incêndio de um edifício ocupado por sem-tetos no Largo Paissandu, em São Paulo, que acabou desmoronando enquanto era consumido pelas chamas, a coluna publicou um texto sobre Edinalva Franco, chefe de um certo Movimento Moradia para Todos (MMPT). Assessora da deputada estadual Márcia Lia, do PT paulista, Edinalva também era responsável pela cobrança de um aluguel pago pelos moradores dos imóveis invadidos.

O texto faz referências a mensagens e gravações nas quais Edinalva aparece, entre outras ilegalidades, ameaçando despejar os sem-teto inadimplentes. Com o título “Pela luta dos sem-teto”, Edinalva pediu direito de resposta, atendido pela coluna. Segue-se o texto sem retoques nem correções:

Sob o título A cafetina dos Sem Teto foi publicada opinião desconhecedora da questão urbana e habitacional do país.

Para realizar um ataque misógino, se prestou a fazer acusações caluniosas e apologia à violência. Para além das questões pessoais colocadas pelo ‘colunista’ – função política, salário e veículo regularmente declarado – o que não foi considerado é que em 28 anos de luta, já foi militante, atua diretamente na conquista do direito à moradia para outras famílias como as 84 que residem na Rua Brigadeiro Tobias, 68 atendidas com carta de crédito, as 340 que serão atendidas em Itaquaquecetuba e centenas em ocupações porque não conseguem suportar os custos da moradia em razão de baixos salários.

Deve ser indigesto uma ex Sem Teto com casa, trabalho e carro. A organização de ocupações atende a uma necessidade no contexto de urbanização desigual e o convívio coletivo nesses locais exige regras e participação direta, inclusive com as despesas para garantia do mínimo de segurança.

Enquanto houver Sem Teto faremos a exigência prática de responsabilidade constitucional do Estado em fazer cumprir a função social da propriedade e a efetivação de políticas públicas.

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