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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça: ‘Teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. É ilegal? É. Temos de punir quem praticou esses atos’

Pendurado com o cliente Marcos Valério no quarto andor da procissão  dos perjuros, o advogado Marcelo Leonarto repetiu no Supremo Tribunal Federal a ladainha que Márcio Thomaz Bastos ─ podem chamar de God que ele atende ─ ensinou aos bacharéis do mensalão: “Ninguém dá notícia de compra ou pedido de compra de voto de deputado, […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 18 fev 2017, 14h07 - Publicado em 8 ago 2012, 14h26

Pendurado com o cliente Marcos Valério no quarto andor da procissão  dos perjuros, o advogado Marcelo Leonarto repetiu no Supremo Tribunal Federal a ladainha que Márcio Thomaz Bastos ─ podem chamar de God que ele atende ─ ensinou aos bacharéis do mensalão: “Ninguém dá notícia de compra ou pedido de compra de voto de deputado, apesar das 300 testemunhas ouvidas na instrução criminal”.

Serve o atual ministro da Justiça? Então, vamos lá. Em 16 de fevereiro de 2008, às vésperas da posse no cargo de secretário-geral do PT, o então deputado federal José Eduardo Cardozo foi entrevistado pelo jornalista Otávio Cabral para as páginas amarelas de VEJA. Sobre o mensalão, disse o seguinte:

“Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos.”

Cardozo é ministro da Justiça desde janeiro de 2011. Nunca desmentiu o que disse. Nem poderia, a menos que resolvesse discutir com um gravador.

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