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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Jarbas Vasconcelos ensina que não se dança um minueto ao som de uma quadrilha

Em mais um discurso sem concessões ao bom-mocismo, o senador Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, expôs a nudez do monarca  falastrão, da rainha muda e do príncipe reincidente: Lula, Dilma Rousseff e Antonio Palocci, constatou o orador, têm culpa no cartório ─ e o país que presta não admite que outro escândalo seja varrido para […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 11h54 - Publicado em 24 Maio 2011, 16h56

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Em mais um discurso sem concessões ao bom-mocismo, o senador Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, expôs a nudez do monarca  falastrão, da rainha muda e do príncipe reincidente: Lula, Dilma Rousseff e Antonio Palocci, constatou o orador, têm culpa no cartório ─ e o país que presta não admite que outro escândalo seja varrido para baixo do tapete. Quer saber o que efetivamente aconteceu. E rejeita a absolvição sumária do pecador reincidente.

“Francenildo Costa fez a coisa certa: disse de onde veio o dinheiro que estava na sua conta”, bateu no fígado Jarbas, recordando o episódio do estupro do sigilo bancário do caseiro. “Para isso, ele se sacrificou e até expôs aspectos da sua vida privada. Resta agora Palocci fazer o mesmo, se é que isso é possível. Parafraseando o próprio ex-presidente Lula, o ministro não é uma pessoa comum”, pegou no queixo o orador no segundo dos cinco vídeos que reproduzem o pronunciamento.

A dura cobrança foi endossada pelo paranaense Álvaro Dias, do PSDB, e pela gaúcha Ana Amélia Lemos, do PP. Não se ouviu um único pio dos poucos governistas que vadiavam no plenário. Os oficiais da base alugada preferem bloquear o funcionamento das comissões, para evitar a convocação do consultor milagreiro, e manter o plenário despovoado, para afastar dos microfones os que só se apresentam quando a plateia é numerosa.

Homens como Jarbas não são silenciados por truques baratos. Sabem que, sejam quais forem as circunstâncias, cumpre a um genuíno oposicionista fazer oposição. E compreendem que, num país em acelerada decomposição moral, a bandeira a desfraldar é a do combate à corrupção institucionalizada e impune. “Em se tratando de escândalos, a era petista bateu todos os recordes”, lembrou Jarbas.

Nesta segunda-feira, num Congresso semideserto, um bravo pernambucano falou para o país ─ e falou em nome dos brasileiros decentes. Enquanto José Serra capricha nas reverências a Antonio Palocci e Aécio Neves evolui graciosamente em torno de Dilma Rousseff, Jarbas Vasconcelos segue ensinando que não se dança um minueto ao som de uma quadrilha.

Veja a terceira, a quarta e a quinta partes do discurso.

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