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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Itamar Franco em 1993: ‘O sr. Luiz Inácio Lula da Silva me chamou de filho da p.’

Atualizado às 18h40 “Nunca fui desrespeitoso com um presidente da República”, recitou de novo Lula, ainda convalescendo do nocaute sonoro sofrido por Dilma Rousseff no Itaquerão. Como lembrou a coluna há dias, o palanque ambulante qualificou José Sarney de “ladrão” e Fernando Collor de “assaltante” quando os dois inimigos que transformaria em amigos do peito […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 31 jul 2020, 03h38 - Publicado em 20 jun 2014, 19h43

Atualizado às 18h40

“Nunca fui desrespeitoso com um presidente da República”, recitou de novo Lula, ainda convalescendo do nocaute sonoro sofrido por Dilma Rousseff no Itaquerão. Como lembrou a coluna há dias, o palanque ambulante qualificou José Sarney de “ladrão” e Fernando Collor de “assaltante” quando os dois inimigos que transformaria em amigos do peito governavam o país. Também insultou Itamar Franco, provam o recorte de jornal e o texto com o timbre da Presidência da República abaixo reproduzidos (clique em cima para ampliar).

Na edição de 8 de maio de 1993, a Folha de S. Paulo publicou o que Lula dissera ao grupo de jornalistas que o acompanhavam em mais uma excursão caça-votos. “Todo mundo sabe que o ministro da Fazenda, Eliseu Rezende, é um canalha que tem compromissos com empreiteiras”, afirmou o futuro camelô da Odebrecht. Depois de acusar o presidente de omisso, emitiu seu parecer: “O Itamar é um filho da p***”.

folha Itamar

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“Gostaria de saber o que aconteceria (…) se este indivíduo arrogante e elitista fosse o Presidente da República e alguém o chamasse disso”, replicou Itamar no bilhete divulgado dois dias depois pela assessoria de imprensa do Planalto. Agora se sabe o que aconteceria: Lula faria o que tem feito desde o fiasco de Dilma no Itaquerão.

Caprichando na pose de debutante na primeira valsa, iria jurar que aprendeu ainda na infância a jamais dizer nome feio. A usina de palavrões e grosserias aprendeu a mentir (e a xingar) antes de aprender a engatinhar.

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