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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Imagens em Movimento: ‘Da caverna de Platão ao Grand Café, em Paris’

SYLVIO ROCHA O ser humano sempre desejou contar histórias. Quanto mais longe vamos à procura do surgimento do cinema, mais nos impressionamos com a vontade ancestral do homem de expandir sua percepção utilizando imagens em movimento. No livro Pré-cinemas & pós-cinemas, o professor Arlindo Machado traça uma fascinante trajetória dessa busca que antecede o nascimento […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 06h13 - Publicado em 19 Maio 2013, 10h14

SYLVIO ROCHA

O ser humano sempre desejou contar histórias. Quanto mais longe vamos à procura do surgimento do cinema, mais nos impressionamos com a vontade ancestral do homem de expandir sua percepção utilizando imagens em movimento.

No livro Pré-cinemas & pós-cinemas, o professor Arlindo Machado traça uma fascinante trajetória dessa busca que antecede o nascimento oficial da sétima arte, em 1865, no Grand Café de Paris. O mito da caverna, celebrizado por Platão, descreveu pela primeira vez o que seria a sala de cinema. Na alegoria do filósofo grego, a parede cumpre o papel da tela, a labareda substitui o projetor e as esculturas, criadas por artesãos ilusionistas, são o que é hoje a película (o suporte do filme). A obra de Arlindo Machado é leitura essencial para quem quer conhecer um pouco mais sobre a história das imagens.

Uma vez por semana, aqui na Feira Livre, serão compartilhadas experiências audiovisuais de curta duração disponíveis na internet. Serão expostos e comentados filmes, clipes, documentários e outros conjuntos de imagens em movimento que fazem bem aos sentidos e, sobretudo, à alma.

O filme selecionado para inaugurar a seção é uma animação incluída num documentário de longa metragem sobre fantasmas. O espectador é estimulado a contemplar o desconhecido sem preconceitos. As coisas não são o que parecem ser, sugere o produtor do filme. A animação acabou criando vida própria, participou de mais de 90 festivais e angariou vários prêmios. Com mais de 4 mil fotografias iluminadas por velas e muito tempo para animar a massa de modelar, Michael Ramsey, o diretor, e John Grigsby, o artista plástico, consumaram a façanha admirável: filmaram a alegoria da caverna de Platão à sua maneira . Vale a pena.

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