Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Gilmar acusa Moro de querer ser Gilmar

O ministro da defesa de bandidos de estimação teme perder o emprego de deus

Por Augusto Nunes Atualizado em 12 abr 2018, 20h49 - Publicado em 12 abr 2018, 20h46

Alternando citações em alemão ─ incompreensíveis para quem só fala português ─ com palavrórios em juridiquês ininteligíveis para quem se expressa em língua de gente, Gilmar Mendes só conseguiu transmitir claramente aos espectadores da TV Justiça a suspeita que mais o atormenta: ele acha que Sérgio Moro pensa que é Deus. Está explicada a intensificação da furiosa ofensiva do juiz dos juízes contra o magistrado que personifica a Operação Lava Jato.

Autopromovido há muitos anos a único deus de toga, o maior jurista de Diamantino está com medo de perder o emprego. O mais recente ídolo do PT continua caprichando na pose de Senhor da Verdade e da Razão. Quem vê as coisas como as coisas são continua enxergando em Gilmar Mendes um ministro da defesa dos delinquentes de estimação. Nesta quinta-feira, ele envergonhou o Supremo Tribunal Federal com a insistência em libertar Antonio Palocci.

Perdeu de novo, mas vai continuar mostrando que, no Brasil, até a bandidagem é corporativista.

Continua após a publicidade

Publicidade