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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Fã de Dilma, Maria Solange Caravina mudou de nome na entrevista feita pelo maridão: virou Lia Solange Carabina

Dilma Rousseff descobriu em Catanduva, há poucas semanas, que no interior paulista a avaliação do seu governo logo vai passar dos 100% de  ruim ou péssimo. É compreensível que, antes da visita a Presidente Prudente, tenha procurado sondar os humores da cidade na entrevista concedida por telefone a Miguel Francisco, jornalista da Rádio 1440 AM. […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 10 fev 2017, 10h27 - Publicado em 18 set 2015, 09h08

Dilma Rousseff descobriu em Catanduva, há poucas semanas, que no interior paulista a avaliação do seu governo logo vai passar dos 100% de  ruim ou péssimo. É compreensível que, antes da visita a Presidente Prudente, tenha procurado sondar os humores da cidade na entrevista concedida por telefone a Miguel Francisco, jornalista da Rádio 1440 AM.  O entusiasmo do radialista, traduzido nas  perguntas grávidas de exaltação patriótica, convenceu  visitante de que o clima em Presidente Prudente oscilava entre o “bom demais” e o “para lá de ótimo”.

À vontade como um tesoureiro do PT na sala do cofre, Dilma garantiu que as coisas vão muito bem, que o desastre econômico logo vai passar, que a sobriedade da turma do Planalto já recolocou o país no caminho certo. O Brasil só não pôde comemorar a retomada do desenvolvimento porque a oposição deu de transformar pecados veniais em justificativas para um golpe de Estado. “Estamos aqui torcendo pelo seu governo, porque torcer pelo seu governo é torcer pelo Brasil”, derramou-se Miguel Francisco quando a conversa de comadres ia chegando ao fim.

“Agora”, prosseguiu, “um pedido de um brasileiro: professora Maria Solange Caravina, mãe do meu filho, é professora da rede estadual aqui em Presidente Prudente. Ela é petista e Dilma Rousseff até o tutano dos ossos. Ela tá ouvindo a rádio. Se a senhora mandar um abraço para ela, ela vai ficar muito feliz comigo, senhora presidenta”. A continuação do diálogo parece mentira. O áudio no fim do post prova que é tudo verdade. Acompanhe o diálogo de hospício:

Dilma: “Olha, eu… cê vai repetir o nome dela, Miguel”.

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Jornalista: “Maria Solange Caravina”.

Dilma: “Lia Solange Carabina. Eu não só mando…”

Jornalista: “Maria… Maria…”

Dilma: “A Lia Maria… Não… Maria Solange… Maria Solange… ô..”

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Jornalista: “Maria Solan…”

Dilma Rousseff: “Maria Solange…”.

Jornalista: “Caravina”.

Dilma: “Eu quero te… Eu quero te dizê uma coisa, Maria Solange. Quero primeiro agradecê esse abraço, esse beijo, pelas… pelas… pelas ondas da Rádio Comercial 1440 AM de Presidente Prudente. E te dizê o seguinte: é por pessoas como você  que a gente continua firme lutando pelo Brasil. Um abraço e um grande beijo pra você”.

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Só na última frase a presidente soletrou direito o prenome da dilmista de Presidente Prudente. Ainda em dúvida quanto ao sobrenome, preferiu parar no “Maria Solange”. Sorte do maridão Miguel Francisco. Sabe Deus como seria recebido em casa pela mulher transformada duas vezes por Dilma numa Carabina de maiúsculo calibre.

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