Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Enquanto Celso Arnaldo preserva o dilmês, os jornais traduzem o que diz a presidente

Num texto publicado na coluna de 26 de agosto, registrei que jornais e revistas nunca publicam o que disse a presidente em dilmês ─ arcaico, rústico ou castiço. Publicam a versão em português do que acham que a presidente quis dizer no estranho subdialeto que inventou. Essa preciosidade linguística só pode ser encontrada em estado […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 10h42 - Publicado em 21 set 2011, 00h55

Num texto publicado na coluna de 26 de agosto, registrei que jornais e revistas nunca publicam o que disse a presidente em dilmês ─ arcaico, rústico ou castiço. Publicam a versão em português do que acham que a presidente quis dizer no estranho subdialeto que inventou. Essa preciosidade linguística só pode ser encontrada em estado puro nos grandes textos de Celso Arnaldo Araújo. Contemplado em sua inteireza, o dilmês em estado bruto escancara os labirintos percorridos pelo neurônio solitário quando acionado para discorrer sobre qualquer tema.

 

Nesta terça-feira, recebi o seguinte recado de Celso Arnaldo:

Augusto

 

Em post recente, primoroso como sempre, a respeito do acintoso despreparo de Dilma, você se diz espantado com o comportamento de jornalistas experientes, que antes precisavam de poucos segundos para reconhecer cretinos fundamentais ou mentes brilhantes.

O vídeo com a entrevista que fundamenta este meu texto sobre Dilma em NY, embora singelo, é, no mínimo, mais uma prova cabal, cabalíssima, da dramática malformação neuronal de Dilma para representar o Brasil no púlpito da ONU que um dia foi ocupado por Oswaldo Aranha.

Pois, para reforçar sua tese, lanço um desafio aos colaboradores da coluna. Assistam ao video novamente e depois leiam o modo como a Folha e o Globo resumiram essa entrevista assombrosa:

Folha:

“Dilma até a tarde de ontem não tinha lido a reportagem da revista “Newsweek”, que na edição desta semana a colocou na capa. A presidente, porém, disse que achou muito bom o título da versão internacional da revista, em que foi chamada de Dilma Dinamite. `Lembra muito filme de Velho Oeste´, afirmou”

O Globo:

“A presidente Dilma Rousseff também comentou com satisfação ter sido capa da revista americana Nesweek desta semana. Bem-humorada, afirmou que a capa lembrava o estilo velho oeste americano, já que é chamada pela revista de Dilma Dinamite. ´Acho que lembra muito filme de velho oeste. Achei muito boa´ – disse, citando o filme Calamity Jane, comédia musical do gênero faroeste dos anos 1950, estrelada por Doris Day”

Se uma dessas duas passagens dos mais importantes jornais brasileiros refletir o desempenho de Dilma na entrevista, rasgo meu diploma e paro de clinicar…

Agora, confrontem as versões dos jornais com a verdade exposta neste trecho do texto de Celso Arnaldo publicado na madrugada de hoje pela coluna:

O assunto agora é a capa da Newsweek:

Continua após a publicidade

– A revista a senhora já leu?

– Agora que eu vou olhá, tá?

Note-se: ler, não; olhar.

– O que a senhora achou daquela manchete “Dilma Dinamite”.

– Eu acho assim que lembra muito filme do velho oeste, né?

De novo, pede ajuda aos universitários:

– Cumé que chamava?

Patriota é mesmo um patriota, sempre com a mão estendida para salvar a presidente:

– Calamity Jane.

Dilma cai em si: não era bem isso o que pensou.

– Calâmity, Dilâmity, ri, nervosamente.

Bem, Jane é o segundo nome de dona Dilma, a Primeira-Mãe. Pelo menos estamos em casa.

– Mas a sra. gostou?

– Eu achei muito boa a capa.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=OCz6j6LiZxg?wmode=transparent&fs=1&hl=en&modestbranding=1&iv_load_policy=3&showsearch=0&rel=1&theme=dark&w=425&h=344%5D

Continua após a publicidade
Publicidade