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Editorial do Estadão: Competência como problema

Parente não foi o primeiro a sucumbir diante da força do parasitismo estatal. Antes dele, em maio do ano passado, caiu Maria Silvia Bastos Marques

O Brasil, ao que parece, não está pronto para uma gestão profissional e apolítica de suas empresas estatais. Sempre que uma estatal ou banco público começa a ter critérios racionais de administração, tornando-se infenso aos usos e costumes clientelistas e patrimonialistas, os grupos de pressão ─ sejam políticos, sejam sindicais ─ tratam logo de sabotar esses esforços. Donde se pode concluir que estatais, geralmente em nome de um obscuro “interesse nacional”, jamais serão gerenciadas para manter seu equilíbrio financeiro e ter recursos para investir, pois só existem ─ é o que parece ─ para satisfazer objetivos estranhos ao seu negócio.

O recente caso da Petrobras é apenas um exemplo. Como se sabe, a estatal chegou à beira da ruína depois de anos servindo aos projetos megalomaníacos dos governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff. Felizmente, o impeachment de Dilma interrompeu esse processo, pois o sucessor da petista, o presidente Michel Temer, tratou rapidamente de entregar a administração da empresa a Pedro Parente, um executivo com indiscutível capacidade administrativa. Nenhuma das qualidades de Parente, contudo, teria sido suficiente para salvar a Petrobras se o presidente Temer não tivesse atendido às principais exigências do executivo para aceitar o cargo, isto é, total autonomia para definir os rumos da Petrobras e garantia de que não haveria interferência política na sua gestão.

Os extraordinários resultados obtidos pela Petrobras na gestão de Pedro Parente serviram para comprovar não apenas o quão importante é ter bons profissionais à frente da administração de estatais, mas principalmente o quão crucial é impedir que essas empresas sejam exploradas com propósitos populistas, eleitoreiros e corporativistas.

Apesar dessas constatações indisputáveis, o governo foi incapaz de sustentar a administração de Pedro Parente diante do primeiro solavanco causado pelas milícias do subdesenvolvimento ─ que impulsionaram uma greve de caminhoneiros para exigir que a Petrobras deixasse de praticar sua racional política de preços de mercado, implementada por Parente, e voltasse a bancar combustível barato, como fazia na trevosa era lulopetista.

Parente não foi o primeiro a sucumbir diante da força do parasitismo estatal. Antes dele, em maio do ano passado, caiu Maria Silvia Bastos Marques, que havia tentado fazer do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma instituição voltada para sua função essencial ─ estimular o crescimento do País sem favorecer nenhum setor em especial e sem bancar os “campeões nacionais” que fizeram a festa durante os governos de Lula e Dilma. Convém lembrar que Maria Silvia teve que trabalhar em um BNDES repleto de funcionários que haviam ingressado durante a administração do PT e que, sob inspiração do partido, foram responsáveis por dar aval a uma política de crédito que se revelou ruinosa não apenas para o banco, mas para o País. Também neste caso, o Palácio do Planalto falhou na defesa de sua executiva justamente no momento em que esta mais sofria com pressões de todo tipo ─ de funcionários, de empresários e de gente de dentro do próprio governo.

Assim, observa-se quão inúteis são as iniciativas destinadas a melhorar a governança das empresas e dos bancos estatais. A mais recente dessas iniciativas, a Lei das Estatais ─ que impôs requisitos mínimos para o preenchimento de cargos, na suposição de que isso impediria a nomeação de apaniguados de partidos governistas e, portanto, protegeria as empresas de interferência política ─, se tornou quase letra morta. E isso aconteceu não apenas porque os partidos continuam a ter influência na nomeação de diretores das estatais, mas principalmente porque, como se viu nos casos da Petrobras e do BNDES, quanto mais competente e profissional for a administração dessas empresas, menos “estatais” ─ isto é, menos sujeitas à ingerência política e sindical ─ elas serão. E isso para os diversos grupos organizados que, a título de defender os interesses do “povo”, pretendem se apoderar de pedaços do Estado ─ aí incluídas suas empresas e bancos ─ é simplesmente intolerável.

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  1. O problema de Banânia é que não há meio termo. Quando não é 8 é 80. Só em países onde o rabo abana o cachorro que o preço dos combustíveis são reajustados todos os dias. Isso é uma política de preços bisonha e estúpida e que não se sustenta porque uma hora os consumidores “quebram” e no final todos perdem. O próximo da fila será a gasolina.

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  2. Francisco Lemos

    Fazer sucesso com monopolio e facil. O consumidor nao pode escolher outro fornecedor. Tem de pagar qualquer preco. Um dia tudo acaba. Logo, o lucro e facil e certo.

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  3. Caro William, Acredito que voce nao seja empresario ‘pois nao entende que quando voce compra uma mercadoria e o preco e variavel, o seu preco ao consumidor final acompanha aessa mesma variacao; se a variacao e diaria, o preco tem que ser ajustado diariamente. Nao diga que isso acontece somente em paises onde ” o rabo abana o cachorro”. Nos Estados Unidos o preco varia exatamente como falei antes, digo isso com conhecimento de causa por viver isso o ano inteiro. Nao passe informacao errada ou “achismos” aos leitores. Por outro lado, o preco dos derivados de petroleo nao deveriam ser ajustados 100% de acordo com a variacao internacional, nao se esqueca que uma boa parte do petroleo e retirada do territorio brasileiro em reais e nao em dollar.

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  4. jose norberto monteiro

    Solução unica: PRIVATIZAR tudo.
    Amigos,se preparem, a conta ainda não chegou. Chegará quando formos obrigados a mudar a Previdência. Aí a crise da Grécia será cafezinho !!!
    Quem vai reduzir Senado/Congresso/Ministérios/Cargos públicos Municipais, Estaduais e Federais ???
    Quem vai subir o morro e silenciar os Presídios ???

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  5. severiano filho

    Podemos começar diminuindo o número de municípios. São 5.570 atualmente, boa parte improdutivos que e dependem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios – 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados.

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  6. severiano filho

    Podemos começar diminuindo o número de municípios. São 5.570 atualmente, boa parte improdutivos que dependem exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios – 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados.

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  7. Também acho que a ineficiente e improdutiva Petrobras deve ser privatizada, e imediatamente, mas competência não é enfiar a mão no bolso do povo vendendo ativos importantes a preço de banana e jogando o preço dos combustíveis na estratosfera. Isso é ‘beabá’, qualquer um sabe fazer. Pedro Parente causou dano irreversível ao país, é uma NULIDADE, já foi tarde. E, óbvio, nunca fará com o frango da BRF o que fez com os combustíveis, porque acabaria assado na fornalha da SEARA.

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