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Devastada pelo maior assalto da história, a Petrobras paga os advogados que tentam livrar da cadeia os envolvidos na ladroagem

“Minha defesa está sendo paga pela Petrobras”, confessou Nestor Cerveró na CPMI instaurada para investigar as bandalheiras na estatal. Em seguida, orientado pelo doutor ao lado, o ex-diretor da Área Internacional tentou inutilmente revogar a confissão com confusas alusões a um “fundo” que ninguém entendeu o que é, onde fica e para que serve Foi […]

Por Augusto Nunes - Atualizado em 11 fev 2017, 17h15 - Publicado em 2 dez 2014, 16h16

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“Minha defesa está sendo paga pela Petrobras”, confessou Nestor Cerveró na CPMI instaurada para investigar as bandalheiras na estatal. Em seguida, orientado pelo doutor ao lado, o ex-diretor da Área Internacional tentou inutilmente revogar a confissão com confusas alusões a um “fundo” que ninguém entendeu o que é, onde fica e para que serve

Foi Cerveró quem concebeu, pariu, propôs, negociou e consumou a negociata bilionária em Pasadena, no Texas. Entre tantas outras maracutaias, ele se envolveu nas safadezas que elevaram de 2 para 20 bilhões de dõlares a gastança na refinaria Abreu e Lima. Nada disso dissuadiu a empresa de bancar os honorários do advogado.

Nunca antes neste país a Petrobras foi tão inovadora, gabou-se o presidente Lula, de meia em meia hora, durante os oito anos de governo. Verdade, comprovou a inovação revelada por Cerveró: pela primeira vez desde o Dia da Criação, uma empresa devastada por assaltantes está pagando a conta do bacharel contratado para livrar da cadeia um dos mentores do assalto.

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