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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Descanse, ministro Gilmar

O Brasil ficaria mais aliviado se o sabe-tudo do Supremo trabalhasse menos

Por Augusto Nunes 22 out 2017, 16h28

Gilmar Mendes, o onisciente, onipotente e onipresente ministro do Supremo Tribunal Federal informou há dias que sua rotina é estafante: “Acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo”. Não faz mesmo: escravo obedece, Gilmar só dá ordem. Mas é verdade que a agenda do juiz dos  juízes está permanentemente congestionada.

Além de manifestar-se sobre todos os assuntos que chegam ao STF, sejam essenciais ou irrelevantes, o operário de toga dá palpite em qualquer tema, cuida de uma próspera instituição de ensino, almoça com o presidente da República e janta com parlamentares, intromete-se em miudezas políticas, preside o Tribunal Superior Eleitoral e administra pessoalmente a mais produtiva usina de habeas corpus do mundo.

Mesmo com tanta trabalheira, o ministro vem encontrando tempo para combater com crescente intensidade a Operação Lava Jato. O Brasil ficaria mais aliviado se Gilmar Mendes descansasse.

 

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