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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Celso Arnaldo: Por instantes, o dilmês soou finlandês

Dilma arranca risos mesmo quando o assunto é o dramático golpe de estado de que foi objeto

Por Augusto Nunes - Atualizado em 30 jul 2020, 20h43 - Publicado em 5 out 2017, 07h08

A pior presidenta do mundo agora é a pior palestranta do mundo ─ em vários idiomas. Seu inglês levou os tradutores da ONU ─ os melhores do mundo ─ a colapsos nervosos irrecuperáveis. E o francês de Dilma, exposto em Genebra, não seria suficiente para ela tentar comprar um croissant sem ser expulsa da boulangerie. Mas, surpreendentemente, o melhor desempenho de Dilma, em suas andanças pelo mundo para denunciar o golpe providencial de que foi vítima, foi em Helsinque, esta semana.

Conseguiram para ela uma plateia de finlandeses dispostos a ouvi-la discorrer sobre o “puhallus” – golpe em finlandês, numa versão mais fantasiosa que as fábulas de Peikko e Tonttu. E não é que Dilma aprendeu finlandês, como mostra o vídeo abaixo? Bem, como não sabemos finlandês, só podemos avaliar sua proficiência nesse idioma nórdico pelas risadas da plateia. Imagine: Dilma, em seu stand-up internacional, arrancando risos até nos confins da Finlândia ─ e mesmo quando o assunto é o dramático golpe de estado de que foi objeto.

O público parece à vontade para gargalhar. Dilma, não. De repente, muda a clave da língua:

─ Há uma dificuldade em do português falar finlandês.

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Mas, espere: isso soa finlandês. Claro, mas, examinando bem, a sintaxe desse “em do português” parece familiar também a quem não conhece uma palavra do finlandês. Se houver ainda qualquer dúvida sobre a irmandade linguística entre finlandês e dilmês, ouça a frase seguinte:

─ Brasil é um país que foi o último país a…

Agora, sim, nenhuma dúvida. Nem um finlandês falaria português assim.

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