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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Celso Arnaldo captura Madre Superiora

“Descartes, o mais notório dos filósofos que defenderam a dualidade substancial, isto é, que os homens possuem o corpo e a alma totalmente independentes, um e outra separados, certamente nunca viu nem podia ver um Carnaval brasileiro.” José Sarney, capturado pelo grande Celso Arnaldo, que determinou a dupla internação do Madre Superiora com as seguintes […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 12h36 - Publicado em 11 mar 2011, 15h25

“Descartes, o mais notório dos filósofos que defenderam a dualidade substancial, isto é, que os homens possuem o corpo e a alma totalmente independentes, um e outra separados, certamente nunca viu nem podia ver um Carnaval brasileiro.”

José Sarney, capturado pelo grande Celso Arnaldo, que determinou a dupla internação do Madre Superiora com as seguintes observações: Quem seria capaz de escrever isto? Quem seria capaz de escrever assim? Porque hoje é sexta-feira, hoje é dia do pior escritor do mundo na Folha. E hoje, particularmente, é dia de um dos piores Sarney de todos os tempos. Leia isto:

“Se são dois em um passam a ser um em dois na compulsão da alegria, numa entrega total do corpo no gingado do samba no pé e no evidente relaxamento de qualquer reserva moral.”

Celso Arnaldo retoma a palavra: Mas coitado do Descartes: apenas serve de escada para Sarney demonstrar sua empolgação lasciva pelo maracujá em forma de pênis (“de fazer inveja aos anjos barrocos e comedidos que o Aleijadinho esculpiu nas igrejas de Minas”) que apareceu no Maranhão – onde, em se plantando, tudo dá para os Sarney.

Sarney não pensa – mas, infelizmente, existe.

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