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Brasileiro. Profissão: Esperança (fim)

A fala do presidente Costa e Silva na reunião do Conselho de Segurança Nacional que aprovou a decretação do AI-5. O voto de Delfim Netto. Jarbas Passarinho manda “às favas os escrúpulos de consciência”. Márcio Moreira Alves relê no Congresso o discurso que serviu de pretexto para o endurecimento do regime. O advento da censura. A anistia […]

A fala do presidente Costa e Silva na reunião do Conselho de Segurança Nacional que aprovou a decretação do AI-5. O voto de Delfim Netto. Jarbas Passarinho manda “às favas os escrúpulos de consciência”. Márcio Moreira Alves relê no Congresso o discurso que serviu de pretexto para o endurecimento do regime. O advento da censura. A anistia de 179 e a campanha pelas Diretas-Já. Confira a última parte do documentário de 1997.

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  1. Comentado por:

    Rafaela Marques

    Continuo encantada com os vídeos. Estou cada vez mais sabida, como diz minha avó. Cada vez compreendo mais a História recente do Brasil. E cada vez mais animada com meu vestibular no fim do ano. Pelo menos em História devo ir bem. Em atualidades também. Suas análises dos fatos têm me ajudado muitíssimo. E seus textos perfeitos e elegantes, na forma e no conteúdo, me ajudam no Português. Thanks for all.

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  2. Comentado por:

    Paulo Nasc

    Perfeito o vídeo do Augusto Nunes sobre a quartelada de 64 e a sobremesa envenenada do AI5. Nossos gorilas sempre foram vitoriosos contra os movimentos sociais INTERNOS. Foram vitoriosos em Canudos, ganharam também de goleada no Contestado, mostraram quem são na campanha do Caparaó, mas tiveram mais juizos que seus similares argentinos que provocaram e velho Leão Desdentado inglês. Aí a surra foi exemplarmente aprendida. Se aquela mesma surra tivesse aplicada em Newton Cruz e companhia aí eles arrotariam menos valentia e seus respectivos anéis (de couro) estariam devidamente alargados como alias ficou o anel de couro dos torturados Astiz e muitos outros. Aquele buraco sorridente da bandeira argentina têm sua razão de ser. Valeu, VEJA, valeu Augusto Nunes.

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  3. Comentado por:

    João Batista

    Dr. Protógenes vem ai. Vai levar tudo no 1 turno

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  4. Comentado por:

    VÍRUS (PARA CAUSA JUSTA)

    FORA SARNEY! FORA SARNEY! FORA SARNEY!

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  5. Comentado por:

    Valentina de Botas

    Assisti ao documentário neste sábado belo cujo brilho azul, tão denso, é companhia no meio da tarde que caía feito um viaduto, quando começo este texto. Que país é esse? Comecei a me perguntar lá pelos meus 14 anos, por ocasião da anistia cujo ano você grafou 179. E que esperança é essa?, pergunto-me agora. Por razões incabíveis aqui, 95% dos meus livros e discos me esperam guardados em caixas por aí. Tenho esperança de não demorar. Não como profissão – minha esperança é tipo um bico que faço, sem o qual não vivo e a que não resisto. Onde estou morando, há uma vitrola em perfeito estado, trouxe uns elepês, entre os quais, a trilha o do espetáculo “Brasileiro, profissão esperança”, aquela versão do texto do Paulo Pontes, com Clara Nunes e Paulo Gracindo, homenageando Antônio Maria e Dolores Duran: “Este show é feito do que eles disseram, escreveram e cantaram”. O disco é da antiga gravadora Odeon e tem uma foto linda na capa (as capas dos elepês eram uma razão a mais para comprá-los, não acha?) com a Clara e o Paulo Gracindo. Não vi o show, nasci atrasada pra um monte de coisas e pessoas, mas a tempo de pôr na vitrola esta maravilha, neste sábado azul em que tocamos a vida. Esperançosamente ou não, não sei. Curioso que Pontes, o típico artista engajado, não fizera um texto político, mas todo lírico cujo título, extraído da expressão que Antônio Maria usava para se apresentar (acompanhada do desencanto delicioso de “estado civil: cansado”), dá nome ao documentário narrando a recente história política do país. Quem o produziu, Augusto? De quem é o texto? A ideia luminosa do título é sua? Faz sentido, pois, em 1997, o Brasil gozava a esperança de cumprir o destino constantemente anunciado de país do futuro. A esperança estilhaçada (título todo seu) no lulopetismo fez o Brasil mudar de profissão? Não sei, mas não deveria: a súcia é só uma página infeliz que a nação há de virar, e a esperança brilha pra valer é na escuridão. Mas só consigo pensar mesmo no Antônio Maria; em você irresistível quase cinquentão em 1997; na Clara Nunes tão docemente intensa e linda cuja morte completou 20 anos em abril (imagine que amigos me acham parecida com ela! ainda bem que sempre nos resta o afeto imaginativo deles); na Dolores Duran, morta tão moça; na falta do 9 no ano da anistia e que seu livro sobre o Jânio talvez fique para o ano que vem, no ensejo do cinquentenário do golpe (e da morte do grande Maria). Que país é esse? Mais de 30 anos depois de começar a refletir sobre meu país, tendo amadurecido, estudado e morado fora, respondo com segurança: não sei. Quanto à esperança, também não sei, mas sei que uma dor pungente não há de ser inutilmente e o sábado de um azul que nem sei esteve lindo; o documentário ótimo; o LP, sensacional: é a esperança, essa equilibrista que, mesmo em estilhaços, permanece irresistível.

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