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Black Bloc é o codinome pernóstico de uma ramificação da família dos fora-da-lei

Num parágrafo do artigo que publicou em seu blog neste domingo, ilustrado por vídeos que documentam a ação abjeta dos agressores e a reação exemplarmente sensata do coronel Reynaldo Simões Rossi, da PM de São Paulo, o jornalista Josias de Souza fez o resumo da ópera: “Já passou da hora de definir melhor as coisas. […]

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Num parágrafo do artigo que publicou em seu blog neste domingo, ilustrado por vídeos que documentam a ação abjeta dos agressores e a reação exemplarmente sensata do coronel Reynaldo Simões Rossi, da PM de São Paulo, o jornalista Josias de Souza fez o resumo da ópera: “Já passou da hora de definir melhor as coisas. Está nas ruas uma estudantada corpulenta, de cara coberta e violenta. Esse grupelho adquiriu o vício orgânico de tramar contra o sossego alheio. Vândalos? É muito pouco! Black Blocs? O escambau! Traduza-se para o português: bandidos, eis o que são”.

Perfeito: bandidos, é isso o que são os integrantes dessa ramificação da grande e prolífica família dos fora-da-lei. Em sua versão brasileira, Black Bloc é o nome pernóstico de uma quadrilha sem chefe. No País do Futebol, o time vestido de preto é o primo mais idiota da pior das torcidas uniformizadas. No País do Carnaval, é o filhote poltrão do Comando Vermelho, que cobre o rosto com máscaras para fazer em liberdade o que os colegas engaiolados fazem de cara lavada.

O ataque ao coronel Rossi parece ter acordado os responsáveis pela manutenção da ordem pública. “Não vamos tolerar as ações desses marginais”, subiu o tom neste sábado o governador Geraldo Alckmin. “O Estado vai dar uma resposta muito forte a esse bando de criminosos”, prometeu no mesmo dia o major Mauro Lopes, porta-voz da PM paulista. “É necessário restituir o que a cidade perdeu. A cidade é nossa”.

Não existe resposta mais forte do que a imediata aplicação da lei. Basta identificar, capturar, processar, julgar e prender os sequestradores de cidades. “O direito de se manifestar será sempre garantido pela polícia”, lembrou o coronel Rossi no hospital onde se recupera de uma fratura na clavícula. “Mas os manifestantes precisam ter responsabilidade. Devem separar-se dos criminosos e nos ajudar a identificá-los. O silêncio dos bons é muito pior do que o ruído dos ruins”.

Os pastores do vandalismo não querem negociação, pondera Rossi, um dos 70 policiais militares feridos nas manifestações deste ano. “Eles atacam a PM por representar o Estado, é o Big Brother deles”. Atacam sobretudo porque se sentem impunes. Nada que uma boa cadeia não resolva. É hora de mostrar aos rebeldes sem cabeça que chegou ao fim a paciência da cidade flagelada por devotos da violência gratuita.

A ofensiva começa pelo fim da fantasia: não existem Black Blocs. Existem bandidos, que de bandidos devem ser chamados. E como bandidos precisam ser tratados pelas instituições incumbidas da preservação do Estado de Direito.

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  1. Comentado por:

    Bruno Sampaio

    Faço minas as palavras de
    Reynaldo-BH

    28/10/2013 às 12:42
    A palavra chave é SELETIVIDADE. Não é MUITO curioso que os blac bosts só ataquem quem atrapalha de alguma forma os planos de perpetuação eterna no poder do PT?

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  2. Comentado por:

    Valentina de Botas

    Texto irretorquível, Augusto. Como tantos milhões de brasileiros, criada em um lar cristão, humilde e tradicional, aprendi a respeitar hierarquias, acatar competências, reconhecer autoridades. Em lições assim, aprende-se também certo recato, certa discrição, certa sobriedade civil e social, digamos. Mas nada disso vale sem dignidade e esta só vigora no espírito que rejeita imoralidades, injustiças e as grandes e pequenas mesquinharias que espreitam nosso cotidiano ─ palco e bastidores da vida. Coisa que irrompe no nosso coração já na meninice e que nos faz audazes. Por isso também é que ainda adolescente, sem máscaras como todos os outros lutavam a mesma luta há muito mais tempo, fui às ruas contra a ditadura militar. Ninguém quebrava nada ou escondia o rosto naqueles tempos, você sabe, brabíssimos. Quem bota uma máscara no rosto, numa democracia, está mostrando o que é: bandido, uma bem-nutrida ralé criminosa à qual a esquerdopatia espertalhona e os ingênuos inconsequentes atribuem um pedigree ideológico que, mesmo se verdadeiro fosse, não legitimaria a delinquência. Porque nada legitima a delinquência. O Brasil sempre foi violento. Parido e criado em meio à escravidão, ao estupro, à exploração ou opressão mais vil dos vulneráveis (pobres, velhos, crianças, oposicionistas), à soberba dos poderosos de sempre ou de ocasião. Não compreendo como cai tão bem nos brasileiros a máscara de pacíficos – somos passivos, coisa diferente. Passivos diante de tanta violência: aquela dos 50 mil assassinatos anuais é só o termômetro de um país onde a passividade é a doença. O analfabetismo é violento, a prostituição infantil também, a falta de esgoto, os 4 meses trabalhados para o governo, a corrupção, a papelada e a demora para abrir uma empresa – e fechar! –, a lentidão da internet, a queda de sinal do celular, os embargos infringentes, o preço da gasolina, o patrulhamento contra o exibicionista que gasta-não-me-interessa-quanto na balada, o empalhamento do jornalismo, a situação das estradas federais, o tráfico de alvarás de funcionamento, enfim, nossa cidadania escassa e nossa democracia rala. Ah, mas superamos ditaduras. Claro que sim, mas porque eram sordidamente explícitas. Quanto à notória ditadura militar, a porção pacífica e ativa da população reconheceu e enfrentou a carranca claramente medonha. Vejamos as fotos das passeatas, dos protestos e perceberemos a raiva amadurecida em indignação, a força dos que temiam apenas ser covardes. Nesses blacks bloc, um ódio que nasce não sei onde, agride não sei por que e avança não sei como impera no olhar de cada mascarado. A gozosa fraqueza moral da força bruta da covardia contra a democracia e suas virtudes. Um olhar duro mascarado em bem, em causa. O ataque ao digno coronel Reynaldo Simões Rossi só aconteceu porque o país tornou ainda mais íntimo o namoro com a bandidagem travestida de causa. Não resisto ao paralelo com os ataques a Mário Covas, na Pça.da República; a José Serra, no Rio; a blogueira cubana Yoani; a Merval Pereira, na inauguração do MAR, em março; a Magnoli e Pondé, na Bahia; às invasões da reitoria da USP. É a árvore dentro da semente. É a truculência crescente unindo essa escumalha, tornando-a parte do mesmo projeto obscuro. Avoluma-se no acúmulo de territórios que deveriam pertencer apenas a interlocutores, lugar que esses criminosos repelem porque repelem a própria interlocução. O affair demagógico com a violência que praticamente confiscou o cotidiano da cidade assume ares insólitos na ideia de jerico do Janot, o procurador-geral, de criar “um fórum aberto à participação popular para debater conflitos entre manifestantes e policiais”. Acontece, Janot, que o povo mandou avisar que não participará da “participação popular” porque precisa trabalhar, está na fila esperando o ônibus ou o trem que os “manifestantes” ainda não depredaram. Ora, esse fórum seria colonizado pelos profissionais dessa coisa, militantes do caos que justificaria sua delinquência. E, mais importante, delinquentes não se legitimam como debatedores. Com quem estaremos debatendo amanhã? Com Champinha? Elize Matsunaga? Bruno e Macarrão? Battisti (nunca sei onde são os dois tês)? Deus eterno! No Brasil, o crime não só compensa, como dá status, status de debatedor. Enquanto isso, o grande coronel Rossi, ordenando com sabedoria que a tropa não perdesse a cabeça, ensinava um fato corriqueiro em qualquer democracia decente ─ o de que é a polícia que garante que ela mesma, a democracia, vigore. Sua atitude reflete a tradição francesa em que se fundamenta a polícia militar institucionalmente: a corporação acima do indivíduo que a integra. Se, por um lado, o conceito determina penalizar o soldado que não lustra direito as botas; por outro, ele enseja atitudes como as de Rossi que, quase linchado pela escumalha de nome pernóstico, não pensou em si. Um dos brasileiros altivos e audazes que fizeram de 2013 um ano menos mascarado. Perdão, Augusto, por um comentário tão extenso. Um beijo

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  3. Comentado por:

    Valentina de Botas

    Querido colunista, o tamanho do comentário é um despropósito, mas este “linxado” com xis, francamente! Depois dessa, melhor eu ir para a cama, que meu mal é sono. Obrigada e um beijo
    Corrigimos, Valentina. Um abraço, Júlia Rodrigues.

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  4. Comentado por:

    Douglas Berteloni

    Estado de Direito esse aí é aquele que joga bomba de gás lacrimogênio em mulheres, crianças e idosos? Ou o que ataca fotógrafos e jornalistas? Já sei! É aquele que tem especialistas em bater em mulher! Acertei?

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  5. Comentado por:

    Pedro Paulo Tulaki

    O PT é um partido de mafiosos facistas composto de cafajestes irresponsáveis da pior espécie, uns canalhas arrogantes que não pensam duas vezes em difamar, caluniar e baixar o nível contra qualquer um que discorde deles, não duvido nada que os bandidos canalhas, denominados BLACK-BLOCKS estejam a serviço desse partido de mafiosos, para tumultuar, depreciar e acabar com os protestos justos e pacíficos nas ruas.
    Afinal acabar com esses protestos interessam bastante ao PT que está envolvido em toda roubalheira e corrupção e a ex-terrorista assaltante de banco, como não se justifica mandar a polícia bater em pessoas que fazem um protesto pacífico, contra um governo de corruptos, nada melhor que infiltrar bandidos mascarados para promover baderna e obrigar a polícia a baixar o pau em todo mundo, sem que ninguém possa acusar o PT por isso, afinal, os petralhas nunca assumem nada que dizem ou as desgraças que fazem.
    Esses PATIFES do PT são capazes de tudo.
    Precisamos jogar o lixo no lixo e os ratos de esgoto no esgoto.
    FORA PT!
    FORA DILMA! FORA LULA E SEUS ALIADOS LADRÕES.
    Tenho dito.

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  6. Comentado por:

    Pedro Paulo Tulaki

    Para mim não há dúvida que a intervenção suspeita dos desordeiros mascarados denominados blacks blocks, tem ligação com o PT.
    Eles se infiltraram nas passeatas em todo o País promovendo desordens, vandalismos, saques, ateiando fogo em ônibus, e depedrando prédios e o pátrimônio público, para confundir e botar a opinião pública contra os protestos justos de um povo cançado de ser roubado por calhordas que deveriam nos representar e não nos roubar.
    Eles queriam provocar e justificar uma pancadaria da polícia sobre os manifestantes pacíficos e acabar com os protestos eles atirararam coquetéis molotov e pedras nos políciais e bolas de gude na cavalaria, poupando a presid’Anta de se expor com a ordem de mandar a polícia reprimir o povo como ela adoraria fazer se não fosse candidata a reeleição nem estivesse em ano pré-eleitoral.
    Porque é que onde mais ocorreram depredações por parte dos tais blaks blocks foram nas Cidades ou Estados onde o governador ou o prefeito era da oposição ao PT?
    E porque esses ativistas aloprados só apareceram e badernaram nos protestos pacíficos que incomodavam o PT e a presid’Anta?
    Em momento algum ninguém viu o grupo dos Black –blocks praticando vandalismos e desordens sozinhos.
    Ninguém viu os blacks blocks promovendo quebra-quebra nos protestos de apoio ao governo ensaiados pela CUT, sindicatos pelegos e a militância do PT.

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  7. Comentado por:

    Pedro Paulo Tulaki

    Para mim não há dúvida que a intervenção suspeita dos blacks blocks, tem ligação com o PT.
    Esses bandidos com treinamento em confronto de rua, se infiltraram nas passeatas em todo o País com o objetivo de promover desordens, vandalismos, saques, ateando fogo em ônibus, e depredando prédios e o pátrimônio público, principalmente nas cidades onde o governador ou o prefeito era de oposição ao PT.
    O objetivo desses marginais era fazer o que o PT e a presid’Anta queriam fazer e não podia, que seria descer o cacete em todo mundo, calar as vozes das ruas e botar a opinião pública contra os manifestantes.
    Para jogar a opinião pública contra os protestos eles promoveram vandalismos queimando ônibus, carros de reportagens e promoveram saques.
    E para que a polícia baixasse o pau no povo, eles atacaram os policiais com pedras paus coquetéis molotov e rojões, desse modo eles provocariam uma pancadaria da polícia sobre as pessoas e desmobilizariam os movimentos que estava incomodando a presid’Anta e sua escória partidária, acabando com os protestos sem envolver o Partido dos Traidores.
    Uma jogada de mestre típica dos mafiosos do PT. Tanto é verdade que aquele louco do Suplicy defendeu esses criminosos no plenário.

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  8. Comentado por:

    Pedro Paulo Tulaki

    Os Black Blocks do Brasil, são grupos ligados a militância jovem do PT, o objetivo deles é fingir que são manifestantes, para se infiltrar nas manifestações e promover o vandalismo generalizado queimando ônibus e saqueando lojas, para botar a opinião pública contra os protestos pacíficos que repudiam as corrupções e os desmandos do governo petista e seus aliados.
    Ao mesmo tempo em que provocam os policiais com pedras e coquetéis molotov para desencadear uma pancadaria da polícia sobre os manifestantes sérios afim de desmobilizar e acabar com os protestos sem que a terrorista mafiosa se desgaste mandando a polícia baixar o pau na indignação popular contra ela e seu governo de ladrões.
    O PT é uma máfia, muito perigosa.
    Quando eles não conseguem destruir o inimigo com seus dossiês difamatórios eles se infiltram e destroem por dentro.

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  9. Comentado por:

    EU JÁ SABIA

    Eu não sei exatamente quem organiza o black bloc, mas eu conheço 5 integrantes aqui de Porto Alegre, destes 1 é militante do PT, 2 do PSOL e 3 militam pelo tanto pelo MST quanto PT.. PSTU eu não sei informar.. Mas não há dúvida que corresponde a um movimento de esquerda e as bombas utilizadas são patrocinadas por esses partidos. Eu sei que essa rapaziada tem até umas aulas que eles chamam de táticas de guerrilha anticapitalista (ou algo parecido), onde eles aprendem a fazer bombas, molotovs, armas. Eles recebem uma grana por manifestação e tem suporte caso se machuquem ou se encrenquem. Eu não sei muito mais que isso porque eles desconversam e não gostam de falar à respeito. Mas me parece que entre a própria esquerda e entre o próprio partido do PT há grupos rivais. Só acho muita hipocrisia a Dilma dizer que vai perseguir o assassino do jornalista, sendo que foi o próprio PT junto com o PSOL que pagou o rojão e pagou o serviço do jovem (algo em torno de R$50,00 por rojão arremessado), sendo que o teto é R$150,00/manifestação. Em vez de ensinar os jovens algum outro idioma ou habilitar para uma profissão é nisso que esses partidos investem “guerrilha anticapitalismo”…

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  10. Comentado por:

    Lain

    Certamente fora da lei, e com bastante orgulho.
    A Veja está certíssima, apenas não espero que seja como as páginas petistas e faça valer do seu discurso liberalista liberando meu comentário.
    A lei hoje é apenas um acordo de interesses entre poderosos, onde a real vontade do povo não é reconhecida.
    Enquanto leis forem criadas para beneficio de poucos grupos econômicos e políticos com interesses duvidosos.
    É justo ser fora-da-lei, isso não é uma vergonha, mas sim motivo para se orgulhar.
    Que a lei seja feita por todos para todos, sem qualquer influencia ou MANIPULAÇÃO de poucos.
    Como diria, os criminosos, sentam em tronos e governam o povo com suas leis. Na câmara, nas empresas, nos bancos e até na presidência.
    Se você tem tanto orgulho da opção que fez, por que não mostra o rosto e se identifica como Marcos Dias, em vez de usar esse Lain pra lá de ridículo?

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