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A intervenção no Rio deve mirar-se no exemplo do Haiti

A ação do Exército nos morros conflagrados não pode ser inibida por gigolôs dos direitos humanos

Por Augusto Nunes 1 mar 2018, 19h06

Admita-se que a intervenção federal no Rio de Janeiro foi decidida às pressas, para tornar menos anêmica a taxa de popularidade do presidente Michel Temer. Admita-se, também, que uma ação desse porte deveria ser planejada mais cuidadosamente. Admita-se, ainda, que as limitações impostas à atuação do Exército ameaçam reduzir a defensiva contra o crime a uma intervenção meia-boca. Feitas essas ressalvas, é preciso admitir que os pedidos de socorro dos cariocas não podiam deixar de ser ouvidos.

É preciso, sobretudo, reconhecer que uma ofensiva do gênero só terá êxito se conduzida pelo Exército. A conversa fiada dos partidos ditos de esquerda é coisa de babá de bandido. Eles ignoram, por exemplo, que o Rio de Janeiro de 2017 lembra as cidades da Colômbia atormentadas pela violência do narcotráfico no último quarto do século passado. Os cartéis de Cáli e Medellin ainda existiriam se as Forças Armadas não fossem encarregadas de restabelecer a ordem pública e assegurar a integridade do território nacional.

Outro exemplo: durante 13 anos, tropas brasileiras lideraram a bem-sucedida missão de paz da ONU no Haiti. Lá, os mais ferozes combates ocorreram nos morros de Porto Príncipe. Esses dois precedentes históricos avalizam o engajamento do Exército na missão de reincorporar os morros cariocas ao território brasileiro. Mas o plano de intervenção deve  ser imediatamente aperfeiçoado com a adoção das regras de engajamento fixadas pela ONU no Haiti.

A guerra do Rio só será vencida por tropas que tenham poder de polícia e sejam poupadas das restrições absurdas exigidas por gigolôs dos direitos humanos. O Haiti agora é aqui, e sua face horrível é desenhada pelos bandidos que amputaram do mapa do Brasil centenas de favelas do Rio de Janeiro. É preciso eliminá-la cirurgicamente.

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