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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A compra da reforma pode ficar do tamanho do rombo

Talvez valha a pena esperar que os deputados e senadores cheguem ao século 21

Por Augusto Nunes Atualizado em 12 jan 2018, 14h04 - Publicado em 11 jan 2018, 20h36

O governo Michel Temer avisou que vai reabrir daqui a poucos dias negociações com a Câmara dos Deputados para aprovar a reforma da Previdência ─ se é que se pode chamar de reforma um diminuto conjunto de mudanças no sistema atual. Tradução: será reaberto o balcão de venda de votos em funcionamento nas catacumbas do Congresso.

Os pais da pátria não se recusam a aprovar medidas indispensáveis à sobrevivência financeira da nação. Mas acham justo receber, em troca do voto, verbas e empregos pendurados no imenso cabideiro federal. Pelo andar da carruagem, e pela gula de suas excelências, a reforma da Previdência pode ficar tão cara que será melhor deixar tudo como está.

Como disse Tom Jobim, o Brasil é muito longe. Talvez valha a pena esperar que os deputados e senadores cheguem ao século 21.

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