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‘A inflação como promessa eleitoral’, um texto de Rolf Kuntz

Publicado no Estadão deste sábado ROLF KUNTZ nflação disparada virou bandeira política e promessa eleitoral. Em campanha pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff e seus trapalhões esconjuram toda proposta de conter a alta de preços e conduzi-la a um nível mais civilizado e mais compatível com os padrões internacionais. Baixar a meta de inflação produzirá […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 03h50 - Publicado em 18 Maio 2014, 22h30

Publicado no Estadão deste sábado

ROLF KUNTZ

nflação disparada virou bandeira política e promessa eleitoral. Em campanha pela reeleição, a presidente Dilma Rousseff e seus trapalhões esconjuram toda proposta de conter a alta de preços e conduzi-la a um nível mais civilizado e mais compatível com os padrões internacionais. Baixar a meta de inflação produzirá desemprego, arrocho salarial e recessão, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, segundo a Folha de S.Paulo. Alguns dias antes, sua chefe, a presidente da República, havia criticado a proposta de baixar o alvo para 3%, como se essa fosse uma receita certeira para levar o desemprego a uns 8% ou até mais. A propósito, a desocupação no Brasil está mesmo na faixa de 5%, como indica a pesquisa tradicional do IBGE, limitada a seis regiões metropolitanas, ou na de 7%, como apontou Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua, realizada em 3.500 municípios?

Prometer inflação elevada para conquistar ou manter eleitores pode parecer muito estranho a quem desconhece o Brasil. Mas espanta muito menos quando aumenta a familiaridade com o País. Afinal, se o ministro do Esporte promete aos visitantes um ambiente pelo menos tão seguro quanto a guerra do Iraque, os padrões de normalidade geralmente aceitos deixam de valer. Essa convicção se reforça quando o chefe da Casa Civil confirma e defende o represamento de preços, para conter a inflação, e é desmentido um dia depois pelo ministro da Fazenda.

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