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A Origem dos Bytes Por Filipe Vilicic Crônicas do mundo tecnológico e ultraconectado de hoje. Por Filipe Vilicic, autor de 'O Clube dos Youtubers' e de 'O Clique de 1 Bilhão de Dólares'.

O WhatsApp “pediu” para que eu mudasse um post que publiquei no meu perfil no Facebook

Para começar: não acho errado o tal “pedido” destacado no título deste post. Pronto, agora vamos discuti-lo. Recentemente, a equipe de Tecnologia de VEJA, da qual sou editor, publicou uma ousada reportagem sobre como aplicativos de mensagens, a exemplo do WhatsApp, além de redes sociais, como o Facebook e o YouTube, têm sido usados para práticas criminosas. […]

Por Filipe Vilicic - Atualizado em 9 fev 2017, 07h19 - Publicado em 10 jun 2016, 09h30

Para começar: não acho errado o tal “pedido” destacado no título deste post. Pronto, agora vamos discuti-lo.

Recentemente, a equipe de Tecnologia de VEJA, da qual sou editor, publicou uma ousada reportagem sobre como aplicativos de mensagens, a exemplo do WhatsApp, além de redes sociais, como o Facebook e o YouTube, têm sido usados para práticas criminosas. Mais que isso, levantamos a discussão de como combater isso. Vale frisar (já que por aí tão dizendo que defendo o contrário): NÃO SOU A FAVOR DO BLOQUEIO DO APP NO BRASIL. Contudo, acho que devem existir punições pesadas, que afetem diretamente o bolso da empresa, para quando a companhia não aceita colaborar com a Justiça em casos de pedofilia, tráfico de drogas e afins. Para entender o assunto, clique: aqui, aqui, aqui, aqui.

Bem, dito isso, a reação do WhatsApp à reportagem de VEJA foi energética. Se não clicou nos “aquis” acima, confira neste link. Vale ressaltar: podem mandar a versão deles, é claro; contudo, é notável que não houve erro, algum, na apuração da reportagem ou nos posts publicados neste blog.

Entretanto, a assessoria do WhatsApp me ligou na sexta-feira passada com uma reclamação. Eu teria dito que não só o WhatsApp, mas o Facebook (destaco: dono do aplicativo; logo, a meu ver, a mesma empresa), teria respondido à matéria de VEJA. Estranhei. Revirei os posts neste blog, não achei tal constatação.

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Aí, alertaram: “não, falo do que foi publicado no Facebook”. Verifiquei o perfil de VEJA na rede social e também não havia nada disso lá.

No fim, ressaltaram: “estou falando do seu Facebook”. Como assim? Confesso, fiquei confuso por alguns minutos. Sim, tratavam desse perfil que mantenho na rede (clique no link).

Pois é. Bem, não havia nada de errado no post no meu Facebook, adianto. Por estar no linguajar “facebookês”, resolvi, apenas, por simplificar dizendo Facebook/WhatsApp ao apresentar a reação à reportagem. Acharam indevido. Optei, então, por tornar ainda mais preciso o meu post em meu perfil na rede, alterando o tal trecho para “WhatsApp, de propriedade do Facebook”. Detalhe, sim. Mas o que isso tudo tem a ver com você, caro leitor? A real é que o motivo de isso ter a ver com você é o que me levou a relatar este ocorrido.

A queixa de uma empresa/fonte a respeito do que publiquei no meu Facebook (não na revista, no site, em meu blog) prova como a vida pessoal e a profissional se misturaram em definitivo na era digital. Cuidado com o que escreve em teu perfil no Facebook, no Instagram, no Linkedin (claro!)… ou mesmo no WhatsApp. Alguém pode estar de olho. E reclamar. Aliás, com razão. Realmente, nossa rotina online, o que fazemos no mundo virtual, é público. E ponto. Esqueça essa coisa de vida privada online. É besteira. E ponto. Então, volto a colocar negrito nisso: pense em cada palavra que for escrever em teus perfis nas redes sociais. Vai a dica.

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