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A Origem dos Bytes Por Filipe Vilicic Crônicas do mundo tecnológico e ultraconectado de hoje. Por Filipe Vilicic, autor de 'O Clube dos Youtubers' e de 'O Clique de 1 Bilhão de Dólares'.

Homens brasileiros gostam mais de apps de paquera, mulheres de WhatsApp

Estudo da Deloitte aponta informações curiosas sobre hábitos nacionais na internet

Por Filipe Vilicic Atualizado em 20 out 2018, 12h50 - Publicado em 20 out 2018, 12h47

Um nova pesquisa da consultoria inglesa Deloitte revelou comportamentos de pessoas de 22 países na internet. Destaco os dados mais interessantes referentes ao Brasil, acompanhados de comentários.

92% dos brasileiros usam smartphones, enquanto 70% têm notebooks.
Comentário Esses são os dois tipos de aparelhos mais utilizados por nós. Continua a tendência de substituição dos PCs regulares, os computadores de mesa, agora parte da rotina de 64% da população. No entanto, com uma novidade. A presença de smartphones e notebooks aumentou, como esperado (5% e 3%). Mas, depois de quedas anteriores, os desktops voltaram a crescer um pouco (6%).

Em torno de metade das pessoas pagariam mais para migrar do 4G para o 5G. Isso se existisse 5G no Brasil.
Comentário O dado indica que tecnologias, como o 5G, muitas vezes não avançam no país não por falta de demanda, mas por incapacidade de empresas e do governo de fazer com que as inovações sejam desenvolvidas por aqui.

45% dos jovens de 18 a 24 anos leram em e-readers nas últimas 24 horas.
Comentário Quanto mais velha a pessoa, menos ela recorre ao e-reader. Uma constatação: em um país com pouquíssima leitura, ressalta-se que a juventude pelo jeito lê consideravelmente (e no meio digital).

Entre mulheres, 83% usam o WhatsApp todos os dias, enquanto 58% acessam o Facebook na mesma intensidade (sendo que uma boa parte entra em ambos em torno de dez vezes por hora). Entre os homens, os índices são, respectivamente, 76% e 46%.
Comentário Como esses índices variam demais ao redor do planeta, desconfio que os hábitos distintos nas redes sociais se devem mais a diferenças culturais do que por razões de gênero (o que alguns poderiam alegar).

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Já 10% dos brasileiros utilizam apps de namoro com frequência (boa parte acessa até 8 vezes por hora), enquanto 5% das brasileiras fazem o mesmo.
Comentário A diferença de comportamento dos gêneros se replica em todo o mundo nesse quesito. Segundo dados de outras pesquisas, nos EUA, por exemplo, enquanto 64% das mulheres nunca haviam acessado um aplicativo de encontros até 2017, 45% (logo, menos de metade) dos homens jamais tiveram o hábito.

67% dos com entre 18 e 24 anos assistem a lives (vídeos ao vivo) pelo smartphone todos os dias.
Comentário Entre os mais velhos, a porcentagem é bem menor. Mais uma indicação da substituição da TV por YouTube, Snapchat, Instagram e afins, principalmente entre a juventude?

60% das brasileiros com idade para trabalhar utilizam o smartphone para fins profissionais fora do horário regular da lida. Ao mesmo tempo, 76% indica utilizar o aparelho com objetos pessoais durante o expediente.
Comentário Cada vez menos podemos dedicar atenção a uma única tarefa. Fica evidente como a maioria das pessoas realiza diversas atividades ao mesmo tempo a qualquer hora do dia. Enquanto está com a família, também se trabalha. Enquanto se está numa reunião com o chefe, também se responde a uma mensagem de WhatsApp de um filho.

O mais interessante do estudo é, além de seus dados pontuais, compreender o contexto. Ele retrata a forma como a vida cotidiana foi radicalmente transformada pela chegada da internet, de smartphones, de tablets etc.

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