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Super El Niño de 2026 pode ser o mais forte dos últimos 150 anos

Estima-se que a temperatura do mar aumente de 3º a 4ºC

Por Gabriel Bussolotti Silveira 10 jul 2026, 13h48 | Atualizado em 10 jul 2026, 14h52
Super El Niño de 2026 pode ser o mais forte dos últimos 150 anos Priorizar nos meus resultados Google

O Super El Niño previsto para este ano pode ser o mais forte dos últimos 150 anos, segundo análise da empresa de meteorologia Metsul. Em concordância a estimativa da organização brasileira de previsão do tempo, o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), afirmou nesta quinta-feira, 9, que o fenômeno previsto tem 81% de chance de ser “muito forte”, a categoria máxima.

Segundo o NOAA, o El Niño ocorre quando a água da superfície do Pacífico equatorial fica mais quente que a média e os ventos do leste sopram com menos intensidade que o normal. Esse fenômeno é periódico e acontece em um intervalo de 3 a 5 anos. Em 2026, porém, o evento climático previsto será mais intenso, por isso ele foi classificado como Super  El Niño. Isso acontece quando a temperatura na superfície do Oceano Pacífico ultrapassa +2°C em relação à média histórica.

Até então, a intensidade do El Niño que acontecerá nos próximos meses ainda não estava clara, mas as previsões começaram a se tornar mais evidentes. Estima-se que o fenômeno se acentue até setembro e que ele possa ser comparado ao El Niño de 2015/2016

De acordo com a Metsul, o nível de aquecimento do mar no mês de julho pode aumentar de 3ºC a 4ºC, o que significaria números nunca observados nos últimos 150 anos. No El Niño 2015/2016, os termômetros marcaram um aumento de 3ºC no mar.

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As consequências

As consequências do El Niño não possuem uma relação direta com o aumento da temperatura do mar. Por exemplo, durante o fenômeno ocorrido em 1997-1998, a temperatura do Pacífico se elevou em 2,3°C e os impactos naturais foram devastadores. De maneira semelhante, em 2023-2024, o valor foi inferior aos maiores já registrados – 2,1°C –, porém umas das consequências foram chuvas e enchentes na região sul do Brasil.

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Os impactos, no entanto, vão além das tempestades. O El Niño pode causar ondas de calor, secas e, consequentemente, maior risco de incêndios florestais em determinadas regiões de nosso país.

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