SP registra ventania acima de 110km/h e entra em alerta: saiba o que diz a Defesa Civil
Rajada chegou a 117 km/h na Grande São Paulo, enquanto Itanhaém registrou 103 km/h
O estado de São Paulo entrou em alerta para ventania nesta quarta-feira, 29, após rajadas superarem os 110 km/h durante o avanço de uma frente fria. A maior velocidade divulgada pela Defesa Civil estadual foi registrada em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo, onde o vento chegou a 117 km/h por volta das 13h.
No litoral paulista, Itanhaém registrou uma rajada de 103 km/h às 12h30. Diante do risco de intensificação dos ventos, a Defesa Civil enviou um alerta por SMS para moradores da faixa costeira entre Itanhaém, na Baixada Santista, e Ubatuba, no Litoral Norte, com orientações para que a população procure abrigo e evite áreas abertas.
A passagem da frente fria ainda pode provocar chuva, raios, ressaca e agitação marítima ao longo desta quarta-feira. Segundo a Defesa Civil, o cenário poderia se agravar durante a tarde, com a possibilidade de ventos ainda mais fortes e novos transtornos em diferentes regiões paulistas.
Onde as rajadas mais fortes foram registradas?
Grande São Paulo
Em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo, os ventos chegaram a 117 km/h às 13h, de acordo com a Defesa Civil. O valor ficou acima da previsão inicial divulgada pelo órgão, que indicava rajadas próximas de 90 km/h na Grande São Paulo.
Rajadas dessa intensidade podem derrubar árvores e postes, arrancar telhados, deslocar placas e interromper o fornecimento de energia elétrica. Estruturas provisórias e objetos deixados em varandas e quintais também podem ser lançados pelo vento.
Litoral paulista
Itanhaém registrou ventos de 103 km/h às 12h30, a maior velocidade medida no litoral paulista até o início da tarde. Em Caraguatatuba, no Litoral Norte, uma rajada atingiu 60,8 km/h, enquanto a Baixada Santista teve registro de 55,8 km/h.
Embora as medições do litoral ainda estivessem abaixo dos 110 km/h naquele momento, a Defesa Civil emitiu um alerta emergencial por SMS para os municípios situados entre Itanhaém e Ubatuba. A mensagem orientou os moradores a procurar abrigo, evitar áreas descobertas e não permanecer perto de árvores ou postes.
Vale do Paraíba e Vale do Ribeira
No interior, as rajadas também ultrapassaram os 70 km/h. Queluz, no Vale do Paraíba, registrou ventos de 75,2 km/h, enquanto Registro, no Vale do Ribeira, teve uma medição de 70,2 km/h.
Os ventos que atingiram São Paulo avançaram a partir do Paraná. Em Morretes, no litoral paranaense, foram registradas rajadas de 127 km/h durante a manhã desta quarta-feira.
Por que os ventos ficaram tão fortes?
A ventania está associada ao avanço de uma frente fria sobre o estado de São Paulo. O sistema provoca mudanças rápidas na direção e na velocidade dos ventos e pode formar tempestades acompanhadas de chuva forte e descargas elétricas.
Antes da intensificação do fenômeno, a Defesa Civil havia previsto rajadas próximas de 90 km/h na Grande São Paulo e na Baixada Santista e superiores a 70 km/h nas demais regiões. As medições feitas nesta quarta-feira, contudo, mostraram velocidades maiores em pontos isolados, como Itapevi e Itanhaém.
Quais são os riscos da ventania?
Ventos superiores a 100 km/h podem provocar danos importantes, sobretudo em áreas urbanas e locais com estruturas vulneráveis. Entre os principais riscos estão:
- Queda de árvores, galhos e postes;
- Destelhamentos e danos em construções frágeis;
- Interrupções no fornecimento de energia;
- Queda de placas e outdoors;
- Objetos lançados sobre ruas e imóveis;
- Redução da visibilidade nas rodovias;
- Ressaca e forte agitação marítima no litoral.
No litoral, a combinação de ventania e mar agitado também pode causar ondas elevadas e afetar praias, costões, marinas e operações portuárias.
Defesa Civil monta gabinete de crise
Um gabinete de crise foi instalado para acompanhar o deslocamento da frente fria e os impactos da ventania. A estrutura conta com representantes do governo estadual, órgãos de segurança e concessionárias responsáveis por serviços essenciais, como energia elétrica e abastecimento de água.
A mobilização busca acelerar o atendimento a ocorrências e facilitar o restabelecimento dos serviços em caso de quedas de árvores, interrupções de energia ou bloqueios em vias.
Como se proteger dos ventos fortes?
Durante as rajadas, a recomendação é permanecer em local fechado e afastado de janelas. A população deve evitar áreas arborizadas, coberturas frágeis, postes, outdoors, torres e estruturas metálicas.
Veículos não devem ser estacionados debaixo de árvores. Objetos soltos em sacadas, quintais e varandas precisam ser recolhidos ou presos com segurança.
No litoral, moradores e turistas devem evitar praias, costões e áreas próximas ao mar enquanto houver risco de ressaca e agitação marítima.
Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo número 199. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193.







