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Siderúrgicas investem em “aço verde” para cumprir metas sustentáveis

As emissões de poluentes do setor devem ser reduzidas à metade até 2050

Por Nathan Fernandes 14 jul 2021, 11h18

O aço é um dos materiais mais importantes para as sociedades modernas. Seja na construção civil ou na mecânica, trata-se de um metal estratégico para o avanço da economia mundial. Tamanha utilidade, no entanto, esconde uma das indústrias mais poluentes do planeta. Isso porque a maneira mais comum de fundir o ferro atualmente é responsável por jogar na atmosfera uma imensa quantidade de dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa. 

Não à toa, ao lado das indústrias do petróleo e do carvão, o setor do aço vem sendo cobrado pelo papel que exerce na crise climática. Uma saída sustentável encontrada pela siderurgia nos últimos tempos é o “aço verde”. 

Gigantes do setor, como o conglomerado multinacional ArcelorMittal, a alemã Thyssen e a chinesa Baowu Group já demonstraram preocupação em diminuir suas emissões de carbono. De acordo com a Agência Internacional de Energia, sediada em Paris, as emissões de poluentes das siderúrgicas devem ser reduzidas a pelo menos metade até 2050 para que as demandas globais de redução sejam atendidas. 

Para isso, as empresas estão pondo em prática ideias que até então estavam restritas aos laboratórios. Em um projeto piloto da siderúrgica sueca SSAB, por exemplo, a ideia é usar um sistema já existente, o FRD (ou “ferro reduzido diretamente”). Ao substituir o gás natural injetado nas fornalhas que produzem o FRD pelo gás hidrogênio, a companhia pretende reduzir as emissões de dióxido de carbono a zero. 

No Brasil, apesar da pandemia, segundo o Instituto Aço Brasil, a produção de aço em janeiro alcançou o maior patamar desde janeiro de 2019. Para o resto do ano, a projeção é de que haja um aumento de 6,7%, bem como aumento de vendas internas e exportações, ressaltando a importância da vacinação em massa e da retomada da economia com ajuste fiscal. 

Em fevereiro, a Vale anunciou o ingresso no pool investidor da startup norte-americana Boston Metal, aportando US$ 6 milhões, na condição de minoritária. A empresa criada por especialistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), com investimento de Bill Gates, desenvolveu uma tecnologia para produção de aço virgem usando eletricidade, o que corta a emissão de poluentes. 

Para Tadeu Carneiro, presidente e CEO da Boston Metal, trata-se de “uma nova era da metalurgia”. “A produção de aço tem contado com a mesma fórmula básica por milênios, e revolucionar essa indústria requer uma rara combinação de equipe, tecnologia e parceiros”, explicou ele, reforçando que não faltam esforços para que a produção de aço do futuro seja “eficiente, modular e limpa”.

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