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Rock in Rio já tem 70 toneladas de resíduos recolhidos para reciclagem

União de tecnologia com o serviço dos catadores permite rastreamento e controle dos materiais, desde o descarte do público até o retorno à indústria

Por Da Redação Atualizado em 8 set 2022, 19h02 - Publicado em 8 set 2022, 17h05

O Rock in Rio Brasil 2022 montou uma força-tarefa envolvendo marcas e prestadores de serviços para garantir a edição mais sustentável de todos os tempos do Festival. Para isso, os organizadores contrataram cooperativas de catadores para a operação, que serão beneficiadas não só com a venda do material, mas também remuneradas pelo serviço ambiental prestado.

Aliado a isso, tem-se a utilização da tecnologia blockchain fornecida pela parceria formada entre a Startup Reutiliza Já e a Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT), garantindo rastreabilidade dos resíduos. Na Cidade do Rock, os resíduos gerados são os provenientes do público; e os materiais gerados pelas marcas presentes no evento, que são separados e organizados por cada uma delas para coleta e destinação final.

Somente no primeiro fim de semana do Festival, de 2 a 4 de setembro, segundo a Reutiliza Já, foram recolhidas mais de 70 toneladas de resíduos recicláveis aproveitáveis. Dentre eles, 40.607 quilos de plástico e 20.215 de papelão. Além disso, foram recuperados 7.668 quilos de alumínio e 1.963 quilos de vidro.

O saldo do primeiro fim de semana equivale a 366, 625 árvores poupadas e uma economia de 535,34 m³ de água, o que é equivalente a 3.965 banhos de 15 minutos; além de 367,9 MWh de energia, análoga ao consumo de 153,29 casas por ano.

“A disponibilidade de informação e de latas de lixo recicláveis pelo Rock in Rio ajuda a despertar para a consciência coletiva”, diz Humberto Bahia, fundador e CEO da startup Reutiliza Já. “A partir dali, entramos com a tecnologia com a parceria do trabalho dos catadores e da ANCAT, que é fundamental na escalabilidade e implantação desse processo”.

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Na Cidade do Rock, os resíduos pós-consumo gerados pelo público são coletados pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) e encaminhados para serem separados e contabilizados pelas Cooperativas Recicla Mais, Cooper Ecológica e Coopama.

De acordo com Roberto, Rocha, presidente da ANCAT, o trabalho dos catadores, aliado à tecnologia blockchain, permite que cada material descartado no evento seja acompanhado e encaminhado para o destino certo.

“A prestação do serviço é realizada dentro dos mais rigorosos controles de qualidade e de acordo com as especificações técnicas estabelecidas pelos órgãos competentes na logística reversa de resíduos recicláveis, satisfazendo todas as exigências legais previstas, além de promover protagonismo dos catadores dentro da economia circular e das exigências do ESG, contribuindo para a geração de renda e valorização profissional”, disse.

A triagem do material será por marca/produto parceiros do evento para que sejam rastreadas até a sua reciclagem na indústria, registrando de ponta a ponta a economia circular da ação. No total, são 80 trabalhadores cooperados envolvidos na iniciativa que integra 350 beneficiários diretos.

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