Quando vai parar de chover e fazer frio no Sudeste e no Sul
Frente fria mantém chuva e baixas temperaturas, mas o tempo deve mudar gradualmente nos próximos dias
A sequência de dias frios e chuvosos no Sul e no Sudeste começa a dar sinais de mudança nesta segunda-feira, 14, mas a melhora não ocorrerá ao mesmo tempo em todos os estados. Depois da formação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical na costa do Sul, o sistema avançou pelo Paraná e por São Paulo e deixou elevados volumes de chuva no Centro-Sul do país. Agora, à medida que a frente fria se afasta, as instabilidades começam gradualmente a perder força.
No Sudeste, São Paulo ainda concentra a situação mais persistente. Segundo o Climatempo, a chuva frequente deve continuar nesta segunda, ainda com possibilidade de intensidade moderada a forte em alguns períodos. A tendência é de redução das precipitações a partir de terça-feira, 15, embora a grande quantidade de nuvens ainda deva marcar a quarta-feira. Uma melhora mais perceptível, com algumas aberturas de sol, está prevista para quinta-feira, 17.
O frio, porém, não desaparece junto com a chuva. A massa de ar de origem polar permanece influenciando a costa das regiões Sul e Sudeste e dificulta uma recuperação mais rápida das temperaturas. Na capital paulista, por exemplo, a Climatempo prevê máximas que não devem superar os 20°C até quinta-feira. A tendência para setembro, de maneira mais ampla, também indica temperaturas próximas ou abaixo da média em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais, além dos três estados do Sul.
Quando a chuva para no Sudeste?
A mudança será gradual. Em São Paulo, o excesso de umidade ainda mantém o tempo fechado nesta segunda-feira. A partir de terça, a chuva diminui, mas o céu continua bastante carregado. Na quarta-feira, a nebulosidade permanece elevada e somente na quinta são esperadas aberturas mais consistentes de sol.
No Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e demais áreas do leste do Sudeste, a influência da frente fria e da circulação de umidade também mantém maior nebulosidade e temperaturas mais amenas. A tendência, conforme o sistema frontal se afasta pelo Atlântico, é de redução das instabilidades, embora áreas próximas ao litoral possam continuar sentindo os efeitos da entrada de ar úmido marítimo.
Quando o tempo melhora no Sul?
No Sul, a etapa mais severa da instabilidade ficou concentrada principalmente entre a semana passada e o fim de semana, quando a formação do ciclone extratropical e da frente fria provocou temporais, chuva volumosa, ventos fortes e risco de granizo. O sistema avançou posteriormente em direção a São Paulo, permitindo uma melhora gradual das condições no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná.
Isso não significa, porém, o fim dos episódios de chuva na região. A previsão do Climatempo para setembro aponta precipitação acima da média em quase toda a Região Sul, especialmente no Paraná. A influência do El Niño, o oceano mais aquecido próximo à costa e a maior frequência de sistemas de baixa pressão favorecem novos episódios de instabilidade ao longo do mês.
Por que está chovendo tanto?
A combinação de diferentes sistemas explica a longa sequência de tempo instável. Segundo o Climatempo, uma área de baixa pressão ganhou força sobre o Sul do Brasil e o Paraguai a partir de 9 de setembro, culminando na formação de uma frente fria no dia 11. Ao mesmo tempo, um corredor de ar quente e úmido vindo da Amazônia ficou direcionado para Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, fornecendo combustível para a formação de novas áreas de chuva.
O frio vai continuar?
Sim, pelo menos por alguns dias em parte das duas regiões. Mesmo com a redução da chuva, o ar frio de origem polar permanece sobre o centro-sul do país e mantém as temperaturas abaixo do que normalmente se espera para setembro em diferentes áreas.
Em São Paulo, a recuperação mais clara das temperaturas deve ocorrer depois de quinta-feira. No Sul, a tendência também é de elevação gradual das máximas conforme a massa de ar frio perde força, embora as manhãs continuem frias, principalmente nas áreas serranas.







