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Os efeitos desastrosos do Super El Niño para uma população de animais do Peru

Com o superaquecimento das águas, uma das principais presas dos pelicanos peruanos some de vista e atrapalha sua sobrevivência

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 set 2026, 16h30
Os efeitos desastrosos do Super El Niño para uma população de animais do Peru Priorize VEJA no Google

A população de pelicanos que vive pela costa do Peru tem passado por situações complicadas desde a chegada dos efeitos do Super El Niño. Com o aquecimento das águas, a disponibilidade de anchovas, um dos principais alimentos das aves, é drasticamente reduzida e atrapalha a sobrevivência dos animais. Por causa disso, ativistas do direito dos animais começaram a alimentar as aves no último domingo, 27, em Lima.

O aumento da temperatura dos oceanos associado ao El Niño perturba os ecossistemas marinhos da costa do Pacífico do Peru, o que leva as anchovas para águas mais profundas e frias. Como consequência, os pelicanos não conseguem mais acessá-las com facilidade para se alimentarem. 

À Reuters, a pesquisadora Liliana Ayala, da Universidad Científica del Sur, afirmou que a população de pelicanos diminuiu em cerca de 40% no Peru, o equivalente a entre 40.000 e 45.000 aves. A situação, além da força do El Niño, também foi agravado por surtos de gripe aviária. “O último El Niño foi em 2024, agora é 2026, e no meio disso temos a gripe aviária, e também existem outras ameaças, o que torna a situação deste ano e do próximo crítica”, disse Ayala.

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Em Lima, a ativista Rosario Julian Mauricio passou o último fim de semana focada na tarefa de distribuir peixes aos pelicanos. “Eles estão morrendo. Continuamos encontrando pelicanos mortos dia após dia, exatamente por inanição, porque não conseguem comer”, afirma. O pelicano-peruano é um animal classificado como “Quase Ameaçado” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza. No Peru, ele está listado como “Em Perigo”. 

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