Dia do Cliente VEJA: 4 revistas impressas a partir de R$ 32,90/mês. Assine agora!

O que esperar do Super El Niño: fenômeno extremo pode virar clima do Brasil de cabeça para baixo

Fenômeno que ganha força no Pacífico pode superar recorde e aumentar calor extremo, seca, incêndios e chuvas intensas até 2027

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 13h47 | Atualizado em 19 ago 2026, 15h36
O que esperar do Super El Niño: fenômeno extremo pode virar clima do Brasil de cabeça para baixo Priorizar nos meus resultados Google

O El Niño que está se formando no Oceano Pacífico pode se transformar em um dos episódios mais intensos já registrados e alterar o padrão do clima em várias partes do planeta nos próximos meses.

As projeções mais recentes apontam para um fenômeno muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027, com efeitos que podem incluir secas, chuvas extremas, ondas de calor e mudanças na ocorrência de tempestades.

O apelido Super El Niño vem sendo usado para descrever o episódio por causa da intensidade projetada. O termo, porém, não é uma classificação científica oficial. A expressão serve para indicar que os modelos climáticos apontam para um evento excepcionalmente forte.

No Brasil, os efeitos não serão iguais em todo o território. A tendência histórica associada ao El Niño é de mais chuva no Sul e de condições mais quentes e secas em grande parte do Norte e do Nordeste. Centro-Oeste e partes do Sudeste também podem enfrentar temperaturas acima da média e maior risco de períodos de estiagem.

Órgãos brasileiros já acompanham o fenômeno. INPE, INMET, CEMADEN, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Defesa Civil formaram um painel específico para monitorar seus possíveis impactos. As previsões oficiais indicam mais de 90% de probabilidade de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027.

Continua após a publicidade

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno natural que ocorre quando as águas superficiais de uma grande área do Pacífico equatorial ficam mais quentes do que o normal.

Parece uma alteração localizada no oceano, mas suas consequências podem ser muito maiores.

Continua após a publicidade

O Pacífico tropical ocupa uma área gigantesca e funciona como uma espécie de regulador da circulação atmosférica. Quando a temperatura da água muda, também mudam os ventos, a formação de nuvens e a distribuição das chuvas.

O fenômeno faz parte do El Niño-Oscilação Sul, conhecido pela sigla Enso, um ciclo que alterna períodos de aquecimento, chamados de El Niño, e de resfriamento, conhecidos como La Niña. Entre eles existe a chamada condição neutra.

Em um ano sem El Niño ou La Niña, os ventos alísios normalmente sopram do leste para o oeste ao longo do Pacífico equatorial. Eles empurram as águas quentes da superfície em direção à Ásia.

Continua após a publicidade

Perto da costa da América do Sul, esse movimento favorece a subida de águas profundas e frias, um processo conhecido como ressurgência.

Essas águas são ricas em nutrientes e ajudam a sustentar importantes áreas de pesca do Peru e do Equador.

Super El Niño: o que você precisa saber

Continua após a publicidade

O que muda durante um El Niño?

Quando o El Niño começa, os ventos alísios enfraquecem. Com isso, a água quente acumulada no oeste do Pacífico se desloca para o centro e o leste do oceano.

A ressurgência de água fria diminui e a superfície do Pacífico tropical fica ainda mais quente.

É criado então um ciclo que reforça o fenômeno: o aquecimento altera os ventos, a mudança nos ventos desloca mais água quente e o aumento da temperatura modifica novamente a circulação atmosférica.

Continua após a publicidade

Essa reorganização é capaz de interferir no clima a milhares de quilômetros de distância.

É por isso que uma mudança nas águas do Pacífico pode estar relacionada, por exemplo, a chuvas mais intensas no Sul do Brasil, seca na Amazônia, calor na Ásia e alterações na formação de tempestades nos oceanos.

Por que este El Niño é chamado de “Super”?

O fenômeno atual começou a se estabelecer em junho de 2026 e deve continuar pelo menos até o início de 2027.

O sinal de alerta está na velocidade e na intensidade do aquecimento do Pacífico. Em junho, os órgãos brasileiros já identificavam condições compatíveis com El Niño. Naquele momento, modelos apontavam alta probabilidade de que o evento atingisse intensidade forte durante a primavera e o verão.

Desde então, as projeções ficaram mais agressivas.

Uma análise do Carbon Brief baseada em 14 conjuntos de modelos climáticos encontrou 96% de probabilidade de que o atual episódio seja o mais intenso do registro observacional moderno. A projeção considera a temperatura da região conhecida como Niño 3.4, usada pelos cientistas para acompanhar a evolução do fenômeno.

O recorde atual pertence ao El Niño de 2015-2016, quando a temperatura da superfície do mar nessa área chegou a uma anomalia de aproximadamente 2,75°C.

A expectativa é que o episódio de 2026-2027 possa superar essa marca.

A China também passou a alertar para a possibilidade de um evento excepcionalmente forte. O Centro Nacional do Clima chinês afirmou que o fenômeno pode se tornar o mais intenso já registrado.

É importante, porém, separar previsão de certeza. Os modelos climáticos apontam uma tendência muito forte, mas a intensidade máxima do fenômeno só poderá ser determinada depois que o evento atingir seu pico.

Como os cientistas medem a força do El Niño?

Uma das principais referências é a região chamada Niño 3.4, uma faixa do Pacífico próxima à linha do Equador.

Os cientistas calculam quanto a temperatura da superfície do mar nessa área está acima ou abaixo da média histórica.

De maneira simplificada:

Acima de 0,5°C: indica condições de El Niño;

Acima de 1°C: indica um evento mais intenso;

Acima de 2°C: caracteriza um El Niño muito forte.

Os órgãos meteorológicos também analisam os ventos, a pressão atmosférica e a distribuição das chuvas. Ou seja, não basta olhar apenas para a temperatura do oceano.

O INMET informou que, no início de junho, o índice Niño 3.4 estava em +0,7°C e que os modelos apontavam para um fortalecimento do fenômeno durante os meses seguintes.

O que o Super El Niño pode provocar no Brasil?

O Brasil está entre os países que podem sentir de maneira mais clara a mudança na circulação atmosférica provocada pelo El Niño.

Mas é importante evitar uma simplificação: El Niño não significa que todo o Brasil ficará mais seco ou mais chuvoso. O efeito varia bastante de acordo com a região e a época do ano.

A previsão oficial elaborada pelo INPE, INMET e Funceme indica maior probabilidade de chuva abaixo da média em boa parte do centro-norte brasileiro e de precipitação acima da média em áreas do Sul. As temperaturas, por sua vez, tendem a ficar acima da média em grande parte do país.

Sul: mais chuva e risco de enchentes

O Sul costuma ser a região brasileira mais diretamente associada ao aumento das chuvas durante episódios de El Niño.

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná podem registrar períodos de precipitação acima da média, além de chuvas muito intensas em intervalos curtos.

Isso aumenta o risco de alagamentos, enchentes, deslizamentos e cheias de rios.

O cenário é particularmente sensível no Rio Grande do Sul, que ainda enfrenta as consequências da grande enchente de 2024. O temor de novos eventos extremos voltou a crescer com o fortalecimento do El Niño.

O Serviço Geológico do Brasil também prevê, para agosto a outubro, maior probabilidade de chuvas acima da média em pontos da Região Sul.

Norte e Nordeste: mais calor e risco de seca

O comportamento tende a ser praticamente inverso no Norte e em parte do Nordeste.

O El Niño costuma reduzir a quantidade de chuva em áreas da Amazônia e do Nordeste, aumentando o risco de estiagem, redução da vazão dos rios e problemas para atividades agrícolas.

No caso da Amazônia, a combinação de pouca chuva e temperaturas elevadas também aumenta o risco de incêndios.

Essa questão é especialmente relevante porque muitos municípios amazônicos dependem dos rios para transporte, abastecimento e circulação de alimentos e outros produtos.

Centro-Oeste: calor e pressão sobre a agricultura

No Centro-Oeste, um dos principais efeitos esperados é o aumento das temperaturas e a possibilidade de períodos mais secos.

Isso pode afetar pastagens, disponibilidade de água e condições para determinadas culturas.

Por outro lado, o efeito do El Niño não é necessariamente negativo para toda a produção agrícola. Algumas culturas e etapas da produção podem ser beneficiadas pela distribuição das chuvas.

O painel climático brasileiro, por exemplo, apontou que determinadas condições poderiam favorecer a colheita da segunda safra de milho, algodão e cana-de-açúcar, enquanto o calor poderia prejudicar pastagens e a preparação da próxima safra.

E São Paulo?

São Paulo está em uma posição intermediária.

O estado não recebe um efeito tão direto quanto o Sul ou a Amazônia, e a resposta do clima paulista depende também de outros sistemas atmosféricos.

Ainda assim, a tendência geral de temperaturas acima da média pode aumentar a ocorrência de períodos de calor intenso. Em determinadas situações, a redução das chuvas também pode elevar o risco de estiagem e incêndios.

Por isso, o El Niño não permite afirmar que São Paulo terá uma determinada quantidade de chuva em um determinado mês. Ele muda as probabilidades, mas não determina sozinho o clima de cada cidade.

O que acontece com as lavouras?

O impacto sobre a agricultura pode ser um dos mais importantes.

O El Niño modifica o regime de chuvas em alguns dos principais produtores mundiais de alimentos. Isso pode alterar a oferta de café, cacau, açúcar, grãos e outros produtos agrícolas.

A América do Sul ocupa posição especialmente importante nesse cenário.

Segundo a Reuters, o Sul do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai podem receber mais umidade, o que em algumas áreas favorece as lavouras. Ao mesmo tempo, excesso de chuva pode provocar perdas, erosão do solo, doenças e dificuldades para a colheita.

O café também está no radar. O El Niño pode favorecer algumas áreas produtoras brasileiras no curto prazo, mas condições de calor e seca posteriores podem prejudicar parte da produção.

Em outras regiões do mundo, os efeitos podem ser mais negativos. Vietnã e Indonésia, importantes produtores de café robusta, estão entre os países expostos ao risco de calor e falta de chuva.

O fenômeno também mexe com os preços dos alimentos

Uma alteração simultânea nas condições climáticas de grandes áreas agrícolas pode repercutir nos mercados internacionais.

Se uma safra importante for prejudicada, a oferta diminui e os preços podem subir.

O fenômeno também pode afetar custos de transporte e energia quando secas reduzem o nível de rios ou quando enchentes danificam estradas, ferrovias e portos.

Para o Brasil, isso significa que os efeitos do El Niño podem aparecer não apenas no campo, mas também nos preços de alimentos, na logística e no setor elétrico.

E a geração de energia?

A influência sobre os rios é particularmente importante para um país que possui uma matriz elétrica fortemente dependente de hidrelétricas.

Mais chuva no Sul pode elevar a vazão de determinados rios e aumentar a disponibilidade de água em algumas bacias.

Mas a situação é diferente em outras partes do país. Menos chuva no Norte e no Centro-Oeste pode reduzir a disponibilidade hídrica de determinadas regiões.

Por isso, o impacto sobre a energia não é simplesmente positivo ou negativo. Depende de onde a chuva ocorre, quanto chove e em quais bacias hidrográficas.

O Serviço Geológico do Brasil passou a acompanhar especificamente a resposta das principais bacias ao fenômeno.

O Super El Niño pode aumentar incêndios?

Sim, em algumas regiões.

A combinação de temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal deixa a vegetação mais seca e aumenta a disponibilidade de combustível para incêndios.

Esse risco é especialmente relevante para áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O painel formado pelos órgãos federais brasileiros já apontou que a combinação de calor acima da média e menor precipitação pode elevar o potencial para queimadas.

Isso não significa que o El Niño seja a única causa de grandes incêndios. Uso do solo, desmatamento, ação humana, vento e condições locais também são determinantes.

O fenômeno pode provocar mais furacões?

O El Niño muda a distribuição das tempestades tropicais.

No Atlântico Norte, tende a aumentar o cisalhamento do vento, o que dificulta a formação e o fortalecimento de furacões.

No Pacífico, entretanto, a situação pode ser diferente. A área onde as tempestades se formam pode se deslocar para leste, aumentando o risco para algumas regiões.

No leste da Ásia, o deslocamento das áreas de formação pode favorecer trajetórias de tufões em direção a países como China, Japão e Coreia do Sul.

Em ilhas do Pacífico, águas mais quentes também podem alimentar tempestades mais intensas.

Ou seja: o El Niño não simplesmente aumenta ou diminui a quantidade de furacões no planeta. Ele muda onde eles têm maior probabilidade de se formar e para onde tendem a se deslocar.

Por que o El Niño aumenta a temperatura do planeta?

O fenômeno também tem impacto sobre a temperatura média global.

Quando o Pacífico tropical esquenta, uma grande quantidade de calor armazenada no oceano é transferida para a atmosfera.

Isso provoca uma elevação temporária da temperatura média do planeta.

Por esse motivo, grandes episódios de El Niño ajudaram a produzir recordes de temperatura em anos como 1998, 2016 e 2024.

Mas há uma distinção importante: El Niño não é a causa da tendência de aquecimento global.

O fenômeno funciona como um impulso temporário sobre uma tendência de longo prazo causada principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa.

É por isso que os recordes de temperatura costumam aparecer durante ou depois de grandes El Niños, mas continuam sendo superados mesmo quando o fenômeno desaparece.

O aquecimento global está tornando o El Niño mais forte?

Essa é uma das questões mais difíceis para a ciência climática.

Existe evidência de mudanças na intensidade dos episódios de El Niño nas últimas décadas, mas ainda não há consenso suficiente para afirmar que o aquecimento provocado pelo homem esteja tornando cada evento mais forte.

O IPCC apontou aumento na intensidade e na frequência de episódios muito fortes desde meados do século 20 em comparação com períodos históricos, mas também ressaltou as incertezas associadas às variações naturais do fenômeno.

Estudos que utilizam registros indiretos do clima passado, como anéis de árvores, corais e sedimentos, mostram que o El Niño sempre apresentou grandes oscilações de intensidade.

Em junho, o New York Times consultou 16 pesquisadores sobre a relação entre aquecimento global e El Niño. Metade deles afirmou ver evidências convincentes de que a mudança climática provavelmente está aumentando a intensidade dos episódios.

A conclusão, portanto, ainda não é definitiva.

O que torna este episódio diferente?

O principal fator é a intensidade projetada.

As previsões atuais indicam que o El Niño de 2026-2027 pode superar o episódio de 2015-2016, considerado um dos mais fortes já observados.

Mas existe outra diferença importante: o fenômeno está ocorrendo em um planeta que já está muito mais quente por causa das mudanças climáticas.

Isso significa que os impactos associados ao El Niño partem de uma temperatura global mais elevada. Uma onda de calor provocada pela circulação atmosférica do fenômeno, por exemplo, pode acontecer sobre uma base climática já mais quente do que algumas décadas atrás.

O resultado pode ser uma combinação particularmente difícil: um fenômeno natural forte atuando sobre um planeta que já está aquecendo rapidamente.

Quando os efeitos devem ficar mais fortes?

O El Niño deve ganhar intensidade durante a primavera de 2026 no Hemisfério Sul e pode atingir seu pico entre o fim do ano e o início de 2027.

O INMET informou que as projeções indicavam alta probabilidade de um episódio muito forte durante a primavera e o verão de 2026-2027.

Os efeitos, porém, não começam todos de uma vez.

Mudanças no Pacífico podem levar semanas ou meses para alterar os padrões atmosféricos em outras regiões. Além disso, fenômenos locais podem reforçar ou neutralizar os efeitos esperados do El Niño.

Por isso, as previsões serão atualizadas ao longo dos próximos meses.

O que o brasileiro deve acompanhar

Para a população, os principais pontos de atenção são diferentes conforme a região.

No Sul, o risco maior é de períodos de chuva intensa, enchentes e deslizamentos.

No Norte, a preocupação está principalmente na redução das chuvas, na queda dos níveis dos rios, no calor e nas queimadas.

No Nordeste, o fenômeno pode aumentar o risco de estiagem e temperaturas elevadas.

No Centro-Oeste, calor, menor disponibilidade de água e incêndios merecem atenção, embora os efeitos sobre a agricultura variem de acordo com a cultura e a época do ano.

No Sudeste, incluindo São Paulo, a principal tendência é de temperaturas acima da média, com possibilidade de períodos de chuva irregular e calor intenso.

O mais importante é que essas são tendências climáticas, e não uma previsão de que cada cidade necessariamente terá seca, enchente ou onda de calor.

O fenômeno continuará sendo monitorado pelos órgãos brasileiros, que devem atualizar as projeções à medida que o El Niño se aproxima de seu pico.

O ponto central

O chamado Super El Niño de 2026-2027 ainda é uma previsão de intensidade, não um diagnóstico definitivo de que um recorde já foi quebrado.

Mas os sinais são suficientemente fortes para colocar o fenômeno entre os principais fatores climáticos a serem acompanhados nos próximos meses.

Para o Brasil, o mapa provável é bastante desigual: mais chuva e risco de extremos no Sul, mais calor e possibilidade de seca no Norte e Nordeste, pressão sobre água e queimadas no Centro-Oeste e temperaturas elevadas em grande parte do país.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).