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Europa registra mais de 500 mortes causadas por onda de calor

Diversos países europeus lutam contra com incêndios florestais provocados por temperaturas acima de 40° C

Por Da Redação Atualizado em 19 jul 2022, 18h16 - Publicado em 19 jul 2022, 12h46

Várias cidades na França registraram recordes históricos de temperaturas nas últimas semanas enquanto cerca de 2.000 bombeiros continuaram a combater incêndios florestais no sudoeste do país.

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A onda de calor escaldante que atinge grande parte da Europa está se deslocando do oeste para as regiões norte e leste do continente.

Autoridades disseram que toda a costa foi afetada. A cidade de Nantes registrou 42°C na segunda-feira, 18 superando a máxima anterior de 40,3°C estabelecida em 1949. Paralelamente a região de Brest, na Bretanha, atingiu 39,9°C, mais de quatro graus acima do recorde de 2002 de 35,1°C.

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Meteorologistas estimam que os recordes de temperatura serão quebrados novamente nesta terça-feira, 19, à medida que a massa de ar quente se move para o norte e leste no leste da França, Bélgica, Holanda e Alemanha.

O serviço meteorológico holandês KNMI emitiu um código laranja alertando que as temperaturas podem chegar a 38°C no centro e no sul do país e causar danos à saúde da população nesta terça-feira. Autoridades da Bélgica também esperam temperaturas acima de 40°C.

O Reino Unido, que emitiu seu primeiro alerta vermelho para o calor excepcional na última sexta-feira, 15, registrou outro recorde de 40,2°C no oeste de Londres nesta tarde.

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A Comissão Europeia anunciou que os alertas de seca estavam em vigor em 46% do território do bloco, com 11% prestes a entrar nesse estado crítico.

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Incêndios florestais continuam a devastar florestas na França, Espanha e Portugal. O pior deles ocorreu em Gironde no sudoeste francês, onde autoridades afirmaram que foi “extremamente difícil”, combater as chamar por causa das rajadas de vento que dificultaram o trabalho dos bombeiros.

Um total de 19.000 hectares da área foram queimados e 37.000 pessoas que estavam em acampamentos foram evacuadas da região. A Duna du Pilat, a maior formação de areia natural da Europa e importante local turístico, foi quase completamente arrasada.

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A polícia francesa disse que um homem foi preso na segunda-feira, 18, suspeito de ter iniciado incêndio que queimou quase 13.000 hectares de terra na cidade de Landiras.

Na Espanha, o fogo que tomou conta de parte da província de Zamora, no noroeste do país, tirou a vida de um pastor de 69 anos e um bombeiro no domingo, 17.

As autoridades espanholas relataram cerca de 20 incêndios florestais que ainda ocorrem do sul até a Galiza, no extremo noroeste, onde os incêndios destruíram cerca de 4.500 hectares de terra, enquanto em Portugal, 1.000 bombeiros lutavam contra 10 incêndios florestais no norte.

O Instituto de Saúde Carlos III em Madri, registrou mais de 510 mortes por insolação e outras condições relacionadas à exposição ao calor intenso.

O número de mortos nos incêndios em Portugal dobrou para quatro nesta segunda-feira, 19, depois que um carro saiu da estrada enquanto tentava escapar de uma zona de incêndio perto de Vila Real, no norte.

“Encontramos o carro e estas duas pessoas, com cerca de 70 anos, completamente queimadas”, disse uma autoridade local. O prefeito de Vila Real informou que metade do município estava em chamas. Outras sessenta pessoas ficaram feridas em mais de uma semana de incêndios em todo o país.

Especialistas em clima descreveram os desastres recentes como um prenúncio de riscos para os próximos 30 anos e afirmaram que eventos semelhantes serão mais devastadores e prolongados.

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