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Copa do Mundo enfrentará onda de calor extremo nos EUA com temperaturas de 40°C

Mais de 200 milhões de pessoas estão sob alerta; temperaturas e alta umidade desafiam atletas, torcedores e sistema de energia

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jul 2026, 11h58 | Atualizado em 1 jul 2026, 12h27
Copa do Mundo enfrentará onda de calor extremo nos EUA com temperaturas de 40°C Priorizar nos meus resultados Google

Uma forte onda de calor vai atingir o leste dos Estados Unidos nesta semana, elevando o risco de sobrecarga da rede elétrica e criando desafios para partidas da Copa do Mundo marcadas para a região.

Mais de 200 milhões de pessoas estão em áreas sob alertas de calor excessivo em mais de duas dezenas de estados, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

A previsão indica que centenas de recordes diários de temperatura podem ser igualados ou superados nos próximos dias.

O calor ocorre justamente durante uma fase decisiva do Mundial, com jogos previstos em cidades como Nova York, Nova Jersey e Toronto, no Canadá.

Temperaturas podem passar dos 37°C

A massa de ar quente deve provocar temperaturas acima de 32°C em diversas cidades da costa leste. Em algumas áreas, os termômetros podem se aproximar dos 38°C, com sensação térmica ainda maior por causa da umidade.

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Em Nova York, a prefeitura declarou estado de emergência por calor até o fim do feriado de 4 de julho. A cidade prevê ampliar o acesso a centros de resfriamento e estender horários de piscinas públicas para ajudar moradores a enfrentar as condições extremas.

Meteorologistas alertam que a combinação de calor intenso e ar úmido dificulta a perda de calor pelo corpo, aumentando o risco de problemas relacionados às altas temperaturas.

Copa do Mundo enfrenta desafio climático

A onda de calor também preocupa a organização da Copa. O calor excessivo pode afetar o desempenho dos jogadores e aumentar os riscos para atletas e torcedores em estádios abertos.

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A entidade que organiza o torneio, a FIFA, já adotou medidas como pausas para hidratação em partidas disputadas sob temperaturas elevadas.

A união internacional de jogadores, FIFPRO, também recomenda a interrupção de jogos quando os índices de estresse térmico atingem níveis considerados perigosos.

A avaliação considera não apenas a temperatura, mas também fatores como umidade, vento e exposição ao sol.

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Rede elétrica se prepara para demanda recorde

Além do impacto nos jogos, o calor aumenta a pressão sobre o sistema elétrico americano. O principal alerta envolve a rede administrada pela PJM Interconnection, responsável pelo fornecimento de energia para cerca de 67 milhões de pessoas em 13 estados.

A empresa prevê demanda recorde de aproximadamente 166 gigawatts durante o pico de consumo, impulsionada principalmente pelo uso de aparelhos de ar-condicionado.

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O Departamento de Energia dos EUA autorizou usinas do sistema PJM a operar em capacidade máxima e flexibilizou temporariamente algumas regras ambientais para garantir o fornecimento de eletricidade.

Calor aumenta pressão sobre infraestrutura

O episódio ocorre em um momento de maior pressão sobre a rede elétrica americana. Além das temperaturas extremas, o país enfrenta aumento do consumo de energia por causa da expansão dos centros de dados usados por empresas de tecnologia e inteligência artificial.

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Especialistas alertam que eventos de calor intenso tendem a se tornar um teste cada vez mais frequente para sistemas elétricos, especialmente em regiões onde a infraestrutura precisa acompanhar o crescimento da demanda.

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