Até quando chove no Rio Grande do Sul? Veja o que diz o Climatempo
Estado deve enfrentar dois períodos críticos de chuva intensa nesta semana, com risco de alagamentos
O Rio Grande do Sul começa esta segunda-feira, 27, sob um novo período de instabilidade, marcado por chuva frequente, temporais e possibilidade de volumes elevados. Segundo o Climatempo, as precipitações devem continuar pelo menos até domingo, 2 de agosto, com poucos intervalos de tempo firme.
A primeira sequência de chuva mais intensa está prevista entre esta segunda e quarta-feira, 29. Depois de uma breve redução da instabilidade em algumas áreas, um novo episódio de chuva forte deve atingir o estado entre sexta-feira, 31 de julho, e domingo, 2 de agosto. A previsão indica risco de alagamentos, transbordamentos de córregos e rápida elevação dos rios.
O cenário exige atenção porque as precipitações devem alcançar regiões que já estão com o solo encharcado e cursos d’água em níveis elevados.
Até quando vai chover no Rio Grande do Sul?
De acordo com o Climatempo, a chuva deve permanecer frequente no Rio Grande do Sul até, pelo menos, domingo, 2 de agosto. Isso não significa que choverá de maneira contínua durante todos os dias, mas que haverá condições para novos temporais e precipitações volumosas em diferentes pontos do estado.
Os períodos de maior preocupação são:
- De segunda-feira (27) a quarta-feira (29): intensificação da chuva, com possibilidade de temporais, alagamentos e transbordamentos;
- De sexta-feira (31) a domingo (2): formação de um novo episódio de chuva intensa, que pode agravar a situação dos rios e das áreas já afetadas.
A Região Metropolitana de Porto Alegre também está na rota das tempestades. O nível do Guaíba é acompanhado com preocupação diante da previsão de novos volumes elevados e da saturação do solo.
Quais regiões serão mais afetadas?
Os maiores acumulados devem se concentrar nas áreas sudoeste, central, sul e leste do Rio Grande do Sul. Em alguns pontos, a chuva poderá superar 250 milímetros no período de sete dias, de acordo com o Climatempo.
Região Central
A área de Santa Maria e as bacias dos rios Vacacaí e Jacuí estão entre os pontos de maior atenção. A chuva volumosa pode provocar aumento rápido do nível dos rios, alagamentos urbanos e interrupções em estradas.
Fronteira Oeste e Sudoeste
Municípios próximos às bacias dos rios Ibirapuitã e Ibicuí podem registrar elevados acumulados. A população que vive em áreas ribeirinhas deve acompanhar os comunicados oficiais e evitar deslocamentos durante tempestades.
Sul do estado
A região da bacia do rio Camaquã também pode receber chuva intensa ao longo da semana. Há risco de enxurradas, alagamentos e transtornos em áreas rurais e urbanas.
Leste e Região Metropolitana
Porto Alegre, cidades metropolitanas e municípios dos Vales do Rio Pardo, Taquari e Rio dos Sinos voltam a ficar em atenção. Essas regiões já registraram transbordamentos e permanecem vulneráveis por causa do excesso de umidade acumulado no solo.
O que está provocando tanta chuva?
A instabilidade é resultado da atuação conjunta de diferentes sistemas atmosféricos. Entre eles estão áreas de baixa pressão sobre o Paraguai e o norte da Argentina, a passagem e a formação de frentes frias e a possibilidade de desenvolvimento de um ciclone extratropical.
Uma corrente de ventos quentes e úmidos procedente da Amazônia também ajuda a alimentar as nuvens carregadas sobre a Região Sul. Essa combinação mantém a atmosfera instável e favorece chuva persistente, descargas elétricas, rajadas de vento e temporais localizados.
Risco de enchentes, alagamentos e ventos fortes
A principal preocupação é a ocorrência de novas enchentes. Com o solo saturado, uma quantidade menor de chuva pode ser suficiente para provocar alagamentos ou elevação rápida de córregos e rios.
A população deve evitar áreas alagadas, não atravessar ruas ou estradas cobertas pela água e manter distância de árvores, postes e estruturas metálicas durante tempestades. Moradores de áreas de risco precisam acompanhar as orientações da Defesa Civil e estar preparados para deixar o imóvel caso recebam uma ordem de evacuação.







