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Ambição, adaptação e resiliência: o que se espera de 2022

Depois da COP26, governos e empresas precisam colocar em prática as promessas feitas durante a conferência do clima

Por Jennifer Ann Thomas Atualizado em 5 jan 2022, 16h20 - Publicado em 5 jan 2022, 16h13

Enquanto 2021 chegou ao fim com novas perspectivas após a realização da COP26 e a definição do Pacto de Glasgow, os primeiros dias de 2022 foram marcados pela continuidade da tragédia causada por intensas chuvas no sul da Bahia e a ameaça de temporais na região sudeste.

Depois de tantos anúncios e compromissos assumidos em Glasgow, eventos climáticos extremos demonstram, cada vez mais, qual é o real impacto da falta de ação para a adaptação às mudanças do clima. De acordo com uma análise realizada pela Economist Impact, braço do grupo Economist que tem o objetivo de influenciar tomadores de decisão para catalisar mudanças sociais positivas, 2022 será o ano da implementação.

Cinco temas se destacam na área climática: net zero e energia, adaptação e resiliência, economia circular, ecossistemas e recursos, e sustentabilidade social. De acordo com o gerente sênior de sustentabilidade, mudanças climáticas e recursos naturais da Economist Impact, Martin Koehring, e o especialista em energia da instituição, Phillip Cornell, os países vão aumentar a ambição de suas metas nacionalmente determinadas, as chamadas NDCs.

Eles destacaram que as empresas também estão sob maior pressão para alcançarem a meta de se tornarem net zero até 2050. Um dos pontos destacados por eles é a criação do Conselho Internacional de Padrões de Sustentabilidade (ISSB, na sigla em inglês), que deve desenvolver padrões que servirão como a “linha de base global de requisitos de divulgação projetada para fornecer aos investidores informações de sustentabilidade globalmente comparáveis de alta qualidade”. O principal objetivo é combater o greenwashing praticado por empresas.

O financiamento para adaptação climática também será um tema em alta durante 2022. O Egito, país que sediará a COP27, afirmou que quer que este seja o foco da próxima conferência do clima. A construção de diversas economias circulares é um dos pontos essenciais para adotar soluções de baixo carbono, e o setor de plásticos continuará entre as prioridades dentro dessa temática.

Para os especialistas da Economist Impact, três áreas-chave da biodiversidade — terra, florestas e oceano — continuarão em evidência em 2022. Com relação ao ambiente marinho, os analistas acreditam que a aquicultura sustentável e o carbono azul serão temas que vão ganhar mais espaço neste ano.

Por fim, os autores da análise destacam como a confiança é um ponto crucial para o futuro. Há grande descrença em governos, corporações e na imprensa quando se trata de crise climática. Um exemplo é o lema do Fórum Econômico Mundial de Davos: Trabalhando Junto, Restaurando a Confiança”. A cooperação e a integração entre todos os setores da sociedade será um elemento essencial para enfrentar a crise do clima — 2022 pode fortalecer essa construção para as próximas décadas. 

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