De “milagre” a febre global: o debate sobre remédios para emagrecer não é novo
Com a queda da patente do Ozempic e a popularização de novas drogas, a promessa de perda rápida de peso ganha escala — e VEJA já falava sobre o tema em 2011
O remédio para emagrecer que virou febre pode ficar mais barato — e chegar a muito mais gente. A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, expirou no dia 20 de março. Com isso, outras farmacêuticas já se movimentam para lançar suas versões.
No Brasil, a Anvisa recebeu mais de 15 pedidos de registro, e alguns já estão em análise. Na prática, isso significa mais concorrência, preços mais baixos e maior acesso. Esse processo não é imediato, os medicamentos ainda precisam passar por aprovação e definição de preço.
Embora pareça um fenômeno recente, essa discussão está longe de ser nova. No dia 7 de setembro de 2011, o tema já era capa de VEJA. A reportagem mostrava um novo remédio capaz de fazer pacientes perderem entre 7 e 12 quilos em alguns meses — com a promessa de poucos efeitos colaterais. A base do medicamento era a liraglutida, usada no tratamento do diabetes 2 e também produzido pelo laboratório Novo Nordisk.
De lá para cá, os medicamentos evoluíram. Porém, junto com as promessas, vieram também os alertas. Especialistas destacam que, apesar dos resultados, esses tratamentos não são soluções mágicas. Eles exigem acompanhamento médico e critérios bem definidos de uso. O tempo passou, mas as preocupações continuam praticamente as mesmas.
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