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M-learning

Brasil: O celular nas escolas e universidades

09/03/2009 07:00

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Eduardo Morgado, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é um dos pesquisadores que investigam o potencial do m-learning no Brasil. Ao lado de outros professores e com patrocínio da Microsoft, ele desenvolve um projeto no campus da universidade na cidade de Bauru, com alunos dos cursos de sistemas de informação, licenciatura em matemática e pedagogia. "O objetivo é desenvolver aulas diferenciadas, por meio dos dispositivos móveis, em que os alunos não precisam estar necessariamente presentes para acompanhar o conteúdo que será desenvolvido pelo professor", explica.

O dispositivo utilizado para a comunicação é o classmate, aparelho pouco maior do que os celulares convencionais. Eles são usados dentro das salas ou mesmo fora delas: assim, os alunos podem circular pelo campus durante as aulas. Segundo Morgado, no futuro, haverá uma disseminação dos dispositivos móveis um pouco maiores que os celulares e smartphones, como net books e internet PCs, que vão facilitar as atividades escolares. "A leitura de textos, por exemplo, será mais confortável se feita em telas maiores."

A experiência brasileira, porém, ainda conta com algumas limitações. Os alunos podem se espalhar pelo campus com seus dispositivos móveis durante a aula, mas não podem ultrapassar um raio de 120 metros. Isso porque, segundo o professor, o sistema é alimentado pela conexão wi-fi, que limita o trajeto nessas dimensões. "O que falta no Brasil é um experiência de m-learning efetiva com conexão 3G (que possibilita maior velocidade na comunicação), em que a liberdade geográfica seria total e com a qual poderiam conviver quaisquer tipos de dispositivos."

Vigilância verde – Um projeto que pode ajudar a preservar a natureza brasileira é outra ação que deve ganhar apoio do m-learning. Por meio dele, estudantes podem, por exemplo, estudar o nível de poluição de determinada comunidade. "Então, os sensores são distribuídos pela área, coletando o nível de poluição do local por 24 horas. Depois disso, os dados são enviados para o computador e analisados juntamente com professores de matemática, geografia e ciências", explica Paulo Blikstein, engenheiro paulista especializado em tecnologia aplicada à educação, que trabalha na Universidade de Stanford, na Califórnia.

A ferramenta pode ser utilizada em estudos sobre a qualidade da água e concentração de gás carbônico. Blikstein pretende trazer a experiência para o Brasil, mas não há prazo para sua aplicação. "Isso ainda está em fase de planejamento. Estou em conversação com instituições, e identificando possíveis escolas para iniciar o projeto", explica.

(Por Marina Dias)

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