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Guia VEJA de Profissões
VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.
Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:
As demais serão publicadas nas próximas semanas.
• GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país
| Turismo |
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Nome / idade: Vanessa Rolim, 35 anos
Formação / ano: Faculdade Luís Antonio Machado, em 1995
Ocupação atual: Gerente de reservas da Marriott Brasil em São Paulo
Destaques da carreira:
- atuou em hotéis como Renaissance, Gran Meliá (atual Sheraton WTC) e rede Estanplaza (SP)
- especialista em turismo em resorts, telemarketing reativo e excelência em atendimento pela Signature do Brasil
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Respostas
1. Em
que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
Trabalho em uma central de reservas regional, com uma equipe de 18 pessoas.
Esse grupo atua em conjunto com vários outros departamentos da empresa,
como a área de vendas, controladoria e recepção. Minha
função é estabelecer a estratégia de trabalho para
a equipe, em conjunto com as áreas relacionadas, para que as vendas estejam
alinhadas aos objetivos dos hotéis para cada período específico.
Para isso, fazemos reuniões constantes, observando tendências de
mercado, feedback de clientes, resultados, históricos anteriores e, assim,
tomamos decisões e orientamos a equipe.

2. Você
trabalha nos fins de semanas? Com que freqüência?
Como uma boa hoteleira, sim. Às vezes, é preciso trabalhar no
fim de semana, principalmente porque a central está aberta aos sábados
e, normalmente, este é o dia ideal para resolvermos assuntos internos
como reuniões de departamento, por exemplo.

3. Você
pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Meu horário de trabalho é razoavelmente fixo, podendo variar de
acordo com a demanda de ligações ou alguma necessidade específica.
Geralmente, trabalho em horário comercial.

4. Assim
que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
Em hotelaria, há uma grande variedade de opções, dependendo
da área escolhida. Todas elas oferecem a possibilidade de desenvolver
uma carreira acadêmica em paralelo a partir de um certo nível de
experiência, e algumas oferecem a possibilidade de mudança de área
de atuação.

5. Ao
entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início
ou já se estabelecer em um único emprego?
O setor hoteleiro é bastante versátil e dinâmico, e as pessoas
costumam trabalhar em várias redes diferentes. Nada impede, porém,
que você se identifique logo com o primeiro hotel e se estabeleça
de vez ali. Entretanto, o mais comum é a grande movimentação
de pessoal entre os hotéis.

6. É
necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Com a globalização, é fundamental manter-se atualizado
com a tecnologia e a informação, e as especializações
só têm a agregar. No setor hoteleiro, por se tratar de um ambiente
ainda mais global, quanto mais idiomas o profissional dominar, melhor. O inglês
é imprescindível, e outras línguas são um grande
diferencial.

7. O
que mais a decepcionou no exercício da profissão?
Foi um pouco difícil me adaptar ao ritmo e coordenar minha vida a partir
do momento em que passei a trabalhar aos sábados e domingos, o que é
bastante comum na hotelaria. Eu folgava durante a semana, quando todos trabalhavam,
e eles viajavam nos feriados, enquanto eu estava trabalhando no balcão
da recepção. A adaptação exige bastante força
de vontade e dedicação.

8. E
o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
O retorno imediato que temos do nosso trabalho. Comecei na recepção:
cara a cara com o hóspede, sabemos na mesma hora se fizemos um bom trabalho
ou não. Aprendi a me auto-motivar desta forma, por meio deste retorno
imediato. Não há nada melhor do que um hóspede agradecer
sorrindo, com sinceridade. Faz a gente ter orgulho de todo o trabalho que tivemos
para atendê-lo.

9. É
possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência
é continuar sempre como empregado?
A menos que você abra seu próprio hotel ou pousada, a tendência
é de seguir cada vez para hotéis maiores, ou para escritórios
corporativos, em posições mais estratégicas. A hotelaria
é uma área que permite bastante flexibilidade de movimentação
entre os departamentos e desenvolvimento da carreira.

10.
Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
Antes de mais nada, é preciso ter o que a rede Marriott chama de "espírito
de servir": ter "alma de hoteleiro". É preciso ter paixão
pela profissão, ser dinâmico e bem-humorado, tem que estar disposto
a ir além e surpreender os hóspedes e ter a genuína intenção
de fazer com que eles se sintam em casa. É preciso muito esforço
e dedicação, fazendo escolhas difíceis em prol da carreira.

11.
Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
O maior desafio é equilibrar a vida pessoal e a profissional. É
complicado tentar combinar as férias escolares dos filhos, o cinema com
o marido e as reuniões de última hora em pleno fim de semana.
É complicado, mas não impossível.

12.
Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
Comunicação e empatia com clientes, além de muito jogo
de cintura e improvisação. Conseguir um jato particular e ingressos
para levar um sheik até Nova York para assistir ao musical Cats
no fim de semana, só porque ele estava com tempo livre e morrendo de
vontade de ver a peça, é um exemplo disso.

13.
Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na
sua carreira?
Esse tempo é bastante relativo, dependendo da área e da sua disposição.
No meu caso, conquistei o primeiro cargo de gerência com 25 anos, mas
já vi tanto pessoas o fazerem mais cedo como o contrário.

14.
Gostaria de saber como está o mercado de trabalho hoje, e as previsões
para daqui a quatro anos. Ana Carolina Ricoy Silva, 18 anos
Acredito que a economia está começando a se estabilizar novamente,
e investimentos voltaram a ser feitos em novos hotéis em todo o país
o que é excelente para o mercado de trabalho. Estou torcendo para
que o ritmo de crescimento deste mercado se recupere o mais rápido possível.

15.
Há mais ou menos dois anos, ouvi que a sua profissão teria grande fôlego
porque as pessoas estão cada vez mais estressadas e poderiam priorizar o turismo
para descansar, viajar etc. Isto ainda é válido na sua opinião? Carolina,
18 anos
Na minha opinião, as pessoas são bem criteriosas para viajar a
lazer. Porém, eu posso falar melhor de outro turismo que se desenvolve
cada vez mais: o de negócios. As pessoas precisam viajar para buscar
mais oportunidades e opções de mercado, para fechar novos contratos
e ampliar sua área de atuação e esta é a
grande base dos hotéis metropolitanos. Nos grandes pólos turísticos
é diferente, as atenções estão voltadas para grupos
de incentivo das empresas.

16.
Estou fazendo um curso técnico em turismo e gostaria de saber se o mercado
diferencia um graduado de um técnico – e se essa diferenciação é positiva ou
não. Muitas pessoas também falam que turismo é só viajar, mas sei que podemos
trabalhar na área administrativa. Josilene, 19 anos
É claro que o preparo acadêmico é importantíssimo,
e pode, sim, fazer a diferença na hora da seleção de um
currículo para entrevista. Porém, ter um diploma não define
o profissional na prática. O que realmente faz diferença é
o perfil da pessoa, sua disposição e sua experiência: de
nada vale ter uma pós graduação e MBA se não souber
sorrir e atender bem.
Sobre sua outra questão: o turismo só significa viajar quando
se escolhe trabalhar como guia de turismo, por exemplo. Na verdade, é
quase o oposto: é trabalhar para se criar uma estrutura que permita ao
viajante se sentir acolhido e amparado e isso quase sempre é desenvolvido
na sua cidade mesmo. Dessa forma, é possível, sim, trabalhar numa
área administrativa e não ter contato direto com o viajante, por
exemplo.

17.
Com o que o turismólogo trabalha? Qual é sua rotina? Thaisa Lohane
da Silva, 15 anos
O turismólogo tem uma infinidade de áreas de atuação
para escolher: administração, hotelaria, agências de viagem,
restaurantes etc. Pode-se trabalhar na Embratur, por exemplo, ou na contabilidade,
em um bar, como guia de turismo. Enfim, há uma ampla gama de opções
de trabalho na área. A rotina está diretamente ligada à
área escolhida e pode variar: desde efetuar planilhas de controle, como
acompanhar grupos em excursões ou gerenciar um restaurante.
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