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Guia VEJA de Profissões

VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.

Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:

Fonoaudiologia Fisioterapia Arquitetura e urbanismo
Psicologia Marketing Engenharia de alimentos
Jornalismo Enfermagem Odontologia
Ciência da computação Engenharia civil Pedagogia
Design de games Engenharia elétrica Publicidade
Direito (advocacia) História Relações públicas
Direito (magistratura) Letras Turismo
Economia Medicina Veterinária
Educação física Nutrição Agronomia

As demais serão publicadas nas próximas semanas.

GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país

Psicologia
Nome / idade: Josely Matthes, 40 anos
Formação / ano: Universidade Fumec (MG), em 1993
Ocupação atual: Psicóloga clínica
Destaques da carreira:
  • especialização em psicologia infantil e adolescente
  • perita psicóloga credenciada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

Respostas

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
5. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
6. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
7. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
8. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
9. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
10. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
11. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
12. Eu sempre pensei em cursar psicologia e trabalhar com crianças e vi em seu currículo que você trabalha exatamente na área que me agrada. Várias pessoas gostam de me lembrar que o mercado de trabalho está hipertrofiado para psicólogos. Então, gostaria de saber como foi para você conseguir a inclusão nessa área e se houve muitos empecilhos.
13. Existe algum pré-requisito para um estudante que queira fazer psicologia? Ele deve ter habilidades sociais específicas ou elas serão desenvolvidas ao longo do curso?
14. Como está o mercado de trabalho? É muito competitivo e saturado?
15. Qual a maior dificuldade que o profissional de psicologia enfrenta no seu dia a dia?
16. Estou terminando o ensino médio e me preparando para prestar vestibular, mas ainda não sei o que quero prestar. De um tempo para cá, comecei a pensar em fazer psicologia, pelo fato de adorar saber dos problemas dos outros e, quando possível, ajudá-los. Será que essa minha adoração pelos problemas dos outros e a vontade de querer ajudar é uma dica para eu fazer psicologia?
17. Em quais áreas o psicólogo pode atuar? E quais são as dificuldades encontradas no mercado de trabalho?

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
Começo a trabalhar às 7h30 em um projeto que desenvolvo em escolas públicas há sete anos, Unimed Amiga da Escola, atendendo a adolescentes na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais. Nesse projeto, desenvolvo um trabalho de prevenção à gravidez precoce e drogas e passo lá toda a manhã. Começo no consultório às 13h e atendo até às 20h. Aos fins de semana, quando estou de plantão no hospital, atendo pacientes que se encontram internados e que necessitam de acompanhamento psicológico. Minha necessidade de trabalhar com o computador é básica: utilizo a máquina para relatórios, laudos, pesquisas etc. No meu caso, por desenvolver trabalho de campo, não tenho ficado presa a um só ambiente, mas passo muitas horas por dia no consultório.

2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
Nos projetos que desenvolvo, a interação multidisciplinar é essencial. É de grande importância o olhar de outros profissionais, principalmente em trabalhos de campo. Na atividade clínica, porém, o trabalho é mais individual.

3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Nos fins de semana, só desenvolvo alguma atividade profissional se estiver de plantão hospitalar, se for convidada para algum curso ou palestra ou por alguma emergência clínica. Em geral, porém, procuro preservar meu descanso.

4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Como sou profissional liberal, faço meu horário de trabalho, mas devo informar que acabamos trabalhando muito mais do que planejamos.

5. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Ao entrar no mercado de trabalho, o importante não é nos preocuparmos se devemos trabalhar em uma ou mais empresas, mas, sim, estarmos atentos às mudanças do mercado e aproveitarmos as oportunidades de crescimento. Se for em uma ou mais empresas, vamos lá.

6. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
A atualização é importantíssima em qualquer segmento profissional. Existem vários cursos de especialização direcionados às necessidades de quem os procura. Determine sua necessidade e os faça.

7. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
Gosto muito da profissão que escolhi. Creio que a maior decepção para um psicólogo é não ter a importância de seu trabalho realmente reconhecido, mas estamos trabalhando para isso.

8. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
Várias atividades e situações me deixaram satisfeitas durante meus dezesseis anos de profissão. Mas o que mais me deixa feliz é ver adolescentes abandonando comportamentos auto-destrutivos e se gostando de verdade.

9. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
Na profissão de psicólogo é perfeitamente possível trabalhar como autônomo, basta fazer esta escolha. Trabalho desta forma há 16 anos.

10. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
Para se trabalhar em psicologia é necessário ter grande curiosidade para conhecer o ser humano e a si mesmo e não ter medo de mudanças em sua vida, ainda que estas não sejam as que você esperava. Ao se compreender o outro e você mesmo, você pode ter algumas surpresas.

11. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
Estabilidade é algo que varia de região para região e de atividade para atividade dentro da psicologia, mas, em média, podemos falar em dez anos.

12. Eu sempre pensei em cursar psicologia e trabalhar com crianças e vi em seu currículo que você trabalha exatamente na área que me agrada. Várias pessoas gostam de me lembrar que o mercado de trabalho está hipertrofiado para psicólogos. Então, gostaria de saber como foi para você conseguir a inclusão nessa área e se houve muitos empecilhos. Kelly Cristina Camargo Chagas, 17 anos
A maior dificuldade que um profissional da psicologia encontra no trabalho com crianças é a família delas. No geral, o mercado não coloca empecilhos para o desenvolvimento do trabalho do psicólogo infantil. O mercado de trabalho está saturado em várias profissões, não só na psicologia, mas se você se propõe a trabalhar direitinho tem espaço para todo mundo.

13. Existe algum pré-requisito para um estudante que queira fazer psicologia? Ele deve ter habilidades sociais específicas ou elas serão desenvolvidas ao longo do curso? Bernardo Bastos, 17 anos
O pré-requisito para ser um psicólogo é querer ser e ter estrutura emocional para fazer o curso. O curso de psicologia mexe muito com conceitos e algumas visões de mundo e pessoas. Se você se sente preparado, vá em frente.

14. Como está o mercado de trabalho? É muito competitivo e saturado? Bárbara Bastos, 16 anos
O mercado realmente está saturado e competitivo, mas são poucas as profissões hoje em dia que não estão. Se você gostar do que faz, irá fazer bem feito e, sendo assim, irá se sair bem. Tem espaço para todos que trabalham direitinho.

15. Qual a maior dificuldade que o profissional de psicologia enfrenta no seu dia a dia? Thaísa Buson de Paula, 16 anos
Creio que a maior dificuldade que o profissional encontra é em relação a ele mesmo. Ter a melhor postura e procurar exercer a profissão de maneira correta e digna, respeitando o que o outro é, seus valores essenciais, sem querer repassar a ele valores que são do psicólogo.

16. Estou terminando o ensino médio e me preparando para prestar vestibular, mas ainda não sei o que quero prestar. De um tempo para cá, comecei a pensar em fazer psicologia, pelo fato de adorar saber dos problemas dos outros e, quando possível, ajudá-los. Será que essa minha adoração pelos problemas dos outros e a vontade de querer ajudar é uma dica para eu fazer psicologia? Júlia Basso Piancini, 17 anos
Se você tem vontade de saber dos problemas dos outros e procura ajudá-los a partir disso, talvez devesse pensar em fazer direito ou serviço social. São profissões belíssimas e se enquadram dentro de sua área de interesse.

17. Em quais áreas o psicólogo pode atuar? E quais são as dificuldades encontradas no mercado de trabalho? Suélem Cristina Cunha Teixeira, 21 anos
O campo de atuação do psicólogo cresceu muito. Existem possibilidades de trabalho em empresas, clinicas de reabilitação, consultório, esporte, hospitais, projetos de pesquisa, atividades acadêmicas, ONGs e muitos outros. Todas as funções que demandem entender a pessoa dentro da realidade em que ela vive ou reabilitá-la a viver a realidade são campos de atuação do psicólogo. Creio que a maior dificuldade do mercado de trabalho é entrar nele. O começo para qualquer profissional é sempre o mais difícil.

 

 
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