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Guia VEJA de Profissões
VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.
Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:
As demais serão publicadas nas próximas semanas.
• GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país
| Pedagogia |
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Nome / idade: Maria Aparecida Mazaro da Costa, 44 anos
Formação / ano: Faculdades Integradas de Urubupungá (FECLU), em Pereira Barreto (SP), em 1991
Ocupação atual: Supervisora de ensino da Secretaria Estadual da Educação (SP), região de Araçatuba, e professora universitária
Destaques da carreira:
- especialização em gestão educacional pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
- mestrado em educação pelo Centro Universitário Nove de Julho (Uninove)
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Respostas
1.
Descreva um dia da sua rotina profissional
Atualmente, atuo em dois campos de trabalho distintos e tenho uma rotina
diária diferenciada entre eles. No primeiro cargo, exerço a função
de supervisora de ensino da rede estadual paulista, em que cumpro uma jornada
semanal de 40 horas. Nesta atividade desenvolvo tarefas alternativas que variam
entre despachos de documentos escolares, capacitação de professores,
atendimento ao público, autorização de funcionamento de
escolas particulares e cursos técnicos, visitas de acompanhamento administrativo,
pedagógico e disciplinares a escolas e acompanhamento de projetos educacionais
implementados pela Secretaria Estadual da Educação. O computador
é a nossa principal ferramenta de trabalho, pois a Secretaria Estadual
da Educação de São Paulo, hoje, está informatizada
e fazemos a emissão de documentos, validação de atos escolares,
elaboração de despachos administrativos, formação
e capacitação em serviço etc. No meu segundo cargo, sou
professora em duas universidades, onde atuo, no período noturno, em cursos
de licenciatura. Minha rotina é extremamente diversificada em virtude
das peculiaridades que estas funções possuem.

2. Em
que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
A todo o momento e com os mais variados tipos de pessoas. A diretoria regional
de ensino é uma repartição pública onde trabalham
cerca de sessenta pessoas em setores diferentes, desempenhando atividades diretamente
ligadas ao funcionamento de instituições escolares e questões
educacionais. No setor da supervisão de ensino, somos onze profissionais
pedagogos selecionados mediante concurso público, responsáveis
pelos atos administrativos, disciplinares e pedagógicos, de escolas estaduais,
municipais, particulares e, ainda, de cursos técnicos profissionalizantes.
Portanto, a integração ocorre a todo o momento, tanto entre nós
do grupo de supervisão no dia a dia, como com terceiros que dependem
de nossa atuação.

3. Você
trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Somente como professora universitária, ministrando aulas em cursos
de pós-graduação e capacitação de professores.

4. Você
pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Não.

5. Assim
que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
Como pedagoga você poderá seguir qualquer uma dessas opções:
carreira acadêmica, área de pesquisa, trabalho em empresas. A carreira
acadêmica, a docência e a área de pesquisa são as
mais acessíveis em termos de vagas para trabalho. Pesquisas recentes
constatam que, nas empresas, há atividades de supervisão do trabalho,
orientação de estagiários, formação profissional
de serviços, capacitação de funcionários, enfim,
atividades que se relacionam diretamente às ações de um
pedagogo. As empresas já reconhecem a necessidade de formação
geral e continuada como fundamental para o processo produtivo, e consideram
a necessidade de um pedagogo como interlocutor desse processo. O mercado de
trabalho em grandes empresas, porém, ainda é muito restrito. Outra
opção que está surgindo no mercado de trabalho do pedagogo
é a de assessoria às empresas que produzem softwares educacionais
para instituições escolares.

6. Ao
entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas
de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Como em qualquer profissão, tudo é questão de oportunidade.
O caminho mais comum do pedagogo é iniciar como professor do ensino fundamental,
e caminhar na carreira partindo para cargos de gestão escolar como de
coordenadores ou assessores pedagógicos, diretores de escola, supervisão
de ensino e, até mesmo, secretários de educação.
Há ainda a possibilidade de você montar sua própria escola
ou de trabalhar em empresas privadas ou como autônomo, prestando serviços
de assessoria ou consultoria educacional. Não considero muito interessante
ficar experimentando várias empresas, a menos que o mercado de trabalho
assim nos imponha. O ideal é escolher um caminho e ir evoluindo dentro
dele.

7.
É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Com certeza. Como qualquer profissional da atualidade, o pedagogo precisa
se atualizar permanentemente, pois lida basicamente com áreas ligadas
à educação e à formação humana e profissional,
portanto, é de suma importância que ele também esteja em
constante formação. Os cursos de pósgraduação
e de ao menos uma língua estrangeira fazem toda a diferença para
ampliar as possibilidades no mercado de trabalho.

8.
O que mais a decepcionou no exercício da profissão?
A falta de reconhecimento, por parte da sociedade e dos poderes públicos,
que todo profissional dessa área deveria ter.

9. E
o que mais a agradou/surpreendeu de forma positiva?
Os resultados na aprendizagem dos meus alunos.

10. É
possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão,
ou a tendência é continuar sempre como empregado?
Sim. O campo da pedagogia hoje ultrapassa a docência. Como pedagogo,
podemos ser proprietários de escolas, prestar serviços de assessoria
educacional às escolas privadas, às redes municipais de ensino,
como gestor de RH em empresas, (públicas, privadas ou ONGs), assessor
pedagógico em setores de comunicação, em setores de difusão
como museus, centros culturais, bibliotecas, assessorias a jornais, revistas,
televisão, rádios, editoras, agências de publicidades, empresas
de produçã
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