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Guia VEJA de Profissões

VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.

Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:

Fonoaudiologia Fisioterapia Arquitetura e urbanismo
Psicologia Marketing Engenharia de alimentos
Jornalismo Enfermagem Odontologia
Ciência da computação Engenharia civil Pedagogia
Design de games Engenharia elétrica Publicidade
Direito (advocacia) História Relações públicas
Direito (magistratura) Letras Turismo
Economia Medicina Veterinária
Educação física Nutrição Agronomia

As demais serão publicadas nas próximas semanas.

GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país

Pedagogia
Nome / idade: Maria Aparecida Mazaro da Costa, 44 anos
Formação / ano: Faculdades Integradas de Urubupungá (FECLU), em Pereira Barreto (SP), em 1991
Ocupação atual: Supervisora de ensino da Secretaria Estadual da Educação (SP), região de Araçatuba, e professora universitária
Destaques da carreira:
  • especialização em gestão educacional pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • mestrado em educação pelo Centro Universitário Nove de Julho (Uninove)

Respostas

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
5. Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
6. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
7. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
8. O que mais a decepcionou no exercício da profissão?
9. E o que mais a agradou/surpreendeu de forma positiva?
10. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
11. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
12. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
13. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
14. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
15. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
16. O pedagogo tem conselho regional? Qual é a função de um pedagogo?
17. Estou no segundo ano de pedagogia e tenho muitas dúvidas sobre que pós- graduação fazer, pois não desejo trabalhar em sala de aula nem em escola. Eu pensei em pedagogia hospitalar ou empresarial, área de recursos humanos. Para trabalhar neste setor empresarial, eu preciso fazer alguma especialização em supervisão?
18. Quais as oportunidades atuais para quem tem interesse em ingressar principalmente na área de educação especial e quais são os obstáculos?

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
Atualmente, atuo em dois campos de trabalho distintos e tenho uma rotina diária diferenciada entre eles. No primeiro cargo, exerço a função de supervisora de ensino da rede estadual paulista, em que cumpro uma jornada semanal de 40 horas. Nesta atividade desenvolvo tarefas alternativas que variam entre despachos de documentos escolares, capacitação de professores, atendimento ao público, autorização de funcionamento de escolas particulares e cursos técnicos, visitas de acompanhamento administrativo, pedagógico e disciplinares a escolas e acompanhamento de projetos educacionais implementados pela Secretaria Estadual da Educação. O computador é a nossa principal ferramenta de trabalho, pois a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, hoje, está informatizada e fazemos a emissão de documentos, validação de atos escolares, elaboração de despachos administrativos, formação e capacitação em serviço etc. No meu segundo cargo, sou professora em duas universidades, onde atuo, no período noturno, em cursos de licenciatura. Minha rotina é extremamente diversificada em virtude das peculiaridades que estas funções possuem.

2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
A todo o momento e com os mais variados tipos de pessoas. A diretoria regional de ensino é uma repartição pública onde trabalham cerca de sessenta pessoas em setores diferentes, desempenhando atividades diretamente ligadas ao funcionamento de instituições escolares e questões educacionais. No setor da supervisão de ensino, somos onze profissionais pedagogos selecionados mediante concurso público, responsáveis pelos atos administrativos, disciplinares e pedagógicos, de escolas estaduais, municipais, particulares e, ainda, de cursos técnicos profissionalizantes. Portanto, a integração ocorre a todo o momento, tanto entre nós do grupo de supervisão no dia a dia, como com terceiros que dependem de nossa atuação.

3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Somente como professora universitária, ministrando aulas em cursos de pós-graduação e capacitação de professores.

4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Não.

5. Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
Como pedagoga você poderá seguir qualquer uma dessas opções: carreira acadêmica, área de pesquisa, trabalho em empresas. A carreira acadêmica, a docência e a área de pesquisa são as mais acessíveis em termos de vagas para trabalho. Pesquisas recentes constatam que, nas empresas, há atividades de supervisão do trabalho, orientação de estagiários, formação profissional de serviços, capacitação de funcionários, enfim, atividades que se relacionam diretamente às ações de um pedagogo. As empresas já reconhecem a necessidade de formação geral e continuada como fundamental para o processo produtivo, e consideram a necessidade de um pedagogo como interlocutor desse processo. O mercado de trabalho em grandes empresas, porém, ainda é muito restrito. Outra opção que está surgindo no mercado de trabalho do pedagogo é a de assessoria às empresas que produzem softwares educacionais para instituições escolares.

6. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Como em qualquer profissão, tudo é questão de oportunidade. O caminho mais comum do pedagogo é iniciar como professor do ensino fundamental, e caminhar na carreira partindo para cargos de gestão escolar como de coordenadores ou assessores pedagógicos, diretores de escola, supervisão de ensino e, até mesmo, secretários de educação. Há ainda a possibilidade de você montar sua própria escola ou de trabalhar em empresas privadas ou como autônomo, prestando serviços de assessoria ou consultoria educacional. Não considero muito interessante ficar experimentando várias empresas, a menos que o mercado de trabalho assim nos imponha. O ideal é escolher um caminho e ir evoluindo dentro dele.

7. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Com certeza. Como qualquer profissional da atualidade, o pedagogo precisa se atualizar permanentemente, pois lida basicamente com áreas ligadas à educação e à formação humana e profissional, portanto, é de suma importância que ele também esteja em constante formação. Os cursos de pós–graduação e de ao menos uma língua estrangeira fazem toda a diferença para ampliar as possibilidades no mercado de trabalho.

8. O que mais a decepcionou no exercício da profissão?
A falta de reconhecimento, por parte da sociedade e dos poderes públicos, que todo profissional dessa área deveria ter.

9. E o que mais a agradou/surpreendeu de forma positiva?
Os resultados na aprendizagem dos meus alunos.

10. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
Sim. O campo da pedagogia hoje ultrapassa a docência. Como pedagogo, podemos ser proprietários de escolas, prestar serviços de assessoria educacional às escolas privadas, às redes municipais de ensino, como gestor de RH em empresas, (públicas, privadas ou ONGs), assessor pedagógico em setores de comunicação, em setores de difusão como museus, centros culturais, bibliotecas, assessorias a jornais, revistas, televisão, rádios, editoras, agências de publicidades, empresas de produçã

 

 
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