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Guia VEJA de Profissões

VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.

Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:

Fonoaudiologia Fisioterapia Arquitetura e urbanismo
Psicologia Marketing Engenharia de alimentos
Jornalismo Enfermagem Odontologia
Ciência da computação Engenharia civil Pedagogia
Design de games Engenharia elétrica Publicidade
Direito (advocacia) História Relações públicas
Direito (magistratura) Letras Turismo
Economia Medicina Veterinária
Educação física Nutrição Agronomia

As demais serão publicadas nas próximas semanas.

GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país

Medicina
Nome / idade: José Roberto Colombo Junior, 35 anos
Formação / ano: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em 1997
Ocupação atual: Urologista do Hospital Israelita Albert Einstein e um dos médicos responsáveis pelas cirurgias com uso de robô
Destaques da carreira:
  • residência em cirurgia geral e urologia no Hospital das Clínicas de São Paulo
  • pós-graduação em cirurgia robótica
  • fez parte da equipe do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e dos hospitais Sírio Libanês, Nove de Julho, São Luís e Oswaldo Cruz

Respostas

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que freqüência?
4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
5. Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
6. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
7. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
8. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
9. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
10. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
11. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
12. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
13. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
14. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
15. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
16. Estou fazendo cursinho este ano para prestar medicina nas universidades públicas. Minha dúvida é em relação a reações emocionais que tenho quando vejo sangue: na realidade, eu tenho um pouco aversão a sangue. Uma vez fui a hospital com um médico para conhecer melhor a rotina do profissão e acabei passando mal na sala de patologia, quando eu vi pernas e braços amputados em estado de necrose. Essa situação me abalou um pouco fiquei enjoado, meio pálido e suando frio. Como posso ter certeza de que esta é a carreira que devo realmente seguir?
17. Gostaria de saber se 30 anos é uma idade avançada para começar uma carreira de medicina?
18. Desde pequena apresento interesse pela área médica. Apesar de a maioria de meus familiares ser contra. Faço cursinho há dois anos e, desde o princípio, estava ciente de que passar em medicina em uma universidade federal não seria fácil. O que você me aconselha fazer para manter o ânimo e não me abalar com toda essa pressão?

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
A rotina profissional é muito variada, e isto depende da especialidade médica escolhida, da atuação acadêmica e/ou privada. Especificamente na urologia, o médico pode atuar em consultório, centro cirúrgico, unidades básicas de atendimento médico, serviços de diagnóstico, ou ensino e pesquisa. Como autônomo, cada profissional pode organizar sua agenda da maneira que for mais adequada, mas a rotina de acordar cedo (6h) e chegar em casa após as 21h pode ser considerada comum, especialmente no início da carreira. Como atuo na área acadêmica e privada, normalmente frequento hospitais privados, a universidade e o consultório no mesmo dia. O computador faz parte da vida de um médico, seja para escrever trabalhos, acessar artigos, fazer pesquisa, checar resultados de exames, contato com pacientes e banco de dados de pacientes e/ou procedimentos.

2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
Dependendo da especialidade escolhida, a interação pode acontecer diretamente com o paciente, outros colegas, equipes de enfermagem etc. Existem especialidades médicas nas quais a interação com o paciente é pequena (radiologia, por exemplo), assim como em outras a interação acontece quase o tempo todo.

3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que freqüência?
Trabalhar nos fins de semana é bastante frequente, principalmente no início da carreira, e dependendo da especialidade escolhida. Na minha área de atuação, o trabalho durante os fins de semana pode ser considerado rotina, seja fazendo visita em hospitais, atendendo em retaguarda de pronto-socorro, ou escrevendo artigos e preparando apresentações.

4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Sim, é possível. Mas no início da carreira essa não é a regra. É importante novamente frisar que dependendo da especialidade a ser seguida e área de atuação pode ser mais ou menos fácil poder montar a própria agenda.

5. Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
Após a graduação médica, normalmente a formação é complementada pela residência médica para o médico generalista se especializar em determinada área. Uma vez terminada a residência o médico pode optar em seguir a carreira acadêmica em universidade ou laboratório de pesquisa, atuar na carreira privada, seja em consultório ou hospital, atuar em empresas da área farmacêutica e/ou de material cirúrgico. Pode-se também atuar em mais de uma área das citadas, dedicando-se em tempo parcial à pesquisa e ensino e atuando em medicina privada, por exemplo.

6. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Não existe uma resposta correta ou regra para esta questão. Isto dependerá das ofertas de emprego e dos objetivos e ambições de cada pessoa.

7. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
A atualização e aprendizado constantes são necessários para que o médico possa oferecer o diagnóstico e tratamento mais adequados para cada tipo de situação. Esta atualização pode ser realizada em congressos, consulta a periódicos e revistas médicas. A pós-graduação também pode ser realizada e é cada vez mais importante na medida em que o mercado de trabalho exige profissionais cada vez mais preparados. O domínio do inglês é essencial na profissão, já que os periódicos, livros e congressos mais importantes são todos realizados neste idioma.

8. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
A falta de tempo para me dedicar à família e amigos, associados a baixa remuneração e qualidade de trabalho oferecidas, especialmente no início da carreira.

9. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
Ter a oportunidade de trabalhar em hospitais de alto padrão e o respeito de colegas mais experientes. Além disso, é extremamente gratificante ter a oportunidade de ajudar outro ser humano.

10. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
É possível a atuação como autônomo, sendo esta a forma de atuação mais frequente. Novamente, a especialidade médica é decisiva para planejar a área de atuação.

11. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
A disposição, ética, perfeccionismo e carisma são qualidades que, em minha opinião, são fundamentais para o sucesso profissional e pessoal nesta área.

12. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?

De maneira geral o mercado exige a sub-especialização, ou seja, que o profissional domine uma área específica de sua especialidade. Pacientes e instituições procuram profissionais que atuem também na área acadêmica e, em geral, apresentem alguma titulação de pós-graduação. Com o grande número de escolas médicas em atividade, o número de profissionais no mercado está aumentando rapidamente, portanto a diferenciação é fundamental.

13. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
Preservar a ética, manter-se atualizado e oferecer o melhor para os pacientes, apesar de normalmente trabalhar em condições não ideais.

14. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
A dedicação à profissão e constante aperfeiçoamento são imprescindíveis no exercício da profissão.

15. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
Não é possível fazer uma previsão deste "tempo para estabilidade". Isto é extremamente variável e depende da especialidade, objetivos e ambições pessoais e áreas de atuação.

16. Estou fazendo cursinho este ano para prestar medicina nas universidades públicas. Minha dúvida é em relação a reações emocionais que tenho quando vejo sangue: na realidade, eu tenho um pouco aversão a sangue. Uma vez fui a hospital com um médico para conhecer melhor a rotina do profissão e acabei passando mal na sala de patologia, quando eu vi pernas e braços amputados em estado de necrose. Essa situação me abalou um pouco fiquei enjoado, meio pálido e suando frio. Como posso ter certeza de que esta é a carreira que devo realmente seguir? Hugo Samartine Junior, 18 anos
Este fato não é raro e, na minha opinião, não deve ser um problema, já que durante o curso médico o aluno acaba se acostumando com estas situações. É importante lembrar que embora durante a graduação o aluno seja exposto às diversas áreas, ele vai optar pela especialidade que lhe for mais agradável e interessante, que pode não envolver procedimentos cirúrgicos, sangue ou mesmo contato direto com pacientes.

17. Gostaria de saber se 30 anos é uma idade avançada para começar uma carreira de medicina? Leonardo Benigno, 29 anos
De maneira alguma a idade deve ser considerada uma barreira para iniciar a carreira médica. Não é raro encontrarmos pessoas que inicialmente optaram por outras áreas antes de iniciar na medicina. Apesar de algumas dificuldades, é uma carreira bastante gratificante e com enorme possibilidade de áreas de atuação.

18. Desde pequena apresento interesse pela área médica. Apesar de a maioria de meus familiares ser contra. Faço cursinho há dois anos e, desde o princípio, estava ciente de que passar em medicina em uma universidade federal não seria fácil. O que você me aconselha fazer para manter o ânimo e não me abalar com toda essa pressão? Flávia de Melo Carvalho, 19 anos
Manter o otimismo e seus objetivos acima de tudo. Apesar de não ser fácil, com dedicação e esforço, sem perder o foco, é possível superar este obstáculo.

 

 
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