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Guia VEJA de Profissões

VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.

Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:

Fonoaudiologia Fisioterapia Arquitetura e urbanismo
Psicologia Marketing Engenharia de alimentos
Jornalismo Enfermagem Odontologia
Ciência da computação Engenharia civil Pedagogia
Design de games Engenharia elétrica Publicidade
Direito (advocacia) História Relações públicas
Direito (magistratura) Letras Turismo
Economia Medicina Veterinária
Educação física Nutrição Agronomia

As demais serão publicadas nas próximas semanas.

GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país

Fisioterapia
Nome / idade: Carlos Marcelo Pastre, 34 anos
Formação / ano: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em 1996
Ocupação atual: Professor do Departamento de Fisioterapia da FCT/Unesp | Presidente Prudente
Destaques da carreira:
  • pós-doutorado em ciências da saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
  • consultor em fisioterapia da Confederação Brasileira de Atletismo

Respostas

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
5. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
6. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
7. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
8. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
9. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
10. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
11. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
12. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
13. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
14. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
15. Eu me identifiquei muito com este curso, mais pelo lado da reabilitação. Porém, não conheço outras áreas em que poderia atuar. Você poderia me explicar melhor as diversas áreas em que um fisioterapeuta pode atuar? Infinitas são as pessoas que já me disseram que o mercado de trabalho, em fisioterapia, é fraco. Isso é verdade?
16. No curso de fisioterapia, eu poderia me especializar em pesquisas de novos tratamentos fisioterápicos? Ou em pesquisas de métodos curativos?

1. Descreva um dia da sua rotina profissional
A rotina de um professor universitário é bem diferente da rotina de um profissional clínico, que, por sua vez, é bem diferente da de um profissional de campo. A jornada de trabalho diária é, em média, de 8 horas, mas pode flutuar de acordo com a função. O professor deve exercer atividades de ensino, pesquisa e extensão à comunidade durante a semana de trabalho. O clínico permanece em ambiente de tratamento (clínica, consultórios, hospitais, academias e outros). Já o profissional de campo atua no ambiente esportivo e/ou laboral, no sentido de otimizar performance, prevenir lesões e prestar pronto atendimento em caso de lesões.

2. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
O fisioterapeuta necessariamente interage com outras pessoas: pacientes e outros profissionais da área de saúde ou esporte. A atividade multiprofissional ocorre no sentido de garantir o restabelecimento pleno e integral dos pacientes assistidos e caracteriza-se por discussões de casos clínicos que resultam em estratégias conjuntas para soluções de problemas.

3. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Existem campos da fisioterapia que necessitam da presença do fisioterapeuta aos fins de semana, como nos atendimentos hospitalares (plantões) ou no meio esportivo (competições esportivas). A frequência é variada e depende normalmente de calendários e escalas previamente estabelecidos.

4. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
O profissional da área de fisioterapia forma-se autônomo e, assim, se fizer a opção, pode fazer seus próprios horários de trabalho. Contudo, quando há algum vínculo com instituições, via de regra, deve-se respeitar os horários estabelecidos.

5. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Esta é uma questão muito pessoal. No meu caso, iniciei como integrante de comissão técnica de uma equipe esportiva. Trabalhei em quatro equipes antes de iniciar na carreira docente. Penso que a estabilidade é boa no sentido de projeções futuras. Contudo, é importante estar satisfeito e, ao mesmo tempo, ter desafios no local de trabalho para que sempre haja motivação em suas ações profissionais.

6. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
É imperativo que haja atualização constante. Atualmente, existem revistas com artigos completos disponíveis on-line e sem custos pela internet. Tais periódicos sempre trazem informações atuais e relevantes para a área. Deve ser rotina do profissional acessar tais informações. Cursos de especialização e atualização são boas opções. Contudo, deve-se observar sempre a tradição da instituição que oferece e a qualidade dos profissionais que ministram. Sobre o idioma, a língua inglesa é um diferencial para o profissional, tanto para comunicação como para leitura de artigos da área.

7. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
Acho que a baixa valorização profissional no início de carreira. A profissão pode oferecer muito mais do que se oferece em retorno.

8. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
Bons profissionais, de forma geral, são muito bem valorizados, havendo um reconhecimento progressivo na medida em que seu potencial é notado.

9. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
O fisioterapeuta gradua-se autônomo, mas pode trabalhar como empregado também.

10. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
Para ter destaque na área o profissional precisa ter iniciativa, interesse e curiosidade.

11. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
O mercado mudou bastante de uns anos para cá. Houve criação de cursos novos e formaram-se mais profissionais do que o mercado pode absorver com tranquilidade. Contudo, há um aspecto importante a ser considerado. Novas perspectivas são criadas a cada dia e há uma tendência positiva no sentido de o mercado absorver de maneira mais confortável os futuros fisioterapeutas.

12. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
Não há um maior desafio genérico. Creio que há desafios diários. Cada paciente deve ser encarado como um novo desafio. Isso é um exercício de responsabilidade.

13. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
Raciocínio: capacidade de buscar a relação causa x efeito.

14. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
Aparentemente, após cinco anos de formado, o profissional consegue atingir um bom nível de maturidade e, simultaneamente, a estabilidade pode ser conseguida.

15. Eu me identifiquei muito com este curso, mais pelo lado da reabilitação. Porém, não conheço outras áreas em que poderia atuar. Você poderia me explicar melhor as diversas áreas em que um fisioterapeuta pode atuar? Infinitas são as pessoas que já me disseram que o mercado de trabalho, em fisioterapia, é fraco. Isso é verdade? Isabela Dantas Moura, 19 anos
Sobre o mercado, conforme descrevi acima, ele não é tão confortável atualmente. Contudo, há uma tendência de melhora devido às amplas possibilidades de inserção. Na minha visão, independente de mercado, profissionais que se destacam sempre terão espaço. Sobre a profissão e suas áreas, vou sugerir o seguinte site: www.crefito.com.br (Conselho Regional de Fisioterapia) - acesse o link fisioterapia. Nele, você encontrará informações muito completas sobre conceitos e as áreas possíveis de atuação.

16. No curso de fisioterapia, eu poderia me especializar em pesquisas de novos tratamentos fisioterápicos? Ou em pesquisas de métodos curativos? Amanda Cristina Massariolli, 18 anos
O curso de graduação em fisioterapia é amplo como qualquer outro da área de saúde, ou seja, a formação é generalista. Após a conclusão do curso, há possibilidade de especializações em áreas diversas ou cursos de variadas técnicas terapêuticas. Sobre pesquisas, existem hoje cursos de pós-graduação, na área de fisioterapia, específicos para formação de professores e pesquisadores (mestrado e doutorado). Após a conclusão do curso de graduação, você pode estender sua formação para esse campo.

 

 
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