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Guia VEJA de Profissões

VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.

Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:

Fonoaudiologia Fisioterapia Arquitetura e urbanismo
Psicologia Marketing Engenharia de alimentos
Jornalismo Enfermagem Odontologia
Ciência da computação Engenharia civil Pedagogia
Design de games Engenharia elétrica Publicidade
Direito (advocacia) História Relações públicas
Direito (magistratura) Letras Turismo
Economia Medicina Veterinária
Educação física Nutrição Agronomia

As demais serão publicadas nas próximas semanas.

GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país

Engenharia Elétrica
Nome / idade: Alberto Furtado Scodiero Júnior, 37 anos
Formação / ano: Escola Politécnica da USP (Poli-USP), em 1996
Ocupação atual: Especialista em telecomunicações da empresa de telefonia Claro
Destaques da carreira:
  • desenvolveu redes de celulares no Brasil e no México
  • atuou em empresas como Ericsson e TIM

Respostas

1. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
2. Você trabalha nos fins de semanas? Com que freqüência?
3. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
4. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
5. É necessário se atualizar de forma permanente?
6. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
7. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
8. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
9. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
10. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
11. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
12. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
13. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
14. Eu queria saber em quais campos se pode atuar e como é o dia-a-dia de um engenheiro elétrico.
15. Gostaria de saber se, como engenheiro elétrico, posso me especializar em alguma área de energia, como por exemplo a solar.
16. Para mim, alguns cursos como mecatrônica, engenharia eletrônica, engenharia elétrica, engenharia de teleinformática etc. são a mesma coisa. Queria uma opinião mostrando as diferenças principais entre esses cursos e outros que possam ter alguma relação com essa área.

1. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
O meu trabalho, como em outras áreas da engenharia, faz parte de um processo. Neste sentido, mesmo quando executo atividades isoladamente, interajo com meus predecessores, clientes internos ou prestadores de serviço que executam meus projetos ou as ações resultantes das minhas análises. Mas é natural na área de engenharia de rádio frequência que muitas atividades típicas do engenheiro sejam realizadas através de um grupo de profissionais com o mesmo tipo de especialidade ou com capacitações ligeiramente diferentes, ou seja, a interação pessoal é diária e constante.

2. Você trabalha nos fins de semanas? Com que freqüência?
Isto depende da etapa de projeto em que a atividade do engenheiro de rádio frequência esteja inserida. Em situações de "startup" de novas redes celulares, por exemplo, é muito comum um nível de atividade muito intenso e fins de semana ocupados com o trabalho. Mas isso não é a regra e, em geral, não é necessário trabalhar nos fins de semana. Entretanto, o mercado de telefonia celular no Brasil é bastante competitivo e o profissional que pretende ingressar nesta área deve estar preparado para responder a altas demandas e trabalhar sob pressão.

3. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
O engenheiro, embora seja considerado um profissional liberal, normalmente executa sua função trabalhando em empresas, seja como funcionário cujo contrato é regido pela CLT ou como consultor autônomo. Portanto, deve seguir a diretriz de dedicação horária especificada em seu contrato. Algumas empresas permitem flexibilidade de horários e até atuação em "home office". No meu caso, especificamente, tenho horário flexível.

4. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Essa estratégia depende muito das oportunidades que surgirem. Mas é importante ter paciência no início da carreira e não esperar ascensões meteóricas, porque isso não é a regra e, sim, a exceção. Não acho que se deva trocar de empresa apenas para experimentar uma nova, mas, sim, quando as perspectivas forem realmente melhores do que a atual. Uma mudança de emprego implica em sair da sua zona de conforto, restabelecer-se na nova organização, integrar-se à nova equipe e construir novamente sua imagem no novo ambiente. Há que se pesar sempre todos esses aspectos.

5. É necessário se atualizar de forma permanente?
Manter-se atualizado é importante em qualquer área do conhecimento. A atuação na área de tecnologia exige não apenas estar atualizado, mas também estar preparado para reciclar quase que totalmente o conhecimento acumulado em tecnologias em constante substituição. Existem cursos de especialização voltados para esse tipo reciclagem tecnológica. Treinamentos são oferecidos pelas empresas desenvolvedoras de tecnologia, mas é importante ser bastante autodidata para se manter atualizado. Com respeito a línguas estrangeiras, obviamente que o domínio do inglês é fundamental. As empresas que atuam globalmente utilizam o inglês como língua oficial internamente. Muitas consideram o mercado brasileiro inserido dentro de unidades de negócio da América Latina, portanto se comunicar em espanhol também é importante.

6. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
Não guardo decepções na minha profissão. A gama de possibilidades que se abre ao engenheiro ao longo de sua carreira é bastante grande, dando pouco espaço para decepções.

7. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
A diversidade de campos de atuação é bastante grande, o que possibilita ao engenheiro elétrico escolher aquilo que mais lhe agrada.

8. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
Sim, é possível trabalhar como autônomo, atuando como consultor ou empreender seu próprio negócio, seja como desenvolvedor de tecnologia ou como prestador de serviços de engenharia.

9. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
O engenheiro deve ser bastante analítico e pragmático. É necessário ser curioso e observador. Deve ter conhecimento técnico profundo e saber aplicá-lo com criatividade para desenvolver as melhores soluções aos desafios que lhe são impostos. Deve ter método em suas ações, porém, sem excessos para manter-se eficiente. Deve estar sempre disposto ao estudo para se manter atualizado.

10. Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
Ainda existe muito espaço para o setor de telecomunicações crescer no Brasil. A consolidação do mercado de telefonia móvel e fixa ainda está em evolução após apenas 10 anos da privatização do sistema Telebrás. Considerando a telefonia móvel, os avanços tecnológicos têm aberto novas formas de exploração do mercado e a banda larga móvel deverá crescer muito nos próximos anos, trazendo oportunidades para o engenheiro elétrico em toda a cadeia produtiva do setor.

11. Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
Creio que o maior desafio seja ser eficiente nas soluções demandadas ao engenheiro. Eficiência implica obter soluções de execução viável, de baixo custo e com a urgência necessária.

12. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?

O engenheiro deve utilizar seu conhecimento técnico em algo prático e viável. Considero essa a principal habilidade ao exercício da profissão.

13. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
Assim como em outras carreiras, na engenharia não se alcança estabilidade, pois a evolução é constante e até necessária. Há sempre algo novo a ser desenvolvido, estudado, aprendido e executado.

14. Eu queria saber em quais campos se pode atuar e como é o dia-a-dia de um engenheiro elétrico. Rafael de Matos Moraes, 18 anos
A engenharia elétrica compreende as áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, microeletrônica, computação, telecomunicações e automação elétrica. O seu dia-a-dia pode ser consideravelmente diferente nessas áreas, sobretudo porque o campo de atuação é vasto, com espaço para áreas típicas de engenharia como desenvolvimento de produtos ou projetos e outras como pré-vendas, pós-vendas, qualidade, operações etc.

15. Gostaria de saber se, como engenheiro elétrico, posso me especializar em alguma área de energia, como por exemplo a solar. Lucas Cruz Sousa, 17 anos
Sim. Geração e distribuição de energia elétrica estão entre as atribuições do engenheiro elétrico. Energia solar é um das áreas de pesquisa em geração de energia na qual este profissional pode se especializar.

16. Para mim, alguns cursos como mecatrônica, engenharia eletrônica, engenharia elétrica, engenharia de teleinformática etc. são a mesma coisa. Queria uma opinião mostrando as diferenças principais entre esses cursos e outros que possam ter alguma relação com essa área. Érika Braga Diniz Bezerra, 17 anos
Normalmente, os cursos de engenharia contemplam um ciclo básico de formação em exatas com disciplinas de cálculo e física. Diferenciam-se depois pela finalidade das áreas. A engenharia elétrica destina-se ao desenvolvimento de sistemas que se utilizam da transformação de energia elétrica para cumprir suas finalidades. Já a engenharia mecatrônica, como habilitação específica da engenharia mecânica, destina-se ao desenvolvimento de sistemas mecânicos controlados eletronicamente, destinados aos mais diversos fins, mas principalmente industriais.

 

 
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