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Guia VEJA de Profissões
VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.
Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:
As demais serão publicadas nas próximas semanas.
• GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país
| Engenharia de Alimentos |
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Nome / idade: Jefferson Aparecido da Costa, 38 anos
Formação / ano: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1998
Ocupação atual: Gerente de desenvolvimento de produtos da Parmalat
Destaques da carreira:
- atuou em empresas como Gessy Lever e Fleischmann e Royal
- especialização em gestão estratégica de empresas na Unicamp
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Respostas
1. Em
que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
Como trabalho com desenvolvimento de produtos, preciso interagir com vários
departamentos da empresa, principalmente com industrial, marketing, suprimentos
e qualidade. Existem atividades específicas, como elaboração
de um novo produto, que é feita, de fato, pela minha equipe, mas as outras
áreas também têm o seu papel: suprimentos precisa solicitar
amostras dos ingredientes para o fornecedor; industrial precisa testar o produto
na fabrica; o marketing precisa definir como os clientes querem o produto etc.

2. Você
trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Raramente trabalho nos fins de semana, apenas quando preciso fazer algum
teste e a planta da fábrica está totalmente ocupada.

3.
Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Não. Eu não preciso bater ponto, mas preciso cumprir as oito
horas de trabalho.

4.
Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
Vou detalhar um pouco mais o trabalho em empresas, onde tenho experiência.
Com a formação em engenharia de alimentos, há varias oportunidades
dentro da empresa, como áreas de produção, qualidade, desenvolvimento
e engenharia e existem ainda oportunidades na área comercial de ingredientes
também.

5.
Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias
empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
O importante na vida é ser feliz. Então, se você estiver
no seu primeiro emprego e estiver realizado e motivado, não precisa mudar
de área. Só acho interessante mudar de emprego se não temos
mais nenhuma motivação para acordar e ir trabalhar.

6.
É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Hoje em dia temos que estar sempre nos atualizando, independente da profissão.
Se você estiver numa área especifica, tem que se aprofundar nela
até se tornar o melhor. Pós-graduação, hoje em dia,
não é mais um diferencial, e sim uma exigência. Inglês
e espanhol também são pré-requisitos para a área.

7.
O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
Não tive nenhuma decepção até o momento, pois
eu gosto muito da minha profissão.

8.
E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
A utilização de vários conceitos e ensinamentos aprendidos
na universidade no meu dia-a-dia.

9.
É possível trabalhar como autônomo ou empresário
na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como
empregado?
Hoje em dia, a maioria trabalha como empregado, mas existem profissionais
que trabalham como consultores e outros que atuam como empresários na
área de alimentação.

10. Na
sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa
área?
Como a atuação do engenheiro de alimentos é bastante
ampla, o perfil do profissional é bastante diversificado. Há espaço
para o tímido, o curioso, o extrovertido, entre outros. Mas como a profissão
começa na universidade, o engenheiro de alimentos tem que ter afinidade
com matemática, química e física.

11.
Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
O maior desafio é atender os desejos do mercado consumidor, desenvolvendo
um produto com qualidade, além de custo competitivo e garantia de praticidade
no dia-a-dia do consumidor.

12. Qual
habilidade é a mais útil e necessária para o exercício
da profissão?
A mais importante é o bom-senso, mas também é importante
ser comunicativo, curioso e ter o domínio do conhecimento técnico.

13. Quanto
tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade"
na sua carreira?
Se considerarmos que estabilidade financeira é ter carro, casa e
dinheiro para aproveitar as férias sem precisar de ajuda dos pais, podemos
falar em seis anos. Foi o que demorei para chegar neste patamar.

14. Gostaria
de saber sobre a inserção no mercado de trabalho. Guiomar
Fernanda Peixoto, 27 anos
A área de alimentos é um mercado que sofre menos nos momentos
de crise. De qualquer forma, para facilitar a sua inserção, é
preciso se preparar muito bem e também participar de empresas do tipo
junior ou centros acadêmicos durante a faculdade.

15. Pretendo
cursar engenharia de alimentos e tenho curiosidade de saber qual é a
rotina de um profissional da área. Angelice Fernandes Mesquita,
17 anos
Isso depende da área de atuação. Posso descrever as
atividades que realizo na área de desenvolvimento da Parmalat: teste
de novas fórmulas de produtos no laboratório e na fábrica;
pesquisas de novos ingredientes e processos; contatos com fornecedores; elaboração
das informações dos rótulos dos produtos; elaboração
dos procedimentos de fabricação; mapeamento dos concorrentes.
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