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Guia VEJA de Profissões
VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.
Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:
As demais serão publicadas nas próximas semanas.
• GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país
| Enfermagem |
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Nome / idade: Crystina Aoki, 37 anos
Formação / ano: Universidade de São Paulo (USP), em 1995
Ocupação atual: Coordenadora de estudos clínicos no Serviço de Oncologia do Litoral e Hospital Santa Izabel, em Salvador (BA)
Destaques da carreira:
- atuou nos serviços de oncologia, quimioterapia e unidades de transplante de medula óssea nos hospitais das Clínicas (FMUSP), AC Camargo e Sírio-Libanês, em São Paulo
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Respostas
| 1. Descreva um dia da sua
rotina profissional |
| 2. Em que medida você interage
com outras pessoas durante o seu trabalho? |
| 3. Você trabalha nos fins
de semanas? Com que frequência? |
| 4. Você pode fazer o seu
próprio horário de trabalho? |
| 5. Ao entrar no mercado de
trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer
em um único emprego? |
| 6. É necessário se atualizar
de forma permanente na sua profissão? |
| 7. O que mais o decepcionou
no exercício da profissão? |
| 8. E o que mais o agradou/surpreendeu
de forma positiva? |
| 9. É possível trabalhar como
autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre
como empregado? |
| 10. Na sua opinião, qual
é o perfil ideal para um profissional dessa área? |
| 11. Qual é a perspectiva
para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos? |
| 12. Qual é o maior desafio
para o exercício da sua profissão? |
| 13. Qual habilidade é a
mais útil e necessária para o exercício da profissão? |
| 14. Quanto tempo leva até
você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira? |
| 15. Quais são os melhores
polos de mercado de trabalho e como sair na frente? |
| 16. Quais os ramos da enfermagem
possuem déficit de profissionais? |
| 17. Você acredita que o
enfermeiro hoje tem espaço e respeito na sociedade? |
| 18. Faço enfermagem e adoro,
mas sofro muito nos estágios em hospital, fico muito triste em ver o sofrimento
das pessoas, e tento ajudá-las da melhor forma. Ainda assim, quero me especializar
em pediatria. A senhora acha que é uma boa escolha, tem alguma área para
me indicar? |
| 19. Gostaria de saber quais
áreas de enfermagem são mais bem remuneradas e quais são as perspectivas
para um recém-formado? |
| 20. Ao contrário de um médico,
as enfermeiras têm um contato mais direto com os pacientes. Isso torna mais
difícil o trabalho de uma enfermeira, ou facilitam os cuidados? |
1.
Descreva um dia da sua rotina profissional
Na rotina hospitalar, existem plantões de seis e oito horas, além
do noturno. O primeiro inicia-se às 7h e vai até às 13h;
o segundo vai das 13h às 19h e o noturno, das 19h às 7h do dia
seguinte. Chega-se sempre 15 minutos antes na unidade para receber o plantão
da equipe de enfermagem do turno anterior e, depois, para passar o plantão
para o turno posterior. Nessa passagem, há uma troca de informações
sobre todos os pacientes sob responsabilidade da equipe e as intercorrências
daquele período. Também se informam pendências para que
haja continuidade no tratamento e cuidados aos pacientes. Existe uma escala
de atividades diária divisão entre cada técnico
e auxiliar de enfermagem de acordo com o julgamento do enfermeiro-líder
da equipe, das atividades relacionadas a cada cliente. O enfermeiro também
é responsável direto por alguns cuidados e pela avaliação
de todos os clientes sob sua responsabilidade. O registro de informações
em prontuário, como anotação e evolução de
enfermagem, diagnósticos e condutas de enfermagem também fazem
parte da rotina diária de um enfermeiro, assim como a comunicação
com a equipe médica e outros profissionais da equipe de saúde.
A rotina não muda muito, mas existem peculiaridades de cada unidade hospitalar
como UTI, semi-intensiva, internação, ambulatórios, diagnósticos,
hospital-dia, transplantes, quimioterapia, pediatria. Atualmente, não
tenho uma rotina fixa, pois trabalho com pesquisa clínica. Meu dia começa
com o atendimento aos pacientes selecionados para o tratamento especificado
no protocolo clínico. Após este atendimento, faço as atividades
relacionadas ao registro das informações coletadas.

2.
Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
Existe muita interação com os outros profissionais da equipe
de saúde, como médicos, outros enfermeiros, psicólogos,
farmacêuticos. O trabalho é totalmente integrado e uma área
depende da outra para que o atendimento ao cliente seja completo e uniforme.

3.
Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Como trabalho com pesquisa clínica, não trabalho nos fins
de semana e feriados. Mas enquanto enfermeira assistencial, cumpria escala de
plantão e, com isso, alguns fins de semana eram de trabalho.

4. Você
pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Atualmente posso fazer minha escala de trabalho, desde que todos os pacientes
sejam atendidos no período determinado pelo protocolo clínico.
Isso ocorre sempre nos dias de semana.

5. Ao
entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas
de início ou já se estabelecer em um único emprego?
Acredito que seja melhor escolher uma área de atuação
de maior afinidade e então estabelecer-se um uma unidade de atendimento
que tenha o perfil escolhido. Manter-se no mesmo emprego implica alinhamento
com a empresa, o que só acontece se o profissional estiver satisfeito.

6. É
necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Sim, é imprescindível a atualização profissional
constante. Pós-graduação em áreas afins, como áreas
técnicas específicas (pediatria, quimioterapia, auditoria, por
exemplo) também são importantes e diferenciam os profissionais
que já estão no mercado. O conhecimento de outras línguas
ajuda no entendimento de conceitos técnicos que, muitas vezes, não
estão disponíveis em nossa língua e também é
fator de diferenciação profissional.

7.
O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
Como em todas as profissão, existem os aspectos positivos e negativos.
A falta de coesão entre os enfermeiros é o que mais me chamou
a atenção.

8. E
o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
O que mais me surpreendeu foi a diversidade de áreas de atuação
do enfermeiro. Sua formação permite atuar desde áreas conhecidas,
como o atendimento hospitalar e pesquisas científicas, até áreas
sem contato direto com pacientes, como auditoria.

9.
É possível trabalhar como autônomo ou empresário
na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como
empregado?
Sim, é possível trabalhar como autônomo ou empresário
prestando serviços à empresas especializadas em atendimento médico,
consultorias, auditorias.

10.
Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa
área?
A atuação profissional deve estar alicerçada em princípios
éticos e morais aliados à competência técnica. E,
também, que como em qualquer outra área, o profissional tem que
ser dedicado e gostar do que faz.

11.
Qual é a perspectiva para esse mercado daqui a 5 ou 10 anos?
A expectativa é de que haja aumento no número de profissionais
no mercado de trabalho, o que faz necessária a atualização
técnico-científica para que haja diferenciação entre
eles.

12.
Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
O desafio é vencer barreiras relacionadas à inserção
no mercado de trabalho e também conciliar o tempo entre as atividades
profissionais e pessoais.

13.
Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício
da profissão?
Habilidade em manter coesas as várias pessoas da equipe e também
habilidade em comunicar-se de forma adequada e clara com as várias pessoas
que fazem parte da rotina do enfermeiro.

14.
Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade"
na sua carreira?
Podem-se passar alguns anos até que se sinta esta "estabilidade"
financeira e profissional. Mas isso depende do tipo de área e do tipo
de empresa em que se atua.

15.
Quais são os melhores polos de mercado de trabalho e como sair na frente?
Adriana Gomes, 37 anos
Acredito que a área hospitalar ainda é a que mais emprega,
mas não devemos desconsiderar a indústria farmacêutica e
de auditoria.

16.
Quais os ramos da enfermagem possuem déficit de profissionais? Armano
Lennon, 18 anos
A área de auditoria, indústria farmacêutica e de pesquisa
clínica podem acolher uma grande quantidade de profissionais enfermeiros
que têm em sua formação conhecimentos técnicos imprescindíveis
para uma atuação competente.

17. Você
acredita que o enfermeiro hoje tem espaço e respeito na sociedade? Estela
Amorim, 19 anos
Cada vez mais o profissional enfermeiro tem seu trabalho reconhecido e respeitado.
Através da atuação em várias frentes de trabalho,
sua inserção na sociedade vem se tornando cada vez mais sólida
e positiva.

18. Faço
enfermagem e adoro, mas sofro muito nos estágios em hospital, fico muito
triste em ver o sofrimento das pessoas, e tento ajudá-las da melhor forma.
Ainda assim, quero me especializar em pediatria. A senhora acha que é
uma boa escolha, tem alguma área para me indicar? Cecília
Ruas Brandão, 20 anos
A compaixão faz parte da profissão e isso pode nos mover em
direção a um atendimento humanizado e especializado. A pediatria
é uma área importante da enfermagem e pessoas com perfil para
esse tipo de atendimento são extremamente necessárias. O importante
é o direcionamento dessa característica pessoal para uma direção
saudável e não prejudicial para o profissional.

19. Gostaria
de saber quais áreas de enfermagem são mais bem remuneradas e
quais são as perspectivas para um recém-formado? Wellington,
20 anos
Um recém-formado tem ótimas chances na área hospitalar,
onde há uma maior chance de ser empregado. A melhor remuneração
depende do tipo de atuação e do foco de especialidade do profissional.

20. Ao
contrário de um médico, as enfermeiras têm um contato mais
direto com os pacientes. Isso torna mais difícil o trabalho de uma enfermeira,
ou facilitam os cuidados? Vivian Kamikata, 19 anos
Acredito que facilita enormemente. Os cuidados aos pacientes dependem de
aspectos técnicos e muito do que a própria pessoa cuidada necessita.
E essa interação com pacientes e familiares acontece de forma
mais intensa com os profissionais de enfermagem, que são aqueles que
têm maior tempo de contato com o paciente.
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