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Guia VEJA de Profissões
VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.
Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:
As demais serão publicadas nas próximas semanas.
• GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país
| Ciência da Computação |
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Nome / idade: Jeferson Valadares, 33 anos
Formação / ano: Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1999
Ocupação atual: Diretor de criação da Electronic Arts (EA), produtora e distribuidora de jogos de computador
Destaques da carreira:
- mestrado em ciência da computação pela UFPE
- atuou como diretor de criação da Jynx Playware e produtor da Cinemaware, empresas que desenvolvem jogos eletrônicos
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Respostas
1. Descreva
um dia da sua rotina profissional
Trabalho normalmente cerca de oito ou nove horas por dia. Começo lendo e-mails
e fazendo uma lista do que tenho que fazer naquele dia. Geralmente, temos uma
reunião de equipe de uns 15 ou 30 minutos, para checar se tudo esta andando
bem, se alguém precisa de ajuda etc. Além disso, os dias mudam bastante: durante
uma semana tenho reuniões individuais com as pessoas que se reportam a mim,
reuniões de equipe e reuniões com os desenvolvedores externos. Boa parte do
meu trabalho é de comunicação. E-mail, telefone e videoconferência são ferramentas
muito utilizadas. Também passo algum tempo revendo documentação, escrevendo
apresentações e relatórios ou jogando as ultimas versões dos jogos que estamos
desenvolvendo.

2. Em
que medida você interage com outras pessoas durante o trabalho?
Tudo o que eu faço envolve um grupo de pessoas de diversas formações ("cross-functional
teams"). Temos especialistas em diversos assuntos, que são reunidos para desenvolver
um determinado jogo. Esses grupos, geralmente, contêm gente de diversos países,
o que dificulta a comunicação - uma vez que há diferenças de fuso-horário. A
maior parte da interação é por e-mail, mas telefone, videoconferência e encontros
face-a-face também são utilizados, quando possível. Eu viajo mais ou menos uma
vez por mês para visitar algum desses grupos.

3. Você
trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Trabalho nos fins de semana, mas não é frequente. Geralmente, consigo resolver
tudo durante a semana. Eu gosto de preservar os fins de semana para descansar
e para resolver assuntos pessoais - tanto os meus como os das pessoas que trabalham
para mim.

4. Você
pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Fazer jogos é uma tarefa de equipe, então é importante que todos estejam no
escritório mais ou menos na mesma hora. O que costumamos fazer é estabelecer
um intervalo em que todos têm que estar no escritório e deixar a cargo de cada
um possíveis alterações: quem quer chegar um pouco mais tarde (e sair mais tarde),
ou chegar mais cedo (saindo mais cedo).

5. Assim
que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
A área de computação tem muitos caminhos. Você deve procurar o que mais lhe
interessa e correr atrás. Eu fiz mestrado logo apos a graduação e acho que foi
uma boa. Mas, hoje em dia, não penso em continuar a carreira acadêmica, pois
estou feliz no meu trabalho.

6. Ao
entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início
ou já se estabelecer em um único emprego?
Eu acho que no começo é bom experimentar ao máximo, principalmente se você esta
infeliz com o seu trabalho. Mas se você achou um lugar de que gosta, e onde
o seu trabalho é reconhecido, deixá-lo apenas para ter outra experiência pode
ser bobeira.

7. É
necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Em computação, é impossível sobreviver sem o inglês. Sobre pós-graduação, eu
recomendo um mestrado - a despeito do assunto, o processo ajuda você a se organizar
e decidir se gosta do trabalho acadêmico ou se prefere trabalhar em empresas.
Além disso, ficar por dentro da área é importantíssimo, lendo jornais e revistas
da área, ir a conferências - tudo isso vale a pena.

8. O
que mais o decepcionou no exercício da profissão?
Difícil dizer. Gosto muito do que faço.

9. É
possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência
é continuar sempre como empregado?
É possível, sim, ser autônomo. Só depende do seu estilo - tem gente que gosta
de trabalhar em grandes corporações, enquanto outros preferem empresas pequenas
ou atuar como freelancer. Essa área suporta tudo muito bem, principalmente no
exterior.

10.
Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
Bom "resolvedor" de problemas, aprendizado rápido, capacidade de se adaptar
a novas situações. Como a área muda sempre, é importante que nós não sejamos
apenas executores, mas também capazes de entender por que fazemos uma tarefa
de um determinado jeito. Isso nos possibilita a adaptação necessária quando
as inevitáveis mudanças chegam.

11.
Qual é o maior desafio para o exercício da sua profissão?
Saber gerenciar seu tempo, balanceando as demandas profissionais e as necessidades
pessoais - ao mesmo tempo, você tem que desenvolver seu trabalho com excelência
e se manter atualizado sobre o que esta acontecendo.

12.
Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
A capacidade de se reciclar.

13.
Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na
sua carreira?
Depende. Imagino que um prazo entre 5 e 10 anos seja suficiente para você mostrar
por meio de seu currículo e da sua experiência que é um profissional sólido.

14.
Qual é o mercado desst profissão? Está saturado? Quais são as possibilidades
para quem está começando agora?
Mesmo quando não há experiência, o mercado sempre oferece possibilidades para
quem demonstra potencial e entusiasmo.

15.
Podemos confiar nos cursos oferecidos pela internet nessa área? Franciso
Pereira de Lima, 44 anos
O interessado pode aprender muita coisa sozinho nesta área. Contudo, é importante
ter uma boa base. Eu sugiro ao menos uma graduação em uma universidade forte
pra começar: a partir daí, tanto auto-aprendizado como outros tipos de curso
são mais úteis.
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