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Guia VEJA de Profissões

VEJA.com recrutou 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para ajudar você a resolver um dilema: qual carreira seguir. Eles responderam questões da redação e também dos internautas, com o objetivo de esclarecer como é o dia-a-dia de suas áreas, quais as habilidades requeridas por suas atividades e as perspectivas de mercado para os próximos anos, entre outros temas.

Confira as respostas dos vinte primeiros profissionais, das seguintes carreiras:

Fonoaudiologia Fisioterapia Arquitetura e urbanismo
Psicologia Marketing Engenharia de alimentos
Jornalismo Enfermagem Odontologia
Ciência da computação Engenharia civil Pedagogia
Design de games Engenharia elétrica Publicidade
Direito (advocacia) História Relações públicas
Direito (magistratura) Letras Turismo
Economia Medicina Veterinária
Educação física Nutrição Agronomia

As demais serão publicadas nas próximas semanas.

GUIA DO ESTUDANTE: Confira as instituições onde você pode estudar em todo o país

Arquitetura e Urbanismo
Nome / idade: Claudia Pereira Victorelli, 38 anos
Formação / ano: Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1992
Ocupação atual: Professora da Universidade Positivo e proprietária do escritório Claudia Pereira Arquitetura
Destaques da carreira:
  • assinou diversos projetos residenciais em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro
  • exibiu projetos em edições do Casa Cor Paraná, um das principais mostras da área no país

Respostas

1. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
2. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
3. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
4. Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
5. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
6. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
7. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
8. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
9. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
10. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
11. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
12. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
13. Como é o cotidiano de um arquiteto?
14. Como é o mercado de trabalho para quem está ingressando agora?

1. Em que medida você interage com outras pessoas durante o seu trabalho?
Os clientes sempre interagem com o arquiteto no primeiro estudo de qualquer projeto. Além disso, tenho ajuda de uma equipe formada por arquitetos, estagiários e uma assistente geral. O relacionamento entre todos é constante no desenvolvimento e encaminhamento de cada projeto.

2. Você trabalha nos fins de semanas? Com que frequência?
Hoje não mais. Quando tinha uma equipe menor, porém, era eu quem ia para a prancheta finalizar algum trabalho no fim de semana. O que ainda faço aos sábados pela manhã é visitar lojas para escolha de peças para meus clientes.

3. Você pode fazer o seu próprio horário de trabalho?
Sim, posso.

4. Assim que me formo, quais são os caminhos que posso seguir na profissão?
O arquiteto e urbanista pode trabalhar na iniciativa privada ou no setor público. Pode ainda seguir a carreira acadêmica ou ser um profissional liberal, como trabalhar como colaborador em outros escritórios de arquitetura.

5. Ao entrar no mercado de trabalho, é melhor experimentar várias empresas de início ou já se estabelecer em um único emprego?
O certo para um arquiteto é iniciar sua vida profissional ainda durante a faculdade, fazendo estágios em escritórios. É uma excelente oportunidade de conhecer o trabalho de vários profissionais, pois a partir de seis meses de estágio ele já poder mudar de escritório e participar, assim, de diferentes projetos. 

6. É necessário se atualizar de forma permanente na sua profissão?
Atualização é fundamental. Visitas a feiras de materiais, pequenas especializações, pós- graduações, enfim, tudo o que for possível. Saber línguas estrangeiras, como inglês e espanhol, ajudam nas feiras internacionais. 

7. O que mais o decepcionou no exercício da profissão?
A habilidade do arquiteto é sempre questionada por pessoas que julgam já saber o que querem para os seus projetos e pensam que o arquiteto só vai desenhar o que elas já sonharam. Isso desmerece o trabalho. Todos dão palpite. É diferente do que ocorre com um dentista, por exemplo, com quem ninguém discute.

8. E o que mais o agradou/surpreendeu de forma positiva?
A satisfação do cliente é sempre um presente.

9. É possível trabalhar como autônomo ou empresário na sua profissão, ou a tendência é continuar sempre como empregado?
É possível ser autônomo ou empresário. O mercado anda um pouco saturado, mas a partir do momento que aparecem os trabalhos, o profissional pode pensar num negocio próprio. 

10. Na sua opinião, qual é o perfil ideal para um profissional dessa área?
Gostar de se envolver e conhecer a fundo diferentes tipos de pessoas. Além disso, é preciso ter a observação aguçada. 

11. Qual habilidade é a mais útil e necessária para o exercício da profissão?
Saber escutar e respeitar o cliente, ter criatividade e organização.

12. Quanto tempo leva até você conseguir alcançar certa "estabilidade" na sua carreira?
Uns 10 anos, trabalhando com escritório próprio.

13. Como é o cotidiano de um arquiteto? Isabela Azevedo Gontijo, 17 anos
Eu trabalho sete horas por dia. Não há rotina, mas sempre passo pelo escritório, visito alguma obra, algum fornecedor e também o cliente. O computador é muito usado para pesquisas e comunicação.

14. Como é o mercado de trabalho para quem está ingressando agora? Isabela Azevedo Gontijo, 17 anos
Bem competitivo, mas dentro dos escritórios sempre há uma boa oferta de trabalho. A expectativa de crescimento é boa, sempre atrelada à construção civil.

 

 
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