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13 de setembro de 2006
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Filmes

Miguel Barbieri Jr.

Destaque da semana

ESTRÉIAS

ABISMO DO MEDO, de Neil Marchant (The Descent, Inglaterra, 2005). Terror inglês é sinônimo de novidade na área? Aqui, nem tanto. Demoram a engrenar os sustos que tomam de assalto seis amigas esbeltas e esportistas (eis aí um diferencial da fita – o elenco é composto só de beldades). Um ano depois de perder o marido e a filha num acidente, Sarah (Shauna Macdonald) aceita o convite das colegas para se aventurarem por uma caverna a 3 quilômetros abaixo da terra. Lá, elas perdem o caminho da saída. E assustadas ficam quando são ameaçadas por uma raça de seres monstruosos cegos – as criaturas andam como o Gollum e parecem primos pelados dos orcs de O Senhor dos Anéis. Além de muito escura, a fita se estende além da conta. Com Natalie Mendoza e Alex Reid (99min). 16 anos. Circuito a conferir. Estréia prometida para sexta (15).

OS CAVALEIROS DO AR, de Gérard Pirès (Les Chevaliers du Ciel, França, 2005). Aventura. Antes de tudo, vale um aviso: só entre no cinema se curtir cenas aéreas de tirar o fôlego (algo parecido, mas tecnicamente superior, às de Top Gun – Ases Indomáveis). Baseado nos quadrinhos de Jean-Michel Charlier, o diretor francês sabe tirar proveito quando o assunto são peripécias com as velozes máquinas voadoras. Há uma seqüência deslumbrante sobre Paris. Já o roteiro é pífio. Na trama, os pilotos Antoine Marchelli (Benoît Magimel, de A Dama de Honra) e Sébastien Vallois (Clovis Cornillac) estão em treinamento em seus caças quando passam a ser perseguidos por outro avião. Mesmo sob as ordens de abortar a missão, Marchelli acerta o suposto inimigo. Depois de uma lengalenga chatíssima, os pilotos são considerados culpados e afastados da Força Aérea. Obstinado, Marchelli tentará provar sua inocência. Com Géraldine Pailhas (102min). Censura e circuito a conferir. Estréia prometida para sexta (15).

DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS, de Anthony e Joe Russo (You, Me and Dupree, EUA, 2006). Os irmãos Russo conseguiram uma façanha e tanto. Fizeram uma comédia igualzinha a tantas outras, com um diferencial: Owen Wilson pode levar, desde já, o prêmio de mala-sem-alça do ano. Se é ou não o objetivo do enredo, o ator interpreta Randolph Dupree, um cara chato, folgadão e desocupado que, depois de perder o emprego, o carro e o lugar onde morava, pede abrigo na casa de seu grande amigo Carl Peterson (Matt Dillon). Este acabou de casar com Molly (Kate Hudson) e vive às turras com o sogro e chefe (papel de Michael Douglas). A fita, então, sobrevive das trapalhadas de Dupree e dos qüiproquós do casal. Com Seth Rogen (108min). Pré-estréia na terça (12) no Iguatemi Cinemark 3. Censura e circuito a conferir. Estréia prometida para sexta (15).

EL FAVOR, de Pablo Sofovich (El Favor, Argentina, 2004). Comédia. Um filho é tudo o que querem Mora (Bernarda Pagés) e Roberta (Victoria Onetto). Elas vivem juntas e bolam um plano. Roberta vai seduzir Felipe (Javier Lombardo), irmão de Mora, para poder engravidar. Mas tudo se complica com a chegada da noiva do futuro papai (90min). Censura e circuito a conferir. Estréia prometida para sexta (15).

XEQUE-MATE, de Paul McGuigan (Lucky Number Slevin, EUA, 2006). Thriller. Sabe o que é estar no lugar errado e na hora errada? Foi o que aconteceu com Slevin Kelevra (Josh Hartnett). Confundido com uma pessoa que devia uma bolada para mafiosos, o rapaz virou alvo da perseguição de dois inimigos, O Rabino (Ben Kingsley) e O Chefe (Morgan Freeman). Vigiado de perto por um detetive (Stanley Tucci) e por um matador de aluguel (Bruce Willis), Slevin tentará sair da enrascada. Com Lucy Liu (109min). Censura e circuito a conferir. Estréia prometida para sexta (15).

 

EM CARTAZ

ANJOS DO SOL, de Rudi Lagemann (Brasil, 2006). O dramalhão de estréia do diretor gaúcho radicado no Rio de Janeiro teve seu roteiro baseado em pesquisas e reportagens sobre prostituição infantil no Brasil. Embora fique bem clara a intenção da denúncia, o desenrolar da trama esbarra em estereótipos novelescos e assume uma previsibilidade ímpar. É fácil se envolver com a tortuosa trajetória da pequena Maria (a insossa estreante Fernanda Carvalho). Vendida pelos pais, pobres pescadores, a menina é leiloada em um prostíbulo, comprada por um fazendeiro (Otávio Augusto) e, de lá, mandada para vender o corpo à escória de garimpeiros num bordel de quinta categoria, comandado por mãos de ferro por Saraiva (Antonio Calloni). Com Bianca Comparato (a Maria João de Belíssima) e Darlene Glória, que, sumida havia anos da telona, interpreta uma cafetina carioca (92min). 14 anos. Estreou em 18/8/2006. Internacional Guarulhos 15, Osasco Kinoplex 1.

O ARCO, de Kim Ki-duk (Hwal, Coréia do Sul/Japão, 2005). Diretor sul-coreano de Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (2003) e Casa Vazia (2004), Kim Ki-duk é dono de uma filmografia na qual prevalecem os silêncios, a beleza plástica e o andamento minimalista. A trama centra-se em um sexagenário (Jeon Seong-hwang) que sobrevive levando pescadores de Seul para seu velho barco eternamente ancorado em alto-mar. Segundo um diz-que-diz-que, ele teria recolhido das ruas a menina com quem pretende se casar no 17º aniversário dela. A garota (Han Yeo-reum), que nunca mais viu terra firme, um dia se engraça com um estudante a bordo (papel de Seo Si-jeok) e deixa sua inquietude vir à tona. Os dois protagonistas comunicam-se apenas por meio de olhares, ora cúmplices, ora surpresos, ora amargos. Ao radicalizar nesses e noutros aspectos, o realizador fez uma fita original e encantadora (90min). 14 anos. Estreou em 11/8/2006. CineSesc, Gemini 2.

ASSOMBRAÇÃO, de Oxide e Danny Pang (Gwai Wik/Re-Cycle, Hong Kong/ Tailândia, 2006). Nascidos em Hong Kong em 1965, os gêmeos Oxide e Danny Pang são dois dos novos talentos que vêm incrementando o terror asiático atual. Embora o fundo moral melodramático seja dispensável, a fita contém imagens chocantes, cenários surrealistas e efeitos visuais caprichadíssimos. A trama abarca o drama da escritora Ting-Yin (Angelica Lee). Ela se prepara para escrever um livro cujo pano de fundo são as forças sobrenaturais. Por mexer com as coisas do além, Ting-Yin passa a ter visões de uma alma penada que irá conduzi-la a outra dimensão. A partir daí, a fita faz toda a diferença. Sem que recorram a sustos fáceis, os cineastas criaram uma ambiência assustadora, formada por prédios destruídos e zumbis errantes (108min). 12 anos. Estreou em 4/8/2006. Lar Center 1.

BUENA VIDA DELIVERY, de Leonardo Di Cesare (Buena Vida Delivery, Argentina/Holanda/França, 2004). Comédia dramática. Narra-se aqui o encontro de Patricia e Hernán (papéis de Mariana Anghileri e Ignacio Toseli). Ele é um simplório motoboy, que mora sozinho. A bela Patricia trabalha como frentista de um posto de gasolina. Um flerte desajeitado... e Hernán consegue convencer a moça a alugar um quarto em sua casa. Até que, dias depois, os pais e a filha dela aparecem de mala, cuia e um maquinário para fazer churros. O diretor monta um mosaico de tipos que refletem um microcosmo atual da Argentina. Há o entregador de encomendas apático que vive de salário mínimo, a bonitona ambiciosa prestes a fisgar um partidão e, o melhor de todos, o velho guerreiro confiante que aposta no país e... no sucesso do churro argentino (93min). 12 anos. Estreou em 18/8/2006. Gemini 1.

CACHÉ, de Michael Haneke (Caché, França/Áustria/Alemanha/Itália, 2005). Incômodo e dramático suspense. Quem embarcar na provocação e não buscar respostas fáceis para a enigmática trama será recompensado com um grande filme. O cotidiano de George Laurent, um apresentador de programa literário na TV, e de sua mulher (papéis de Daniel Auteuil e Juliette Binoche) é afetado por uma série de fitas de vídeo misteriosas deixadas em sua casa, em Paris. A partir daí, Laurent embarca numa intensa investigação para descobrir o responsável (117min). 16 anos. Estreou em 5/5/2006. Gemini 2.

CAFUNÉ, de Bruno Viana (Brasil, 2005). A exemplo de trabalhos toscos como Preto no Branco, lançado no ano passado, esse draminha de quinta categoria segue à risca o esquema de uma câmera na mão e pouquíssimas idéias na cabeça. O diretor carioca pretende enfocar o romance entre Débora (Priscila Assum), garota da classe média do Leblon, com Marquinhos (Lúcio Andrey), consultor de informática que vive de bicos e mora no morro. A família da moça, claro, é contra o relacionamento. Mas a atração entre os dois jovens fala mais alto. É inacreditável que duas salas nobres da cidade abram as portas para exibir uma fita descartável e totalmente esquecível. Com Dilma Lóes (80min). 16 anos. Estreou em 1º/9/2006. CineSesc, Reserva Cultural 2.

CARROS, de John Lasseter (Cars, EUA, 2006). O novo e simpático desenho animado da parceria Disney/Pixar não é tão gracioso quanto Procurando Nemo (2003) e Os Incríveis (2004), dois sucessos anteriores dos estúdios. Por tirar proveito do jeito americano de curtir as quatro rodas, deve encantar mais às crianças grandinhas e aos adultos. Relâmpago McQueen é o possante corredor de stock car que está entre os três maiores da categoria. Vaidoso, cheio de si, ele vai à Califórnia disputar uma final quando um incidente o empurra da estrada principal para um vilarejo esquecido no deserto. Lá, conhece os mais variados e estranhos exemplares automobilísticos (116min). Livre. Estreou em 30/6/2006. Cópias dubladas. Anália Franco 3, Fiesta 4, Internacional Guarulhos 11, Itaim Paulista 1, Jardim Sul 7, Metrô Santa Cruz 1, Popular.

A CASA DO LAGO, de Alejandro Agresti (The Lake House, EUA, 2006). Drama de suspense. Numa fria manhã de inverno, a doutora Kate Forster (Sandra Bullock) se despede da casa à beira de um lago que alugou durante anos. Ela está de partida para Chicago e dá instruções ao novo inquilino para que lhe encaminhe a correspondência e conserve o imóvel tão bem quanto ela. Mas o que o arquiteto Alex Wyler (Keanu Reeves) encontra não é nada disso. Construída por seu pai, a casa está suja, maltratada e coberta de ervas daninhas. Quando entra em contato com Kate, um mistério paira no ar. Enquanto Alex vive em 14 de abril de 2004, Kate está adiantada dois anos no tempo (105min). Livre. Estreou em 18/8/2006. Anália Franco 6, Bristol 4, Center Norte 3, Central Plaza 9, Continental 1, Frei Caneca Unibanco 6, Iguatemi Cinemark 1, Interlagos 6, Interlar Aricanduva 6, Internacional Guarulhos 4, Jardim Sul 3, Kinoplex Itaim 4, Market Place Cinemark 6, Metrô Santa Cruz 11, Metrô Tatuapé 2, Morumbi 2, Osasco Kinoplex 7, Penha 3, Raposo 5, Shopping D 1, SP Market 11, Tamboré 2, Villa-Lobos 3.

A CASA MONSTRO, de Gil Kenan (Monster House, EUA, 2006). Steven Spielberg e Robert Zemeckis na produção executiva do desenho animado já é um sinal extra de qualidade – ao menos técnica. Mas a animação vai além disso. Bem-feitinha e indicada às crianças mais crescidas (devido ao leve tempero de terror), a trama cobre a desconfiança de três pré-adolescentes, intrigados com um misterioso casarão da vizinhança. Tipo intratável e hostil, o dono se recusa até a devolver os brinquedos caídos em seu jardim. Quando ele vai parar no hospital, é a deixa para o trio de pequenos detetives investigar o que se passa dentro da casa. Descobrem, entre outras coisas, que ela possui vida própria e engole tudo o que vê pela frente (91min). Livre. Estreou em 1º/9/2006. Dublado: ABC Plaza 5, Anália Franco 2, Boavista 1, Campo Limpo 2 e 5, Center Norte Cinemark 5, Central Plaza 1, Extra Anchieta 3, Frei Caneca Unibanco 4, Interlagos 2, Interlar Aricanduva 10, Internacional Guarulhos 1, Jardim Sul 4, Kinoplex Itaim 2, Lapa Centerplex 2, Market Place Cinemark 3, Metrô Santa Cruz 3, Metrô Tatuapé 7, Osasco Kinoplex 6, Osasco Plaza 3, Pátio Higienópolis 5, Penha 6, Plaza Sul 2, Shopping ABC 1, Shopping D 2, SP Market 8, Tamboré 9, Villa-Lobos 5, West Plaza 3. Legendado: Metrô Santa Cruz 3.

A CIDADE PERDIDA, de Andy Garcia (The Lost City, EUA, 2005). Drama. Nascido em Cuba e radicado nos Estados Unidos desde criança, o ator Andy Garcia dirige uma ficção na qual presta uma frágil e rancorosa homenagem a seu país de origem. Diálogos pífios costuram a trajetória de uma família de classe média alta de Havana (substituída por locações na República Dominicana). Em 1958, descontentes com o governo do ditador Fulgencio Batista, os irmãos Ricardo (Enrique Murciano) e Luis Fellove (Nestor Carbonell) aliam-se aos revolucionários comandados por Fidel Castro e Che Guevara (143min). 14 anos. Estreou em 28/7/2006. Gemini 1.

CLICK, de Frank Coraci (Click, EUA, 2006). Adam Sandler vem se especializando num tipo único – o do sujeito "gente como a gente", às voltas com probleminhas particulares. Não é muito diferente seu personagem nessa comédia irregular. Começa divertida e original a trajetória de Michael Newman (Sandler). Arquiteto workaholic, ele tem pouco tempo para desfrutar a companhia da mulher (Kate Beckinsale) e dos dois filhos. Tudo tende a mudar quando Newman ganha um supercontrole remoto capaz de operar milagres no cotidiano. Enquanto o humor domina a cena, a fita até que agrada. Mas a cartilha do drama moral acaba ganhando espaço em seu terço final (107min). Livre. Estreou em 11/8/2006. ABC Plaza 1, Anália Franco 1, Boavista 5, Bristol 3, Campo Limpo 2, Center Norte Cinemark 2, Central Plaza 10, Extra Anchieta 4, Iguatemi Cinemark 6, Interlagos 7, Interlar Aricanduva 5 e 11, Internacional Guarulhos 7, Jardim Sul 11, Kinoplex Itaim 3, Market Place Cinemark 2, Metrô Santa Cruz 7, Metrô Tatuapé 1, Osasco Kinoplex 1, Pátio Higienópolis 6, Penha 4, Shopping D 4, SP Market 9, Tamboré 4, Villa-Lobos 4.

A DAMA NA ÁGUA, de M. Night Shyamalan (Lady in the Water, EUA, 2006). Shyamalan começou surpreendendo as platéias com O Sexto Sentido e, a partir daí, achou que virou uma marca registrada dos filmes de mistério. A fantasia que propõe aqui não agrada nem empolga. Como se vivesse numa egotrip, fazendo roteiros que só ele próprio consegue decifrar, recorre a uma lenda chinesa de fundo new age. A tal dama da água do título é Story (uma apagada Bryce Dallas Howard, de A Vila, fita anterior do cineasta). Ela surge na piscina de um condomínio e pede ajuda ao zelador de lá, Cleveland Heep (Paul Giamatti). Por intermédio de uma velha coreana, Cleveland descobre que a moça é uma espécie de ninfa dos mares e, perseguida por seres do mal, precisa voltar para casa. A patacoada termina como começa: sem pé nem cabeça e uma grande ponta de decepção. Com Bob Balaban (110min). 10 anos. Estreou em 1º/9/2006. ABC Plaza 6, Bristol 6, Central Plaza 7, Extra Anchieta 2, Frei Caneca Unibanco 2, Iguatemi Cinemark 3, Interlagos 3, Interlar Aricanduva 4, Internacional Guarulhos 2, Jardim Sul 7, Kinoplex Itaim 2, Market Place Cinemark 5, Metrô Santa Cruz 4, Metrópole 2, Osasco Kinoplex 4, Raposo 4, Shopping ABC 4, Shopping D 8, SP Market 1, Tamboré 1.

2046 – OS SEGREDOS DO AMOR, de Wong Kar Wai (2046, China/França/Alemanha/Hong Kong, 2004). Drama. Chow (Tony Leung) é um jornalista que, em 1966, decide escrever um livro de ficção científica. Entre outras mulheres, o rapaz se envolve com uma cortesã (Zhang Ziyi), com a filha do dono do lugar (papel de Faye Wong) e com uma jogadora (Gong Li). O diretor embaralha a ficção do romance com a realidade para confundir a platéia. Embora seja de beleza hipnótica, a fita peca pela frieza e chega a cansar (129min). 14 anos. Estreou em 6/1/2006. HSBC Belas Artes 6.

DOM HÉLDER – O SANTO REBELDE, de Erika Bauer (Brasil, 2004). Nomeado arcebispo de Olinda e do Recife em 1964 e um dos líderes político-religiosos mais importantes da história recente do Brasil, o cearense Hélder Câmara é tema de um documentário (74min). Livre. Estreou em 25/8/2006. HSBC Belas Artes 4.

ELSA E FRED – UM AMOR DE PAIXÃO, de Marcos Carnevale (Elsa y Fred, Espanha/Argentina, 2005). Desde o título, a simpática comédia romântica com personagens (e atores) octogenários deixa clara a referência ao cinema de Federico Fellini (Ginger e Fred). A maior delas, no entanto, é o desejo de Elsa (a uruguaia China Zorrilla, de Conversando com Mamãe) de viajar a Roma para conhecer a Fontana di Trevi e ali imitar a célebre cena de Anita Ekberg e Marcello Mastroianni em A Doce Vida. Enquanto o sonho não se concretiza, ela tenta devolver a alegria de viver ao recém-enviuvado Fred (o espanhol Manuel Alexandre), seu vizinho em Madri (108min). 12 anos. Estreou em 30/6/2006. HSBC Belas Artes 2.

ESPELHO MÁGICO, de Manoel de Oliveira (Portugal, 2005). Drama. Aos 97 anos, o português Oliveira é o diretor mais velho em atividade. E que vitalidade! Embora sua carreira seja construída de altos (Viagem ao Princípio do Mundo, Vou para Casa) e baixos (A Carta, O Convento), é inegável seu apreço por um cinema autoral e sem concessões. Depois do torpedo lançado no original Um Filme Falado, o cineasta deixa-se aqui levar por uma adaptação do romance A Alma dos Ricos, da portuguesa Agustina Bessa-Luís. A narração fluida, artigo raro em sua cinematografia, nos leva a acompanhar a trajetória do jovem Luciano (Ricardo Trepa, neto do cineasta). Saído da prisão, o rapaz encontra emprego por intermédio de seu irmão (David Cardoso) na mansão da ricaça Alfreda (Leonor Silveira). Motorista particular da patroa, Luciano fica a par de seu maior desejo: ter uma aparição de Nossa Senhora. A partir daí, Oliveira faz uma representação do fanatismo católico numa leitura para poucos. Com Luís Miguel Cintra, Michel Piccoli e o brasileiro Lima Duarte (137min). 14 anos. Estreou em 7/9/2006. Cine Bombril 1, Frei Caneca Unibanco 9, Sala UOL.

ESTAMIRA, de Marcos Prado (Brasil, 2005). O documentário tinha tudo para provocar impacto efêmero. Afinal, sua única protagonista é uma maluca que fala pelos cotovelos e sobrevive dos restos de um lixão em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Que nada! Estamira, a personagem, tem tantas nuances psíquicas e um riquíssimo histórico de vida capaz de cativar platéias. O diretor estreante seguiu a sexagenária Estamira de 2000 a 2004. Gravou depoimentos desconcertantes, nos quais ela responde em um dialeto próprio e esbraveja contra Deus e os filhos, responsáveis por sua internação num manicômio com diagnóstico de esquizofrenia. Para sustentar as conversas delirantes num hábitat degradante, o diretor recorreu a belas imagens em preto-e-branco. É como se quisesse extrair do lixo a poesia de um cotidiano desumano e incomum (115min). 10 anos. Estreou em 28/7/2006. Cine Bombril 2.

O HOMEM PODE VOAR, de Nelson Hoineff (Brasil, 2005). Documentário. A única estrela recebida pela fita deve-se, exclusivamente, ao trabalho de pesquisa do jornalista Hoineff, que vasculhou arquivos na França e no Brasil para trazer à tona os primórdios da aviação mundial. Por meio de registros valiosos e inéditos, a fita debruça-se na figura profissional de Alberto Santos Dumont (1873-1932) e suas façanhas aéreas. Narrado de forma acadêmica por Roberto Maya (um dos atores prediletos do cineasta Walter Hugo Khoury), o filme se mostra confuso, em meio a uma tumultuada (e desnecessária) montagem de vaivém no tempo. Embora didático, torna-se repetitivo. Seu formato quadradão cairia melhor num programa do Discovery Channel (cor e p&b, 75min). Livre. Estreou em 25/8/2006. Frei Caneca Unibanco 5.

LEMMING – INSTINTO ANIMAL, de Dominik Moll (Lemming, França, 2005). Além de Caché, em cartaz na cidade, outra fita provocou reações diversas na Mostra BR de Cinema do ano passado. Dirigido pelo alemão Dominik Moll, esse drama segue a linha enigmática do suspense anterior do cineasta, Harry Chegou para Ajudar (2000). Lêmingue é o nome de um pequeno roedor das regiões árticas. Um desses animais vai provocar o entupimento do cano de uma pia em Toulouse, na França. Intrigado com o estranho visitante, o casal Bénédictee e Alain (Charlotte Gainsbourg e Laurent Lucas) também é surpreendido durante o jantar. Nele, o chefe de Alain (André Dussollier) e a mulher deste (a sensacional Charlotte Rampling) têm uma discussão acalorada e insólita que provoca mal-estar entre todos. A partir daí, entra em cena o universo quase surreal do realizador, povoado de comportamentos estranhos e fatos muito, muito inesperados (129min). 14 anos. Estreou em 25/8/2006. Gemini 1.

LUCAS, UM INTRUSO NO FORMIGUEIRO, de John A. Davis (The Ant Bully, EUA, 2006). É inevitável uma comparação com o delicioso desenho animado Formiguinhaz (1998), sobretudo por causa do mesmo hábitat. A animação, bem-feitinha e cativante, não vai decepcionar a criançada. Lucas, um garoto baixinho, é vítima de chacotas dos coleguinhas mais altos. Sua distração, então, consiste em sacrificar os montes de formigueiros que vivem à volta de sua casa. Tudo muda quando uma poção preparada por um mago o transforma num ser minúsculo... e Lucas vai parar justamente dentro de uma colônia de formigas. Em vez de ser morto, o menino acaba sendo perdoado pela rainha e escalado para conviver entre os insetos para aprender seu regrado modo de vida (88min). Livre. Estreou em 7/9/2006. Cópias dubladas. ABC Plaza 10, Anália Franco 8, Boavista 3, Campo Limpo 1, Center Norte 3, Central Plaza 3, Continental 2, Extra Anchieta 9, Iguatemi Cinemark 1, Interlagos 6, Interlar Aricanduva 2, Internacional Guarulhos 3, Jardim Sul 9, Kinoplex Itaim 5, Lapa Centerplex 3, Lar Center 1, Market Place Cinemark 1, Metrô Santa Cruz 8, Metrô Tatuapé 4, Pátio Higienópolis 1, Penha 5, Raposo 1, Santana, Shopping D 6, SP Market 10, Tamboré 2, Villa-Lobos 1, West Plaza 1.

O MAIOR AMOR DO MUNDO, de Cacá Diegues (Brasil, 2006). Depois de alguns desacertos na comédia Deus É Brasileiro (2002), Cacá Diegues reencontrou o rumo do drama numa história emocional, sensível e dolorosamente triste. Em seu 16º longa-metragem, o diretor alagoano radicado no Rio de Janeiro desde criança abraça com fervor a trajetória de Antônio (José Wilker). Astrofísico que mora nos Estados Unidos, ele retorna ao Rio para receber uma homenagem. Está mais interessado, porém, em desvendar sua origem. Com uma doença terminal e pouco tempo de vida, quer saber o paradeiro da mãe biológica. A partir daí, embrenha-se no mundo da Baixada Fluminense, povoado de gente acolhedora e também de pequenos traficantes. Com Taís Araújo, Sérgio Malheiros e Léa Garcia (106min). 16 anos. Estreou em 7/9/2006. ABC Plaza 2, Anália Franco 9, Boavista 2, Bristol 7, Campo Limpo 3, Central Plaza 5, Espaço Unibanco 2, Extra Anchieta 7, Frei Caneca Unibanco 3, HSBC Belas Artes 3, Iguatemi Cinemark 2, Interlagos 8, Interlar Aricanduva 13, Internacional Guarulhos 12, Jardim Sul 2, Kinoplex Itaim 1, Market Place Cinemark 7, Metrô Santa Cruz 9, Metrô Tatuapé 5, Morumbi 4, Osasco Kinoplex 3, Pátio Higienópolis 3, Penha 8, Shopping D 10, SP Market 2, Tamboré 5, Villa-Lobos 2.

MEU IRMÃO QUER SE MATAR, de Lone Scherfig (Wilbur Wants to Kill Himself, Dinamarca, 2002). Diretora dinamarquesa do delicioso Italiano para Principiantes, Lone Scherfig mudou de rumo. Trocou os princípios do Dogma 95, no qual sua fita anterior foi rodada, para filmar em Glasgow, na Escócia, um drama falado em inglês e com elenco britânico. Embora a trama arranque bem, seu desenrolar caminha trôpego. Uma metragem menor não faria nada mal. O Wilbur (Jamie Silves) do título original é um suicida em potencial. Depois de escapar da morte, passa a trabalhar numa creche e viver com seu irmão, Harbour (Adrian Rawlins). Eles são donos de livraria herdada do pai e lá trabalha Alice (Shirley Henderson), que, futuramente, será mulher de Harbour e cultivará uma paixão platônica pelo cunhado. O desfecho surpreendente consegue, ao menos, recuperar o fôlego perdido no meio do caminho (105min). 14 anos. Estreou em 7/9/2006. HSBC Belas Artes 1.

MIAMI VICE, de Michael Mann (Miami Vice, EUA, 2006). Policial. Numa comparação com A Feiticeira e S.W.A.T, longas recentes adaptados de séries de TV, Miami Vice faz bonito. Menos por causa do roteiro pouco inspirado e mais pela direção firme de um cineasta que vem se projetando em Hollywood com títulos como O Informante e Colateral. Michael Mann foi um dos produtores executivos do seriado, que durou de 1986 a 1989, e tinha Don Johnson e Philip Michael Thomas nos papéis principais. Agora esses personagens ressurgem na pele de Jamie Foxx (Ray) e Colin Farrell (Alexandre). Sonny Crockett (Farrell) e Ricardo Tubbs (Foxx) são detetives escalados para uma missão de alto risco: eles vão se passar por traficantes e, assim, tentar desbaratar uma gangue de criminosos do narcotráfico internacional. Com a chinesa Gong Li (134min). 16 anos. Estreou em 25/8/2006. ABC Plaza 7, Anália Franco 3, Campo Limpo 1, Center Norte 2, Central Plaza 7, Extra Anchieta 6, Frei Caneca Unibanco 7, Iguatemi Cinemark 4, Interlagos 1, Interlar Aricanduva 9, Internacional Guarulhos 6, Jardim Sul 6, Kinoplex Itaim 5, Market Place Cinemark 4, Metrô Santa Cruz 6, Metrô Tatuapé 3, Osasco Plaza 2, Pátio Higienópolis 2, Penha 1, Raposo 2, Shopping ABC 2, Shopping D 7, SP Market 5, Tamboré 1, Villa-Lobos 5, West Plaza 2.

MINHA SUPER EX-NAMORADA, de Ivan Reitman (My Super Ex-Girlfriend, EUA, 2006). Comédia. Diretor dos dois episódios de Os Caça-Fantasmas, Reitman amargou alguns fracassos (vide o pavoroso Evolução) e parece estar voltando à boa forma. Sátira espirituosa aos heróis dos quadrinhos, a fita flagra o dilema de Jenny Johnson (uma deslumbrante Uma Thurman). A bela trabalha numa galeria de arte nova-iorquina e anda à procura da cara-metade. Mas um "detalhezinho" interfere em seu cotidiano. Quando veste um certo tubinho preto, ela se torna loira e se transforma na super-heroína G-Girl, capaz de apagar incêndios e salvar gente em perigo. Eis então que entra em sua vida o pacato arquiteto Matt Saunders (Luke Wilson). Mas Jenny vai ser passada para trás e, ciumenta, se vingar usando muitos truques e os poderes de supermulher. Com Anna Faris (95min). 12 anos. Estreou em 1º/9/2006. ABC Plaza 9, Anália Franco 2, Bristol 2, Central Plaza 4, Iguatemi 1, Interlagos 9, Interlar Aricanduva 5, Internacional Guarulhos 13, Jardim Sul 10, Lar Center 2, Market Place 1, Metrô Santa Cruz 2, Metrô Tatuapé 3, Raposo 3, Shopping D 5, SP Market 4, Tamboré 8.

OBRIGADO POR FUMAR, de Jason Reitman (Thank You for Smoking, EUA, 2005). Comédia de humor negro. Dizem que Nick Taylor (Aaron Eckhart) ganha dinheiro sujo, mas, como ele mesmo diz, "preciso dele para pagar a hipoteca da casa". Divorciado e pai de um adolescente (Cameron Bright), Taylor é um lobista da indústria do tabaco que passa dias e dias desgastantes. Em programas de TV, precisa defender o cigarro, mesmo compartilhando um sofá com um garoto em tratamento de quimioterapia. Seu cotidiano torna-se mais aflitivo ao enfrentar um senador implacável (William H. Macy), que pretende colocar o símbolo de uma caveira nos maços. Baseado no livro homônimo de Christopher Buckley, editado pela Companhia das Letras, a ácida fita marca a estréia na direção de longas do filho do cineasta Ivan Reitman (da série Os Caça-Fantasmas). Aos 28 anos, Jason Reitman usa muito bem o tom politicamente incorreto para desmascarar a hipocrisia em torno de um assunto mais do que polêmico. Com Katie Holmes, Maria Bello e Sam Elliot (92min). 12 anos. Estreou em 18/8/2006. Espaço Unibanco 4, Frei Caneca Unibanco 7, HSBC Belas Artes 4, Market Place Cinemark 3, Pátio Higienópolis 5, Reserva Cultural 3.

PAI E FILHO, de Aleksandr Sokurov (Otets i Syn, Rússia/Itália/Alemanha/ Holanda). Drama. A primeira cena flagra partes de dois corpos masculinos desnudos ao som de gemidos e sussurros. Mas nem tudo é o que parece nessa incursão do diretor russo logo depois de seu formidável Arca Russa. Quando a câmera se afasta, o espectador se dá conta de que, na verdade, o foco incide sobre um pai trintão tentando consolar o filho, um jovem na casa dos 17 anos. Embora decline da relação incestuosa, Sokurov parece aderir mesmo à provocação. Na trama, a cumplicidade de Aleksei (Aleksei Nejmyshev) com o pai (Andrei Shchetinin) também ganha olhares enviesados dos colegas do rapaz. A intimidade dos protagonistas é captada em abraços calorosos e declarações apaixonadas (84min). 18 anos. Estreou em 4/8/2006. Espaço Unibanco 5.

A PEQUENA JERUSALÉM, de Karin Albou (La Petite Jérusalem, França, 2005). A realizadora francesa estréia com um drama tocante sobre o dilema de uma jovem num local e momento conturbados. O cenário é o subúrbio de Sarcelles, nos arredores de Paris. Nesse tradicional enclave de judeus, vivem a caçula Laura (Fanny Valente) e sua família. Criada no rigor da Torá, o livro sagrado do judaísmo, ela prefere dedicar-se à filosofia de Kant. Seu comportamento liberal contrasta com o conservadorismo da irmã mais velha (Elsa Zylberstein), casada com um religioso ortodoxo, papel de Bruno Todeschini (96min). 16 anos. Estreou em 30/6/2006. Gemini 2.

PIRATAS DO CARIBE – O BAÚ DA MORTE, de Gore Verbinski (Pirates of the Caribbean – Dead Man's Chest, EUA, 2006). A continuação da aventura de 2003 tem altos, baixos e menos surpresas que o original. Apesar de barulhenta e muito longa, a fita se vale de efeitos visuais e maquiagem espetaculares. O tom cômico predomina e há ação na medida para fazer da superprodução de 150 milhões de dólares uma respeitável matinê. Na trama, o casal Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) recebem uma sentença de morte por um crime cometido no episódio anterior. Mas há uma saída para a condenação. Turner precisa reaver uma bússola e só o destrambelhado pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) pode ajudá-lo. Com Bill Nighy (150min). 12 anos. Estreou em 21/7/2006. Dublado: Fiesta 3, Interlagos 1, Interlar Aricanduva 9, Internacional Guarulhos 10, Itaim Paulista 2. Legendado: Metrô Santa Cruz 1.

O QUE VOCÊ FARIA?, de Marcelo Piñeyro (El Método, Argentina/Espanha/Itália, 2005). O versátil diretor argentino de Plata Quemada e Kamchatka se debruça agora para um drama de toques cômicos com um ponto de partida bacana. Em Madri, durante uma movimentação popular antiglobalização, sete executivos (cinco homens e duas mulheres) são trancados numa sala para disputar uma única vaga na empresa. O primeiro teste é adivinhar qual deles seria funcionário da firma infiltrado. A partir daí, têm início jogos psicológicos com agressão verbal e tensão à flor da pele. Com apenas uma única locação, a fita mantém o interesse do espectador. Não à toa, o roteiro tem origem em peça teatral, escrita pelo espanhol Jordi Galcerán. Com Eduardo Noriega, Natalia Verbeke e Ernesto Alterio (115min). 14 anos. Estreou em 18/8/2006. HSBC Belas Artes 4, Lumière 2, Reserva Cultural 3.

A ODISSÉIA MUSICAL DE GILBERTO MENDES, de Carlos Mendes (Brasil, 2005). Documentário em que o cineasta presta homenagem ao pai, o compositor Gilberto Mendes. Nascido em Santos e hoje com 83 anos, o focalizado é um dos mais importantes criadores da música erudita de vanguarda no Brasil. Rodada na Rússia, na Alemanha, na Holanda, na Bélgica e no Brasil, a fita reúne depoimentos do pioneiro Mendes e de outras personalidades do mundo musical. Apresenta também trechos de cerca de trinta composições próprias (114min). Livre. Estreou em 25/8/2006. Cine Bombril 2.

O SABOR DA MELANCIA, de Tsai Ming-liang (Tian Bian yi Duo Yun, França/Taiwan, 2005). A primeira surpresa do mais recente drama de Tsai Ming-liang é que o diretor malaio mudou – e para melhor. Sai de cena o ritmo vagaroso de Vive l'Amour e O Rio. Entram a irreverência, o deboche, a música. Em Taipé, capital de Taiwan, o verão sem chuvas provoca uma seca terrível. Há, porém, salvação para esse clima árido. E ela está na... melancia. Abundante, a refrescante fruta serve não só de alimento e bebida, mas também como afrodisíaco. Sim, a melancia aqui vira tempero erótico, espécie de estimulante sexual para as fantasias que o protagonista, um ator pornô (Lee Kang-sheng), usa em cenas extremamente picantes. Para amainar o clima pesadão, surgem números musicais que são o supra-sumo do kitsch. A ousadia fica por conta das fortes seqüências de sexo, incluindo insinuações de masturbação. Mas quem comprar a idéia de que não passa de provocação tem tudo para embarcar no espírito da coisa e se divertir (114min). 18 anos. Estreou em 1º/9/2006. Espaço Unibanco 3, Reserva Cultural 4.

OS SEM-FLORESTA, de Tim Johnson (Over the Hedge, EUA, 2006). A animação da DreamWorks (Shrek) tem a qualidade de brindar as crianças com uma aventura divertida em tom ecologicamente correto. Uma turma de bichos, entre eles a tartaruga-líder Verne, o esquilo aloprado Hammy e uma família de porcos-espinhos, acorda da hibernação e depara com uma cerca viva em sua floresta. Do outro lado, um imenso condomínio se formou. Prontos a recomeçar a procura de alimentos para o próximo inverno, são surpreendidos pelo esperto guaxinim RJ (83min). Livre. Estreou em 7/7/2006. Cópias dubladas. Anália Franco 6, Fiesta 3, Internacional Guarulhos 9, Itaim Paulista 2, Itaquera 2, Jardim Sul 5, Lar Center 3, Osasco Plaza 2, Popular, Raposo 7, West Plaza 2.

SENTINELA, de Clark Johnson (The Sentinel, EUA, 2006). Thriller. Ainda em forma, o sexagenário Michael Douglas interpreta Pete Garrison, que trabalha na chefia de segurança do presidente. Às escondidas, mantém um caso com a mulher dele (papel de Kim Basinger). Quando um complô para assassinar o governante vem à tona, adivinhe, Garrison é apontado como o principal suspeito (108min). 14 anos. Estreou em 4/8/2006. Lar Center 3.

SERPENTES A BORDO, de David R. Ellis (Snakes on a Plane, EUA, 2006). A exemplo de A Bruxa Blair, esse terror foi alvo de uma campanha maciça na internet meses antes de estrear. Isso gerou uma expectativa que, embora com alguns problemas, deve corresponder às expectativas do público-alvo. Há dois equívocos graves: a fita não se assume como trash e o humor é todo programadinho, o que lhe tira a espontaneidade. Além de cheia de ritmo, há dezenas de serpentes e até uma anaconda para arrepiar a platéia ou, num caso extremo, afugentar os espectadores. Na trama, Sean Jones (Nathan Phillips) presenciou o assassinato de um promotor americano no Havaí. Perseguido pelos criminosos, recebe a proteção de um agente do FBI (papel de Samuel L. Jackson) que deve levá-lo a depor nos Estados Unidos. No vôo de volta, os bandidos dão um jeitinho de colocar as víboras a bordo. A partir daí, é um estrago atrás do outro (105min). 14 anos. Estreou em 7/9/2006. ABC Plaza 4, Anália Franco 7, Bristol 1, Butantã 1, Campo Limpo 4, Center Norte 1, Center Norte Cinemark 1, Central Plaza 2, Extra Anchieta 5, Frei Caneca Unibanco 1, Iguatemi Cinemark 5, Interlagos 4 e 5, Interlar Aricanduva 3 e 14, Internacional Guarulhos 5, Jardim Sul 1, Kinoplex Itaim 6, Lapa Centerplex 1, Marabá, Market Place Cinemark 8, Metrô Santa Cruz 10, Metrô Tatuapé 8, Metrópole 3, Morumbi 3, Osasco Kinoplex 5, Paulista 1, Penha 7, Plaza Sul 3, Raposo 6, Shopping ABC 3, Shopping D 3, SP Market 3 e 4, Tamboré 3, Villa-Lobos 1, West Plaza 4.

SEUS PROBLEMAS ACABARAM, de José Lavigne (Brasil, 2006). Comédia. Saiu o humor, digamos, mais elitizado do primeiro episódio (A Taça do Mundo É Nossa, de 2003, sobre a época da ditadura militar). De olho numa bilheteria bem mais gorda e nos adolescentes, o grupo Casseta & Planeta investe agora num alvo mais certeiro. Tão popular, sarcástico e esculhambado quanto o programa de TV, o segundo longa da trupe de humoristas é uma sucessão de piadinhas de duplo sentido enfiadas num fiapo de roteiro. Algumas delas funcionam. O mote principal é o julgamento das Organizações Tabajara que, com seus produtos prejudiciais à saúde, são alvo de um nervoso advogado (Murilo Benício). Claudio Manoel, Hélio de La Peña, Reinaldo, Hubert, Beto Silva, Marcelo Madureira e Bussunda (1962-2006) dividem-se entre os personagens, sempre auxiliados por Maria Paula, eternizada no papel da boazuda de plantão (80min). 14 anos. Estreou em 1º/9/2006. ABC Plaza 3, Anália Franco 4, Boavista 4, Butantã 3, Campo Limpo 5, Center Norte Cinemark 3, Central Plaza 3, Extra Anchieta 8, Fiesta 2, Frei Caneca Unibanco 5, Iguatemi Cinemark 3, Interlagos 10, Interlar Aricanduva 7, Internacional Guarulhos 8, Jardim Sul 8, Kinoplex Itaim 5, Lapa Centerplex 3, Market Place Cinemark 4, Metrô Santa Cruz 6, Metrô Tatuapé 4, Metrópole 1, Morumbi 1, Osasco Kinoplex 7, Pátio Higienópolis 1, Paulista 4, Penha 2, Plaza Sul 1, Shopping ABC 5, Shopping D 9, SP Market 6, Tamboré 7, Villa-Lobos 3.

O SOL – CAMINHANDO CONTRA O VENTO, de Tetê Moraes (Brasil, 2006). Documentário. Diretora de Terra para Rose, Tetê reúne aqui toda a turma que comandava O Sol, jornal alternativo de esquerda criado em 1967 e interrompido com a instauração do famigerado AI-5, em 1968. Ela era diagramadora. A co-roteirista Martha Alencar, mulher do ator Hugo Carvana, chefiava a editoria de cultura da publicação. Para costurar depoimentos cheios de saudosismo, a cineasta recorre a emblemáticos fatos daquela época, como os festivais de música que consagraram Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil. Devidamente entrevistados, Carlos Heitor Cony, Ziraldo, Zuenir Ventura e Gilberto Braga fazem uma celebração caseira à geração 68. Falta à fita mais consistência documental, embora predomine um delicioso espírito nostálgico (95min). Livre. Estreou em 11/8/2006. Espaço Unibanco 5.

STAY ALIVE – JOGO MORTAL, de William Brent Bell (Stay Alive, EUA, 2006). A mania do videogame ganha mais uma fita de terror em que o jogo passa a eliminar cada um dos participantes. Pressentiu algo de déjà-vu? No caso, o brinquedo mortífero leva o nome de Stay Alive e, ainda em fase de testes, elimina os sujeitos que se apossaram de uma cópia pirata. Com Jon Foster, Samaire Armstrong e Frankie Muniz (85min). 16 anos. Estreou em 18/8/2006. Fiesta 4.

SUPERMAN – O RETORNO, de Bryan Singer (Superman Returns, EUA, 2006). Aventura. Clark Kent/Superman volta em boa forma sem fazer feio ao passado e na pele do novato, robusto e eficiente Brandon Routh. Quando o vilão Luthor (Kevin Spacey) rouba cristais que potencializam o efeito da criptonita e quer usá-los na destruição do planeta, Super-Homem entra em ação. Enquanto isso, o jornalista e seu duplo Clark Kent reencontra a repórter Lois Lane (Kate Bosworth), agora casada e mãe de um garotinho (154min). 10 anos. Estreou em 14/7/2006. Cópias dubladas: Internacional Guarulhos 9, Itaquera 2.

TAPETE VERMELHO, de Luiz Alberto Pereira (Brasil, 2006). Uma simpática comédia de humor caricato transforma-se, no desenrolar, num dramalhão social tosco. Matheus Nachtergaele interpreta o humilde Quinzinho, que promete ao filho (Vinicius Miranda) um presente de aniversário diferente: ver um filme de Mazzaropi na cidade grande. Para isso, junto da mãe (Gorete Milagres), a família sai de seu pequeno sítio e põe o pé na estrada (100min). 10 anos. Estreou em 14/4/2006. HSBC Belas Artes 6.

O TEMPO QUE RESTA, de François Ozon (Le Temps qui Reste, França, 2005). O francês Ozon (do recente O Amor em 5 Tempos) mostra em seu mais recente drama uma cerimônia de adeus com todas as dores e sofrimentos próprios de quem tem poucos dias de vida. Ao evitar emoções fáceis e pieguices, atinge picos de brilho com seu cinema autoral e febril. Na trama, o fotógrafo de moda gay Romain (Melvil Poupaud) recebe uma sentença de morte. Vítima de câncer generalizado, terá, no máximo, três meses pela frente. Diante desse quadro, Romain dispensa o tratamento e abandona o trabalho. Irá atrás das coisas simples, como um comovente reencontro com a avó (papel da diva Jeanne Moreau), uma reconciliação forçada com a irmã, um sorvete num fim de tarde na praia... (85min). 16 anos. Estreou em 25/8/206. Cine Segall, Espaço Unibanco 1.

TERROR EM SILENT HILL, de Christopher Gans (Silent Hill, Canadá/Japão/EUA/ França, 2006). A idéia é transformar em filme de terror o game de sucesso homônimo. Para tanto, a trama invade o difícil cotidiano de Rose (Radha Mitchell). Mãe de uma menina doente (Jodelle Ferland) e que sofre de constantes pesadelos, Rose embarca com a filha até a deserta Silent Hill, palco dos sonhos terríveis da garota (127min). 18 anos. Estreou em 18/8/2006. ABC Plaza 10, Interlar Aricanduva 2, Internacional Guarulhos 10, Metrô Tatuapé 7, Shopping D 9, SP Market 10.

TRAIR E COÇAR É SO COMEÇAR, de Moacyr Góes (Brasil, 2006). Comédia. Há mais de vinte anos ininterruptos em cartaz, a peça escrita por Marcos Caruso ganhou uma adaptação para o cinema. O tom popularesco dá o tom, mas o resultado, felizmente, passa longe da vulgaridade. Embora de narrativa ágil, a fita é atropelada por personagens em excesso e situações conflitantes que, muitas vezes, fazem o humor desandar. O mote está na comédia de vaudeville. A empregada doméstica Olímpia é vivida por Adriana Esteves. Por uma série de encontros e desencontros conjugais, ela apronta muitas confusões, envolvendo seus patrões, amigos destes e até outros personagens que nada têm a ver com o peixe. Com Cássio Gabus Mendes, Bianca Byington e Ailton Graça (93min). 12 anos. Estreou em 25/8/2006. ABC Plaza 8, Anália Franco 5, Butantã 2, Center Norte 3, Center Norte Cinemark 4, Central Plaza 6, Extra Anchieta 1, Frei Caneca Unibanco 4, Iguatemi 2, Interlagos 9, Interlar Aricanduva 1, Internacional Guarulhos 14, Jardim Sul 6, Kinoplex Itaim 4, Lapa Centerplex 2, Lumière 2, Market Place 3, Market Place Cinemark 1, Metrô Santa Cruz 5, Metrô Tatuapé 6, Metrópole 1, Morumbi 1, Osasco Kinoplex 2, Osasco Plaza 1, Pátio Higienópolis 4, Penha 5, Plaza Sul 1, Raposo 8, Shopping ABC 5, Shopping D 6, SP Market 5, Tamboré 6, Villa-Lobos 7.

TRANSAMÉRICA, de Duncan Tucker (Transamerica, EUA, 2005). Drama sobre um assunto raro no cinema, o transexualismo. O primeiro longa-metragem do diretor americano usa de leveza para mostrar os acontecimentos decisivos dias antes da operação que transformará o transexual Bree (Felicity Huffman) em mulher. Antes disso, "ela" descobre que tem um filho adolescente preso em Nova York, o rebelde Toby (Kevin Zegers). Encorajada pela terapeuta (Elizabeth Peña), paga a fiança e tira o rapaz de lá, sem revelar sua verdadeira identidade. A impressionante atuação de Felicity Huffman lhe rendeu uma indicação ao Oscar (103min). 14 anos. Estreou em 14/7/2006. Gemini 1.

VELOZES E FURIOSOS – DESAFIO EM TÓQUIO, de Justin Lin (The Fast and the Furious: Tokyo Drift, EUA, 2006). Ação. Mais do mesmo. É o que os fãs da franquia Velozes e Furiosos podem esperar do terceiro episódio, comandado com adrenalina máxima por um diretor de Taiwan radicado nos Estados Unidos. O protagonista também mudou. Saiu Paul Walker, entrou o pouco conhecido Lucas Black. O espírito da coisa é quase o mesmo. Sean Boswell (Black) mora nos Estados Unidos. Depois de se meter com rachas, sua mãe o despacha para Tóquio. Lá, o jovem se envolve, claro, em alucinantes corridas de drift, modalidade que mistura alta velocidade e derrapagens perigosíssimas (104min). 14 anos. Estreou em 11/8/2006. ABC Plaza 7, Boavista 1, Central Plaza 8, Extra Anchieta 9, Fiesta 1, Interlagos 3, Interlar Aricanduva 12, Internacional Guarulhos 11, Itaim Paulista 1, Itaquera 1, Metrópole 2, Penha 1, Raposo 7, SP Market 7, West Plaza 1.

VÔO UNITED 93, de Paul Greengrass (United 93, EUA/França/Inglaterra, 2006). Drama. O diretor inglês, desde já um nome forte para concorrer ao Oscar 2007, foi a escolha ideal para comandar o primeiro grande filme sobre os atentados de 11 de setembro de 2001 (o segundo é As Torres Gêmeas, de Oliver Stone, que deve estrear em 29 de setembro). Dono de uma câmera ágil, impressa em fitas como Domingo Sangrento e A Supremacia Bourne, Greengrass supera seus trabalhos anteriores com uma dinâmica eletrizante, que impressiona do primeiro ao último momento. Toda a aflição dos 38 passageiros, cinco comissários e dois pilotos do vôo 93 da United, que saiu de Newark em direção a São Francisco – e cujo alvo dos terroristas era a Casa Branca –, é captada sem sensacionalismo ou pieguice. Contribui para a veracidade dos trágicos fatos o inconfundível estilo documental do cineasta, o uso de profissionais da área (incluindo aeromoças e controladores de vôo) e atores desconhecidos para interpretar os passageiros. Com Christian Clemenson e Trish Gates (91min). 14 anos. Estreou em 1º/9/ 2006. Bristol 5, Frei Caneca Unibanco 8, HSBC Belas Artes 5, Jardim Sul 5, Lumière 1, Market Place 2, Metrô Santa Cruz 8, Reserva Cultural 2, Villa-Lobos 6.

ZUZU ANGEL, de Sergio Rezende (Brasil, 2006). Drama. Rezende e o co-roteirista Marcos Bernstein (de O Outro Lado da Rua) acertaram ao privilegiar o período mais turbulento da vida da personagem, interpretada por uma magnética Patrícia Pillar. O roteiro concentra-se entre os anos de 1971 e 1976, quando a estilista Zuzu Angel moveu montanhas para tentar esclarecer o desaparecimento do filho Stuart Angel (Daniel de Oliveira), militante político de esquerda. Alguns personagens secundários são mal construídos – caso da ex-modelo Elke Maravilha, vivida por uma estereotipada Luana Piovani – e há diálogos inconvincentes. Mesmo assim, a fita se mostra eficiente na recriação de acontecimentos pouco conhecidos daquela década de chumbo (110min). 14 anos. Estreou em 4/8/2006. ABC Plaza 9, Cine Arte Lilian Lemmertz, Continental 1, Extra Anchieta 6, HSBC Belas Artes 6, Interlagos 5, Internacional Guarulhos 15, Osasco Kinoplex 4, Paulista 4, Raposo 1, SP Market 7.

 
Muitos estabelecimentos alteram, sem aviso prévio, seus horários, programas e sistema de cartões de crédito e tíquetes. É bom checar antes de sair.

Cotações
– péssimo
– fraco
– regular
– bom
– muito bom
– excelente

Serviços
– vinho em taça
– acesso - deficientes físicos
– área para fumantes
- menu ou atividades para crianηas

Cartões de débito (Cd.)
C –
Cheque Eletrônico
M – Maestro
R – Rede Shop
V – Visa Electron

Tíquetes ( T.)
C –
Cheque Cardápio
T – Ticket Restaurante
V – Vale Refeição

Cartões de crédito (Cc.)
A –
American Express
D – Diners
M – Mastercard
V – Visa

Cartões de refeição (Cr.)
S –
Smart VR
SP – Sodexho Pass
T –
Ticket Restaurante Eletrônico
V – Visa Vale

Faixas de preço por pessoa
$ –
até R$ 35,00
$$ – de R$ 36,00 a R$ 50,00
$$$ – de R$ 51,00 a R$ 75,00
$$$$ – acima de R$ 75,00
Refeição com couvert, um prato de custo médio, sobremesa, água mineral e serviço

Serviços de venda de ingressos
FbN –
Fun by Net, fone: 5087-3450. Cc.: todos. www.funbynet.com.br
FP – Fui Passear, fone: 3897-4455. Cc.: todos. www.fuipassear.com.br
IC ­ Ingresso.com. Cc.: todos. www.ingresso.com.br
IR –
Ingresso Rápido, fone: 2163-2000. Cc.: D, M e V.
TM – Ticketmaster, fone: 6846-6000. Cc.: D, M e V. www.ticketmaster.com.br

Pontos-de-venda de ingressos
Fnac –
Avenida Pedroso de Morais, 858, Pinheiros, fone: 3816-6905, e Avenida Paulista, 901, fone: 2123-2020, Metrô Trianon-Masp. Aceita cartão de débito e dinheiro.
ST – Show Tickets (Shopping Iguatemi), fone: 3031-2098 e 3811-9874. Aceita cheque e dinheiro.
TM – Citibank Hall, Fnac e Saraiva Mega Store dos shoppings Center Norte, Eldorado e Morumbi.

 
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