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ExposiçõesOrlando
Margarido Destaque
da semana
ESTRÉIAS
ARNALDO
FERRARI. Leia em Veja São
Paulo Recomenda. R$ 3.000,00 a R$ 30.000,00. Galeria Berenice Arvani.
Rua Oscar Freire, 540, Jardim Paulista,
3088-2843. Segunda a sexta, 10h às 19h. Até 13 de outubro. A
partir de quinta (14). Vernissage na quarta (13), 20h.
FOTOGRAFIA NA PINACOTECA.
Três mostras ocupam o espaço. Fotógrafo paulistano, Klaus
Mitteldorf distancia-se do registro realista que marca a sua carreira nas 41 chapas
em preto-e-branco de Introvisão. A individual abre na quarta (13)
e segue até 15 de outubro. Duas outras atrações têm
início no sábado (16) e podem ser vistas até 5 de novembro.
Em A Natureza do Homem no Raso da Catarina, o baiano Álvaro Villela
exibe a aridez do sertão de sua terra natal em cinqüenta imagens em
preto-e-branco. Retrato Popular é dedicada a registros instantâneos,
mais conhecidos como lambe-lambes, e fotopinturas poses ampliadas em papel
fotográfico e, posteriormente, pintadas a mão. As sessenta imagens,
a maior parte delas de autores desconhecidos, foram recolhidas no interior do
Ceará. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2,
3229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria
fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados.
JOSÉ
BENTO. O artista mineiro explora a madeira de diferentes formas, em cinco
instalações. Entre elas, Chão (2004), originalmente
criada para interagir com o Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Trata-se
de um revestimento de 4 metros quadrados sobre molas a 1 centímetro do
piso original. R$ 2.000,00 a R$ 50.000,00 Galeria Bergamin. Rua Rio Preto,
63, Jardim Paulista,
3062-2333. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 15h.
Grátis. Até 30 de novembro. A partir de sexta (15). Vernissage
na quinta (14), 19h. MARIA
DO CARMO CARVALHO. A gravurista elegeu o metal como base para seus trabalhos.
Da linguagem gráfica, seu foco nos anos 80, Maria do Carmo migrou para
a abstração. Um novo lote dessa fase, composto de vinte gravuras
e três monotipias, é exibido nesta individual. R$ 400,00 a R$ 1.200,00.
Gravura Brasileira. Rua Fradique Coutinho, 953, Vila Madalena,
3097-0301. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 11h às 15h.
Até 4 de novembro. A partir de sexta (15). Vernissage na quinta (14),
19h. EM
CARTAZ  
ALEXANDER CALDER. Sem a pretensão de ser um panorama da obra do
original artista americano, a mostra foca-se em sua ligação com
o Brasil no período de 1948 a 1960. Calder tornou-se amigo dos arquitetos
Henrique Mindlin e Oscar Niemeyer. Entre exposições suas e visitas
à construção de Brasília, o pintor e escultor montou
um ateliê no Rio de Janeiro. Ali ele produzia e recebia intelectuais, como
o crítico Mário Pedrosa, apaixonado por sua obra. Chegou a retratá-los
em desenhos, trinta dos quais selecionados para a mostra. Também estão
no lote de cinqüenta trabalhos óleos sobre tela e os móbiles
que deram fama mundial a Calder, morto em 1976, aos 78 anos. Pinacoteca do
Estado. Praça da Luz, 2,
3229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria
fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até
15 de outubro. ANA
GONTERO. A ligação da escultora argentina com a Itália
sugere algumas influências em seu trabalho, como o interesse pela figuração
clássica representada por nus e o uso do mármore de Carrara. Mas
nas catorze peças de Ana Gontero apresentadas há ainda o uso do
bronze e a predileção por situações de movimento,
a exemplo de figuras humanas penduradas. MuBE. Avenida Europa, 218, Jardim
Europa,
3081-8611. Terça a domingo, 10h às 19h. Grátis. Até
sexta (15).  
ARTE MODERNA EM CONTEXTO. De tempos em tempos, instituições
bancárias públicas ou privadas disponibilizam à visitação
seu acervo artístico. É o caso dessa primeira iniciativa de exibir
parte da Coleção ABN Amro Real. Fincado eminentemente na arte moderna
brasileira, o conjunto é uma soma de pequenas coleções iniciadas
a partir dos anos 40 pelos bancos América do Sul, voltado à colônia
japonesa e seus descendentes, Sudameris, de clientes ítalo-brasileiros,
e finalmente Banco Real todos hoje sob administração do holandês
ABN Amro. O patrimônio total de 980 peças está representado
na coletiva por 74 trabalhos, entre pinturas, gravuras e esculturas de nomes como
Alfredo Volpi, Bonadei, Cícero Dias, Ianelli, Portinari, Renina Katz e
Tikashi Fukushima. Banco Real. Avenida Paulista, 1374,
3174-9800, Metrô Trianon-Masp. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado
e domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 6 de outubro.
CARMEN
CALVO. Ela foi uma das responsáveis pela renovação da
arte espanhola a partir dos anos 70. Nascida em Valencia, Carmen participou em
Madri da famosa movida, o movimento cultural que na ala cinematográfica
contou com Almodóvar. Uma inédita retrospectiva de setenta trabalhos
da artista confirma sua veia original tanto no estilo quanto na diversidade de
técnicas, a exemplo de trabalhos que misturam colagem e fotografia. Museu
Afro Brasil. Pavilhão Manuel da Nóbrega Parque do Ibirapuera,
portão 3,
5579-0593. Terça a domingo, 10h às 17h30. Grátis. Até
22 de outubro.   
COLEÇÃO ODORICO TAVARES. O pernambucano Odorico Tavares (1915-1980)
foi um marcante agitador do cenário cultural baiano. Jornalista e poeta,
ele se fixou em Salvador no ano de 1941, a convite de Assis Chateaubriand, para
tocar os Diários Associados na Bahia. Ali envolveu-se com artistas e iniciou
uma vasta coleção de arte, que vai dos brasileiros Portinari e Pancetti
aos espanhóis Miró e Picasso. Sua face de colecionador, inicialmente
disposta em dois espaços da cidade, agora é exibida nessa seleção
de 360 obras que abarca de mobiliário barroco a telas, gravuras, desenhos,
documentos e fotos. Museu Afro Brasil. Pavilhão Manuel da Nóbrega
Parque do Ibirapuera, portão 3,
5579-0593. Terça a domingo, 10h às 18h. Grátis. Até
29 de outubro. COEXISTENCE.
Essa mostra ao ar livre dá seqüência ao projeto criado pelo
Museu on the Seam (literalmente Museu da Costura), em Israel, e que já
percorreu 24 cidades do mundo. Nos 43 outdoors expostos na Praça da Paz
do Parque do Ibirapuera, artistas de diversas nacionalidades lançaram suas
idéias inspirados pelo tema da coexistência entre raças, grupos
religiosos e classes sociais. Uma versão resumida da exposição
pode ser vista no Centro da Cultura Judaica. Parque do Ibirapuera Praça
da Paz. Portão 3. Segunda a domingo, 5h à 0h. Centro da Cultura
Judaica Casa de Cultura de Israel. Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré,
3065-4333, Metrô Sumaré. Segunda a sexta, 10h às 21h; sábado,
domingo e feriados, 14h às 19h. Grátis. Até dia 26. www.coexistencia.org.br.
COLETIVO
ARQUITETURA PAULISTA CONTEMPORÂNEA. Trata-se de uma vitrine dos
projetos acadêmicos, de concursos públicos, premiados ou não,
pensados para a cidade e assinados por seis escritórios paulistanos. Representados
por fotografias estão Andrade e Morettin Arquitetos, MMBB Arquitetos, Núcleo
de Arquitetura, Projeto Paulista, Puntoni Arquitetos/SPBR Arquitetos e Una Arquitetos.
Seus profissionais formaram-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP
entre 1986 e 1996. Centro Universitário Maria Antônia. Rua
Maria Antônia, 294, Vila Buarque,
3255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados,
10h às 18h. Grátis. Até 12 de novembro.
  
DEUSES GREGOS. Do gigantesco acervo de 100.000 peças do Museu Pergamon,
em Berlim, chega uma síntese da história da Grécia antiga,
berço da civilização. O lote de 200 exemplares, que juntos
somam 22 toneladas, vale quanto pesa. Uma cenografia com direito a jardim e escadarias
de um templo reúne estátuas, utensílios do cotidiano e outros
elementos decorativos de Pergamon. Essa cidade construída no século
II a.C., onde hoje está a Turquia, foi um centro da cultura helênica.
No fim do século XIX, arqueólogos alemães escavaram o local
e levaram para Berlim parte das ruínas. Um dos achados mais admiráveis
foi o altar que representa deuses como Zeus, trazido em forma de réplica.
Um panteão completa a mostra com originais de Afrodite, Hermes, Atena,
Poseidon e Asclépio, o deus da medicina. Museu de Arte Brasileira
Faap. Rua Alagoas, 903, Pacaembu,
3662-7198. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado, domingo e feriados,
10h às 17h. Grátis. Até 26 de novembro.
 
EMOÇÃO ART.FICIAL 3.0 INTERFACE CIBERNÉTICA. A
bienal chega à terceira rodada apenas com artistas estrangeiros, o mesmo
espírito interativo e a cibernética por tema. São treze trabalhos
de dezoito nomes da Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá,
Estados Unidos, França e Noruega. Aquele antigo sonho de ter um robô
para exercer os serviços domésticos pode ser revisto, por exemplo,
na irônica instalação Dog(Lab)01. Nela, a francesa
France Cadet criou cinco pequenos cachorros híbridos, que entram em funcionamento
durante quinze minutos a cada hora. Atuantes em Paris, Edmond Couchot e Michel
Bret fizeram de uma brincadeira infantil soprar a flor dente-de-leão
um teste de resistência divertido. Itaú Cultural. Avenida
Paulista, 149,
2168-1776, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado,
domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até dia 24. www.itaucultural.org.br.
EXPERIÊNCIAS
GRÁFICAS. A americana radicada em Brasília Cathleen Sidki, a
paulistana Helena Lopes e a santista Salete Mulin integram a coletiva. Cathleen
trabalha com imagens digitais, Helena detém-se sobre a colagem gráfica
e sua colega Salete prefere a gravura de recorte. R$ 300,00 a R$ 3.000,00. Graphias
Casa da Gravura. Rua Joaquim Távora, 1605, Vila Mariana,
5539-1358. Quinta e sexta, 13h30 às 19h; sábado, 13h30 às
17h. Segunda a quarta, visita com hora marcada. Até dia 30.
FLUXUS.
As aulas experimentais do compositor americano John Cage, no fim dos anos
50, estimularam o surgimento de um dos grupos mais originais da arte de vanguarda.
Em 1962, o lituano George Maciunas reuniu-se no Estados Unidos a ex-alunos do
polêmico músico. Com a participação do próprio
Cage, fundou o diversificado movimento Fluxus, título de uma revista nunca
editada. Seus cerca de quarenta integrantes, oriundos de vários países,
realizaram em Nova York exposições, concertos, espetáculos
teatrais e os primeiros happenings. Entre os mais expressivos estavam o alemão
Joseph Beuys e o coreano Nam June Paik, pioneiro da videoarte junto com outro
alemão, Wolf Vostell. A coletiva expõe 450 trabalhos do período
ativo da turma, que oficialmente termina em 1978, com a morte de Maciunas, mas
ainda hoje mantém uma rede de adeptos. Instituto Tomie Ohtake. Rua
dos Coropés, 88, Pinheiros,
2245-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até
8 de outubro. FRANCISCO
SEVERINO. Ex-metalúrgico, o artista mineiro abandonou a profissão
em 1975 e passou a se dedicar à pintura naïf, ou ingênua. Então
radicado em São Paulo, Severino realizou as primeiras individuais e integrou
coletivas do gênero. Há uma década, o pintor regressou a Descoberto,
onde nasceu, em 1952, e reafirmou seu trabalho voltado para paisagens, ipês
floridos e bambuzais, temas que predominam nesse lote de trinta telas. R$ 1.200,00
a R$ 6.000,00. Galeria Jacques Ardies. Rua Morgado de Mateus, 579, Vila
Mariana,
5539-7500. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 16h.
Até dia 30.  
OSGEMEOS. É assim mesmo, em uma única palavra com letras
minúsculas e sem acento, que os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo
se intitulam. Com sete anos de rua, o território principal dos grafiteiros,
a dupla originária do bairro do Cambuci faz sua primeira individual na
cidade depois de um currículo de mostras (e muita arte de rua) no exterior.
Pintar a enorme careta amarela, a marca dos artistas, na fachada da galeria foi
a primeira iniciativa. A idéia é convidar o visitante a "entrar
na cabeça" de ambos e no interior do espaço conhecer uma instalação
e pinturas-objeto com referências da cultura popular e urbana. É
o caso da tela Foto Preto-e-Branca (2006), feita com spray, tinta
látex, lantejoulas e glitter sobre madeira. US$ 20.000,00. Galeria Fortes
Vilaça. Rua Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena,
3032-7066. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às
17h. Até sábado (16). GISELA
MOTTA E LEANDRO LIMA. Um estúdio fotográfico foi montado pela
dupla de artistas para que os visitantes, sempre em pares, tenham seu retrato
no formato digital. A partir desse resultado, Gisela e Leandro sobrepõem
as duas fotos para alcançar uma terceira pessoa. Esse é apenas um
dos oito projetos que compõem a mostra, entre eles, uma instalação
com espelhos que jogam com imagens de borboletas, traças e mariposas. R$
2.000,00 a R$ 10.000,00. Galeria Vermelho. Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis,
3257-2033. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às
17h. Até dia 23.  
MANOBRAS RADICAIS. Em 1917, quando era uma pintora estreante, Anita Malfatti
foi alvo de uma crítica raivosa do escritor Monteiro Lobato. Sua ousadia,
somada à de outra modernista, Tarsila do Amaral, abriria caminho para uma
renovação feminina na arte brasileira. Hoje, Adriana Varejão
e Beatriz Milhazes são nomes prestigiados e bem cotados no mercado. A coletiva
reúne 100 trabalhos de 61 mulheres que entenderam o recado daquelas pioneiras.
Do concretismo de Lygia Clark à produção variada e experimental
de Sandra Cinto, na atualidade, sobram talento e versatilidade em telas, gravuras,
objetos, instalações e fotografias. Centro Cultural Banco do
Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro,
3113-3651, Metrô Sé.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 15 de
outubro. MERCADO
DE ARTE. Os grandes nomes da arte brasileira sempre estão presentes
nessa tradicional coletiva do marchand Ricardo Camargo. Na 12ª edição,
recheada em sua maioria por pinturas e desenhos, não é diferente.
Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Guignard e Portinari juntam-se ao mexicano Diego
Rivera e à portuguesa Vieira da Silva, entre os estrangeiros representados.
A homenagem cabe ao paraense Ismael Nery (1900-1934), que tem duas de suas poucas
pinturas à venda. R$ 1.800,00 a R$ 700.000,00. Ricardo Camargo Galeria.
Rua Frei Galvão, 121, Jardim Paulistano,
3031-3879. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h.
Até 7 de outubro. MIGUEL
ANGEL RIOS. A primeira individual do badalado artista argentino na
cidade centra-se na videoinstalação inédita Aqui. Trata-se
de cinco projeções de 2,50 metros de altura por 3,30 metros de largura,
exibidas de forma sincronizadas em quatro paredes da galeria. Nelas, imagens mostram
cinqüenta jogadores de pião da cidade de Tepoztlán, no México,
país que Miguel Angel Rios permanece parte do ano quando não está
em Nova York. Fotografias relacionadas ao tema da obra estão à venda
por R$ 7.000,00. Galeria Millan Antonio. Rua Fradique Coutinho, 1360, Vila
Madalena,
3031-6007. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h.
Até dia 27. PADRÕES
E PADRONAGENS. A mostra reúne catorze trabalhos e dedica-se a motivos,
tramas e elementos, coloridos ou não, que se repetem na produção
dos artistas. Entre eles estão os conhecidos arabescos das pinturas de
Beatriz Milhazes. A seleção inclui ainda desenhos, gravuras, vídeos,
fotografias e esculturas de nomes como Caetano de Almeida, Lia Chaia e Lucia Koch.
R$ 3.000,00 a R$ 40.000,00. Marília Razuk Galeria de Arte. Avenida
9 de Julho, 5719, loja 2, Jardim Europa,
3079-0853. Segunda a sexta, 10h30 às 19h; sábado, 11h às
14h. Até dia 27.   
PAULO PASTA. Em 1987, bem no início de carreira, esse pintor paulista
fez uma tela em tons de vermelho e nela imprimiu a palavra fortuna. A expressão
batiza agora essa individual de quarenta trabalhos por meio dos quais se podem
apreciar as sutis transformações na coerente produção
do artista. Dono de um rigor admirável, ele raramente abriu mão
da cor única e da repetição de elementos que, para os estudiosos,
o aproximam de mestres como Giorgio Morandi e Alfredo Volpi. A exemplo das garrafas
do primeiro e das bandeirinhas do segundo, Paulo Pasta lança mão
de ogivas, colunas e, mais recentemente, vigas para realçar o espaço
entre elas. Estação Pinacoteca. Largo General Osório,
66, Luz,
3337-0185, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis
aos sábados. Até dia 24.  
PINCELADA PINTURA E MÉTODO, PROJEÇÕES DA DÉCADA
DE 50. Em missão dupla na cidade, o curador Paulo Herkenhoff assina
com a professora Heloísa Buarque de Hollanda a seleção da
mostra Manobras Radicais, no CCBB, e esta baseada na renovação
da pintura nos anos 50 e 60. No período, um grupo de artistas rompeu com
o traço figurativo em favor do abstracionismo. Uma centena de trabalhos
realizados por 37 nomes oferece tal perspectiva a partir de movimentos significativos,
como o concretismo em suas versões paulista e carioca. Entre os primeiros
renovadores, por exemplo, estão Alberto da Veiga Guignard, Bonadei e Volpi,
seguidos pela arte cinética de Abraham Palatnik, a geometria de Luiz Sacilotto
e a conjunção das vertentes figurativa e abstrata no expressionismo
de Iberê Camargo. Instituto Tomie Ohtake. Rua dos Coropés,
88, Pinheiros,
2245-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até
dia 24. ROBERTO
LERNER. As esculturas monocromáticas e de influência construtivista
desse engenheiro e designer paulistano foram vistas recentemente no Museu Brasileiro
da Escultura. Lerner retorna com um lote de vinte peças de aço em
variados tamanhos. Assembléia Legislativa. Avenida Pedro Álvares
Cabral, 201, Ibirapuera,
3886-6432. Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até sexta
(15). ROBERTO
MAGALHÃES. De longa carreira, o carioca Roberto Magalhães integra
uma geração (ao lado de Carlos Vergara e Rubens Gerchman, por exemplo)
que se lançou nos anos 60 com uma pintura de origem figurativa e traços
surrealistas e pop. Autodidata, o pintor e desenhista dedicou-se também
a ampliar sua arte para projetos publicitários e gráficos, por vezes
se afastando do mercado. Sua ausência da cidade por seis anos é quebrada
por essa seleção inédita de pinturas e desenhos. R$ 10.000,00
a R$ 80.000,00. Valu Oria Galeria de Arte. Alameda Casa Branca, 1130, Jardim
Paulista,
3083-0811. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h.
Até dia 28. VOLPI
E AS HERANÇAS CONTEMPORÂNEAS. Desta vez, a magnífica produção
do pintor Alfredo Volpi (1896-1988) presta-se a uma relação com
uma notável variedade de artistas contemporâneos. Os casarios, as
fachadas, a geometria e, claro, as bandeirinhas, o símbolo mais reconhecível
do italiano que se estabeleceu no Cambuci, são aproximados dos trabalhos
de Alzira Fragoso, Cildo Meireles, Iran do Espírito Santo, Ivens Machado,
Marcos Coelho Benjamim, Regina Silveira e Rochelle Costi, por exemplo. A crítica
Kátia Canton, responsável pela seleção, assina o livro
infantil Brincadeiras (Editora Martins Fontes, 48 páginas, R$ 40,50),
com poemas e reproduções das pinturas de Volpi. MAC-USP. Rua
da Reitoria, 160, Cidade Universitária,
3091-3039.
Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, domingo e feriados, 10h
às 16h. Grátis. Até 28 de janeiro de 2007.
ZONA
DE TRÂNSITO. A coletiva latino-americana, dividida em três módulos,
foi organizada para retratar as diferenças e semelhanças entre as
nacionalidades do continente. No primeiro, que dá nome à exposição,
participam os cubanos Daniel García Fernandéz e José Luiz
de la Hoz, a colombiana Glória Posada, os peruanos Victor Zúñiga
e Roger Bellido e os brasileiros Juliana Russo, Henrique Heráclio, Marcela
Tiboni, Fernanda Figueiredo e Cassiano Reis. Os demais módulos se complementam.
Zona Aberta reúne 51 nomes que se inscreveram com fotografias, vídeos,
pinturas e instalações. Os mesmos artistas foram convidados a enviar
imagens dos seus trabalhos por correio eletrônico, material da sala Zona
Efêmera. Espaço Cultural Instituto Cervantes. Avenida
Paulista, 2439, térreo,
3897-9609, Metrô Consolação. Segunda, 14h às 20h; terça
a sexta, 8h às 21h; sábado, 9h às 15h. Grátis.
Até 6 de outubro. FOTOGRAFIA
JUAN
ESTEVES. Em Paulicéia Imaginada, o fotógrafo santista
utiliza a técnica de sobreposições em 32 fotos, coloridas
e em preto-e-branco. São monumentos, edifícios, ruas e marcos da
cidade que surgem em ângulos propositadamente desalinhados para confundir
o olhar do espectador. Espaço Cultural Vivo. Avenida Chucri Zaidan,
860, Brooklin,
5105-2796. Segunda a sexta, 9h às 20h. Grátis. Até 26
de novembro.
| Muitos
estabelecimentos alteram, sem aviso prévio, seus horários, programas
e sistema de cartões de crédito e tíquetes. É bom
checar antes de sair. | | Cotações
– péssimo
– fraco 
– regular  
– bom   
– muito bom    
– excelente Serviços
vinho em taça
acesso - deficientes físicos
área para fumantes
- menu ou atividades para crianças
Cartões
de débito (Cd.) C – Cheque Eletrônico M – Maestro
R – Rede Shop V – Visa Electron Tíquetes
( T.) C – Cheque Cardápio T – Ticket Restaurante
V – Vale Refeição | Cartões
de crédito (Cc.) A – American Express D – Diners
M – Mastercard V – Visa Cartões
de refeição (Cr.) S – Smart VR SP
– Sodexho Pass
T – Ticket Restaurante Eletrônico V – Visa Vale
Faixas
de preço por pessoa $ – até R$ 35,00 $$ –
de R$ 36,00 a R$ 50,00 $$$ – de R$ 51,00 a R$ 75,00 $$$$
– acima de R$ 75,00 Refeição com couvert, um prato de
custo médio, sobremesa, água mineral e serviço
| | Serviços
de venda de ingressos FbN – Fun by Net, fone: 5087-3450. Cc.: todos.
www.funbynet.com.br
FP – Fui Passear, fone: 3897-4455. Cc.: todos. www.fuipassear.com.br
IC Ingresso.com. Cc.: todos. www.ingresso.com.br
IR – Ingresso Rápido, fone: 2163-2000. Cc.: D, M e V. TM
– Ticketmaster, fone: 6846-6000. Cc.: D, M e V. www.ticketmaster.com.br
Pontos-de-venda
de ingressos Fnac – Avenida Pedroso de Morais, 858, Pinheiros,
fone: 3816-6905, e Avenida Paulista, 901, fone: 2123-2020, Metrô Trianon-Masp.
Aceita cartão de débito e dinheiro. ST – Show
Tickets (Shopping Iguatemi), fone: 3031-2098 e 3811-9874. Aceita cheque e dinheiro.
TM – Citibank Hall, Fnac e Saraiva Mega Store dos shoppings Center
Norte, Eldorado e Morumbi. | |