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13 de setembro de 2006
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ARNALDO FERRARI. Leia em Veja São Paulo Recomenda. R$ 3.000,00 a R$ 30.000,00. Galeria Berenice Arvani. Rua Oscar Freire, 540, Jardim Paulista, 3088-2843. Segunda a sexta, 10h às 19h. Até 13 de outubro. A partir de quinta (14). Vernissage na quarta (13), 20h.

FOTOGRAFIA NA PINACOTECA. Três mostras ocupam o espaço. Fotógrafo paulistano, Klaus Mitteldorf distancia-se do registro realista que marca a sua carreira nas 41 chapas em preto-e-branco de Introvisão. A individual abre na quarta (13) e segue até 15 de outubro. Duas outras atrações têm início no sábado (16) e podem ser vistas até 5 de novembro. Em A Natureza do Homem no Raso da Catarina, o baiano Álvaro Villela exibe a aridez do sertão de sua terra natal em cinqüenta imagens em preto-e-branco. Retrato Popular é dedicada a registros instantâneos, mais conhecidos como lambe-lambes, e fotopinturas – poses ampliadas em papel fotográfico e, posteriormente, pintadas a mão. As sessenta imagens, a maior parte delas de autores desconhecidos, foram recolhidas no interior do Ceará. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados.

JOSÉ BENTO. O artista mineiro explora a madeira de diferentes formas, em cinco instalações. Entre elas, Chão (2004), originalmente criada para interagir com o Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Trata-se de um revestimento de 4 metros quadrados sobre molas a 1 centímetro do piso original. R$ 2.000,00 a R$ 50.000,00 Galeria Bergamin. Rua Rio Preto, 63, Jardim Paulista, 3062-2333. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 15h. Grátis. Até 30 de novembro. A partir de sexta (15). Vernissage na quinta (14), 19h.

MARIA DO CARMO CARVALHO. A gravurista elegeu o metal como base para seus trabalhos. Da linguagem gráfica, seu foco nos anos 80, Maria do Carmo migrou para a abstração. Um novo lote dessa fase, composto de vinte gravuras e três monotipias, é exibido nesta individual. R$ 400,00 a R$ 1.200,00. Gravura Brasileira. Rua Fradique Coutinho, 953, Vila Madalena, 3097-0301. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 11h às 15h. Até 4 de novembro. A partir de sexta (15). Vernissage na quinta (14), 19h.

 

EM CARTAZ

ALEXANDER CALDER. Sem a pretensão de ser um panorama da obra do original artista americano, a mostra foca-se em sua ligação com o Brasil no período de 1948 a 1960. Calder tornou-se amigo dos arquitetos Henrique Mindlin e Oscar Niemeyer. Entre exposições suas e visitas à construção de Brasília, o pintor e escultor montou um ateliê no Rio de Janeiro. Ali ele produzia e recebia intelectuais, como o crítico Mário Pedrosa, apaixonado por sua obra. Chegou a retratá-los em desenhos, trinta dos quais selecionados para a mostra. Também estão no lote de cinqüenta trabalhos óleos sobre tela e os móbiles que deram fama mundial a Calder, morto em 1976, aos 78 anos. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3229-9844, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até 15 de outubro.

ANA GONTERO. A ligação da escultora argentina com a Itália sugere algumas influências em seu trabalho, como o interesse pela figuração clássica representada por nus e o uso do mármore de Carrara. Mas nas catorze peças de Ana Gontero apresentadas há ainda o uso do bronze e a predileção por situações de movimento, a exemplo de figuras humanas penduradas. MuBE. Avenida Europa, 218, Jardim Europa, 3081-8611. Terça a domingo, 10h às 19h. Grátis. Até sexta (15).

ARTE MODERNA EM CONTEXTO. De tempos em tempos, instituições bancárias públicas ou privadas disponibilizam à visitação seu acervo artístico. É o caso dessa primeira iniciativa de exibir parte da Coleção ABN Amro Real. Fincado eminentemente na arte moderna brasileira, o conjunto é uma soma de pequenas coleções iniciadas a partir dos anos 40 pelos bancos América do Sul, voltado à colônia japonesa e seus descendentes, Sudameris, de clientes ítalo-brasileiros, e finalmente Banco Real – todos hoje sob administração do holandês ABN Amro. O patrimônio total de 980 peças está representado na coletiva por 74 trabalhos, entre pinturas, gravuras e esculturas de nomes como Alfredo Volpi, Bonadei, Cícero Dias, Ianelli, Portinari, Renina Katz e Tikashi Fukushima. Banco Real. Avenida Paulista, 1374, 3174-9800, Metrô Trianon-Masp. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado e domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 6 de outubro.

CARMEN CALVO. Ela foi uma das responsáveis pela renovação da arte espanhola a partir dos anos 70. Nascida em Valencia, Carmen participou em Madri da famosa movida, o movimento cultural que na ala cinematográfica contou com Almodóvar. Uma inédita retrospectiva de setenta trabalhos da artista confirma sua veia original tanto no estilo quanto na diversidade de técnicas, a exemplo de trabalhos que misturam colagem e fotografia. Museu Afro Brasil. Pavilhão Manuel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, portão 3, 5579-0593. Terça a domingo, 10h às 17h30. Grátis. Até 22 de outubro.

COLEÇÃO ODORICO TAVARES. O pernambucano Odorico Tavares (1915-1980) foi um marcante agitador do cenário cultural baiano. Jornalista e poeta, ele se fixou em Salvador no ano de 1941, a convite de Assis Chateaubriand, para tocar os Diários Associados na Bahia. Ali envolveu-se com artistas e iniciou uma vasta coleção de arte, que vai dos brasileiros Portinari e Pancetti aos espanhóis Miró e Picasso. Sua face de colecionador, inicialmente disposta em dois espaços da cidade, agora é exibida nessa seleção de 360 obras que abarca de mobiliário barroco a telas, gravuras, desenhos, documentos e fotos. Museu Afro Brasil. Pavilhão Manuel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, portão 3, 5579-0593. Terça a domingo, 10h às 18h. Grátis. Até 29 de outubro.

COEXISTENCE. Essa mostra ao ar livre dá seqüência ao projeto criado pelo Museu on the Seam (literalmente Museu da Costura), em Israel, e que já percorreu 24 cidades do mundo. Nos 43 outdoors expostos na Praça da Paz do Parque do Ibirapuera, artistas de diversas nacionalidades lançaram suas idéias inspirados pelo tema da coexistência entre raças, grupos religiosos e classes sociais. Uma versão resumida da exposição pode ser vista no Centro da Cultura Judaica. Parque do Ibirapuera – Praça da Paz. Portão 3. Segunda a domingo, 5h à 0h. Centro da Cultura Judaica – Casa de Cultura de Israel. Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré, 3065-4333, Metrô Sumaré. Segunda a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 14h às 19h. Grátis. Até dia 26. www.coexistencia.org.br.

COLETIVO – ARQUITETURA PAULISTA CONTEMPORÂNEA. Trata-se de uma vitrine dos projetos acadêmicos, de concursos públicos, premiados ou não, pensados para a cidade e assinados por seis escritórios paulistanos. Representados por fotografias estão Andrade e Morettin Arquitetos, MMBB Arquitetos, Núcleo de Arquitetura, Projeto Paulista, Puntoni Arquitetos/SPBR Arquitetos e Una Arquitetos. Seus profissionais formaram-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP entre 1986 e 1996. Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538. Segunda a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 12 de novembro.

DEUSES GREGOS. Do gigantesco acervo de 100.000 peças do Museu Pergamon, em Berlim, chega uma síntese da história da Grécia antiga, berço da civilização. O lote de 200 exemplares, que juntos somam 22 toneladas, vale quanto pesa. Uma cenografia com direito a jardim e escadarias de um templo reúne estátuas, utensílios do cotidiano e outros elementos decorativos de Pergamon. Essa cidade construída no século II a.C., onde hoje está a Turquia, foi um centro da cultura helênica. No fim do século XIX, arqueólogos alemães escavaram o local e levaram para Berlim parte das ruínas. Um dos achados mais admiráveis foi o altar que representa deuses como Zeus, trazido em forma de réplica. Um panteão completa a mostra com originais de Afrodite, Hermes, Atena, Poseidon e Asclépio, o deus da medicina. Museu de Arte Brasileira – Faap. Rua Alagoas, 903, Pacaembu, 3662-7198. Terça a sexta, 10h às 20h; sábado, domingo e feriados, 10h às 17h. Grátis. Até 26 de novembro.

EMOÇÃO ART.FICIAL 3.0 – INTERFACE CIBERNÉTICA. A bienal chega à terceira rodada apenas com artistas estrangeiros, o mesmo espírito interativo e a cibernética por tema. São treze trabalhos de dezoito nomes da Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França e Noruega. Aquele antigo sonho de ter um robô para exercer os serviços domésticos pode ser revisto, por exemplo, na irônica instalação Dog(Lab)01. Nela, a francesa France Cadet criou cinco pequenos cachorros híbridos, que entram em funcionamento durante quinze minutos a cada hora. Atuantes em Paris, Edmond Couchot e Michel Bret fizeram de uma brincadeira infantil – soprar a flor dente-de-leão – um teste de resistência divertido. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149, 2168-1776, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até dia 24. www.itaucultural.org.br.

EXPERIÊNCIAS GRÁFICAS. A americana radicada em Brasília Cathleen Sidki, a paulistana Helena Lopes e a santista Salete Mulin integram a coletiva. Cathleen trabalha com imagens digitais, Helena detém-se sobre a colagem gráfica e sua colega Salete prefere a gravura de recorte. R$ 300,00 a R$ 3.000,00. Graphias Casa da Gravura. Rua Joaquim Távora, 1605, Vila Mariana, 5539-1358. Quinta e sexta, 13h30 às 19h; sábado, 13h30 às 17h. Segunda a quarta, visita com hora marcada. Até dia 30.

FLUXUS. As aulas experimentais do compositor americano John Cage, no fim dos anos 50, estimularam o surgimento de um dos grupos mais originais da arte de vanguarda. Em 1962, o lituano George Maciunas reuniu-se no Estados Unidos a ex-alunos do polêmico músico. Com a participação do próprio Cage, fundou o diversificado movimento Fluxus, título de uma revista nunca editada. Seus cerca de quarenta integrantes, oriundos de vários países, realizaram em Nova York exposições, concertos, espetáculos teatrais e os primeiros happenings. Entre os mais expressivos estavam o alemão Joseph Beuys e o coreano Nam June Paik, pioneiro da videoarte junto com outro alemão, Wolf Vostell. A coletiva expõe 450 trabalhos do período ativo da turma, que oficialmente termina em 1978, com a morte de Maciunas, mas ainda hoje mantém uma rede de adeptos. Instituto Tomie Ohtake. Rua dos Coropés, 88, Pinheiros, 2245-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 8 de outubro.

FRANCISCO SEVERINO. Ex-metalúrgico, o artista mineiro abandonou a profissão em 1975 e passou a se dedicar à pintura naïf, ou ingênua. Então radicado em São Paulo, Severino realizou as primeiras individuais e integrou coletivas do gênero. Há uma década, o pintor regressou a Descoberto, onde nasceu, em 1952, e reafirmou seu trabalho voltado para paisagens, ipês floridos e bambuzais, temas que predominam nesse lote de trinta telas. R$ 1.200,00 a R$ 6.000,00. Galeria Jacques Ardies. Rua Morgado de Mateus, 579, Vila Mariana, 5539-7500. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 16h. Até dia 30.

OSGEMEOS. É assim mesmo, em uma única palavra com letras minúsculas e sem acento, que os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo se intitulam. Com sete anos de rua, o território principal dos grafiteiros, a dupla originária do bairro do Cambuci faz sua primeira individual na cidade depois de um currículo de mostras (e muita arte de rua) no exterior. Pintar a enorme careta amarela, a marca dos artistas, na fachada da galeria foi a primeira iniciativa. A idéia é convidar o visitante a "entrar na cabeça" de ambos e no interior do espaço conhecer uma instalação e pinturas-objeto com referências da cultura popular e urbana. É o caso da tela Foto Preto-e-Branca (2006), feita com spray, tinta látex, lantejoulas e glitter sobre madeira. US$ 20.000,00. Galeria Fortes Vilaça. Rua Fradique Coutinho, 1500, Vila Madalena, 3032-7066. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até sábado (16).

GISELA MOTTA E LEANDRO LIMA. Um estúdio fotográfico foi montado pela dupla de artistas para que os visitantes, sempre em pares, tenham seu retrato no formato digital. A partir desse resultado, Gisela e Leandro sobrepõem as duas fotos para alcançar uma terceira pessoa. Esse é apenas um dos oito projetos que compõem a mostra, entre eles, uma instalação com espelhos que jogam com imagens de borboletas, traças e mariposas. R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00. Galeria Vermelho. Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis, 3257-2033. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Até dia 23.

MANOBRAS RADICAIS. Em 1917, quando era uma pintora estreante, Anita Malfatti foi alvo de uma crítica raivosa do escritor Monteiro Lobato. Sua ousadia, somada à de outra modernista, Tarsila do Amaral, abriria caminho para uma renovação feminina na arte brasileira. Hoje, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes são nomes prestigiados e bem cotados no mercado. A coletiva reúne 100 trabalhos de 61 mulheres que entenderam o recado daquelas pioneiras. Do concretismo de Lygia Clark à produção variada e experimental de Sandra Cinto, na atualidade, sobram talento e versatilidade em telas, gravuras, objetos, instalações e fotografias. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3651, Metrô Sé. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 15 de outubro.

MERCADO DE ARTE. Os grandes nomes da arte brasileira sempre estão presentes nessa tradicional coletiva do marchand Ricardo Camargo. Na 12ª edição, recheada em sua maioria por pinturas e desenhos, não é diferente. Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Guignard e Portinari juntam-se ao mexicano Diego Rivera e à portuguesa Vieira da Silva, entre os estrangeiros representados. A homenagem cabe ao paraense Ismael Nery (1900-1934), que tem duas de suas poucas pinturas à venda. R$ 1.800,00 a R$ 700.000,00. Ricardo Camargo Galeria. Rua Frei Galvão, 121, Jardim Paulistano, 3031-3879. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 7 de outubro.

MIGUEL ANGEL RIOS. A primeira individual do badalado artista argentino na cidade centra-se na videoinstalação inédita Aqui. Trata-se de cinco projeções de 2,50 metros de altura por 3,30 metros de largura, exibidas de forma sincronizadas em quatro paredes da galeria. Nelas, imagens mostram cinqüenta jogadores de pião da cidade de Tepoztlán, no México, país que Miguel Angel Rios permanece parte do ano quando não está em Nova York. Fotografias relacionadas ao tema da obra estão à venda por R$ 7.000,00. Galeria Millan Antonio. Rua Fradique Coutinho, 1360, Vila Madalena, 3031-6007. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h. Até dia 27.

PADRÕES E PADRONAGENS. A mostra reúne catorze trabalhos e dedica-se a motivos, tramas e elementos, coloridos ou não, que se repetem na produção dos artistas. Entre eles estão os conhecidos arabescos das pinturas de Beatriz Milhazes. A seleção inclui ainda desenhos, gravuras, vídeos, fotografias e esculturas de nomes como Caetano de Almeida, Lia Chaia e Lucia Koch. R$ 3.000,00 a R$ 40.000,00. Marília Razuk Galeria de Arte. Avenida 9 de Julho, 5719, loja 2, Jardim Europa, 3079-0853. Segunda a sexta, 10h30 às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 27.

PAULO PASTA. Em 1987, bem no início de carreira, esse pintor paulista fez uma tela em tons de vermelho e nela imprimiu a palavra fortuna. A expressão batiza agora essa individual de quarenta trabalhos por meio dos quais se podem apreciar as sutis transformações na coerente produção do artista. Dono de um rigor admirável, ele raramente abriu mão da cor única e da repetição de elementos que, para os estudiosos, o aproximam de mestres como Giorgio Morandi e Alfredo Volpi. A exemplo das garrafas do primeiro e das bandeirinhas do segundo, Paulo Pasta lança mão de ogivas, colunas e, mais recentemente, vigas para realçar o espaço entre elas. Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66, Luz, 3337-0185, Metrô Luz. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até dia 24.

PINCELADA – PINTURA E MÉTODO, PROJEÇÕES DA DÉCADA DE 50. Em missão dupla na cidade, o curador Paulo Herkenhoff assina com a professora Heloísa Buarque de Hollanda a seleção da mostra Manobras Radicais, no CCBB, e esta baseada na renovação da pintura nos anos 50 e 60. No período, um grupo de artistas rompeu com o traço figurativo em favor do abstracionismo. Uma centena de trabalhos realizados por 37 nomes oferece tal perspectiva a partir de movimentos significativos, como o concretismo em suas versões paulista e carioca. Entre os primeiros renovadores, por exemplo, estão Alberto da Veiga Guignard, Bonadei e Volpi, seguidos pela arte cinética de Abraham Palatnik, a geometria de Luiz Sacilotto e a conjunção das vertentes figurativa e abstrata no expressionismo de Iberê Camargo. Instituto Tomie Ohtake. Rua dos Coropés, 88, Pinheiros, 2245-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 24.

ROBERTO LERNER. As esculturas monocromáticas e de influência construtivista desse engenheiro e designer paulistano foram vistas recentemente no Museu Brasileiro da Escultura. Lerner retorna com um lote de vinte peças de aço em variados tamanhos. Assembléia Legislativa. Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, Ibirapuera, 3886-6432. Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até sexta (15).

ROBERTO MAGALHÃES. De longa carreira, o carioca Roberto Magalhães integra uma geração (ao lado de Carlos Vergara e Rubens Gerchman, por exemplo) que se lançou nos anos 60 com uma pintura de origem figurativa e traços surrealistas e pop. Autodidata, o pintor e desenhista dedicou-se também a ampliar sua arte para projetos publicitários e gráficos, por vezes se afastando do mercado. Sua ausência da cidade por seis anos é quebrada por essa seleção inédita de pinturas e desenhos. R$ 10.000,00 a R$ 80.000,00. Valu Oria Galeria de Arte. Alameda Casa Branca, 1130, Jardim Paulista, 3083-0811. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até dia 28.

VOLPI E AS HERANÇAS CONTEMPORÂNEAS. Desta vez, a magnífica produção do pintor Alfredo Volpi (1896-1988) presta-se a uma relação com uma notável variedade de artistas contemporâneos. Os casarios, as fachadas, a geometria e, claro, as bandeirinhas, o símbolo mais reconhecível do italiano que se estabeleceu no Cambuci, são aproximados dos trabalhos de Alzira Fragoso, Cildo Meireles, Iran do Espírito Santo, Ivens Machado, Marcos Coelho Benjamim, Regina Silveira e Rochelle Costi, por exemplo. A crítica Kátia Canton, responsável pela seleção, assina o livro infantil Brincadeiras (Editora Martins Fontes, 48 páginas, R$ 40,50), com poemas e reproduções das pinturas de Volpi. MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária, 3091-3039. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. Até 28 de janeiro de 2007.

ZONA DE TRÂNSITO. A coletiva latino-americana, dividida em três módulos, foi organizada para retratar as diferenças e semelhanças entre as nacionalidades do continente. No primeiro, que dá nome à exposição, participam os cubanos Daniel García Fernandéz e José Luiz de la Hoz, a colombiana Glória Posada, os peruanos Victor Zúñiga e Roger Bellido e os brasileiros Juliana Russo, Henrique Heráclio, Marcela Tiboni, Fernanda Figueiredo e Cassiano Reis. Os demais módulos se complementam. Zona Aberta reúne 51 nomes que se inscreveram com fotografias, vídeos, pinturas e instalações. Os mesmos artistas foram convidados a enviar imagens dos seus trabalhos por correio eletrônico, material da sala Zona Efêmera. Espaço Cultural Instituto Cervantes. Avenida Paulista, 2439, térreo, 3897-9609, Metrô Consolação. Segunda, 14h às 20h; terça a sexta, 8h às 21h; sábado, 9h às 15h. Grátis. Até 6 de outubro.

 

FOTOGRAFIA

JUAN ESTEVES. Em Paulicéia Imaginada, o fotógrafo santista utiliza a técnica de sobreposições em 32 fotos, coloridas e em preto-e-branco. São monumentos, edifícios, ruas e marcos da cidade que surgem em ângulos propositadamente desalinhados para confundir o olhar do espectador. Espaço Cultural Vivo. Avenida Chucri Zaidan, 860, Brooklin, 5105-2796. Segunda a sexta, 9h às 20h. Grátis. Até 26 de novembro.

 
Muitos estabelecimentos alteram, sem aviso prévio, seus horários, programas e sistema de cartões de crédito e tíquetes. É bom checar antes de sair.

Cotações
– péssimo
– fraco
– regular
– bom
– muito bom
– excelente

Serviços
– vinho em taça
– acesso - deficientes físicos
– área para fumantes
- menu ou atividades para crianças

Cartões de débito (Cd.)
C –
Cheque Eletrônico
M – Maestro
R – Rede Shop
V – Visa Electron

Tíquetes ( T.)
C –
Cheque Cardápio
T – Ticket Restaurante
V – Vale Refeição

Cartões de crédito (Cc.)
A –
American Express
D – Diners
M – Mastercard
V – Visa

Cartões de refeição (Cr.)
S –
Smart VR
SP – Sodexho Pass
T –
Ticket Restaurante Eletrônico
V – Visa Vale

Faixas de preço por pessoa
$ –
até R$ 35,00
$$ – de R$ 36,00 a R$ 50,00
$$$ – de R$ 51,00 a R$ 75,00
$$$$ – acima de R$ 75,00
Refeição com couvert, um prato de custo médio, sobremesa, água mineral e serviço

Serviços de venda de ingressos
FbN –
Fun by Net, fone: 5087-3450. Cc.: todos. www.funbynet.com.br
FP – Fui Passear, fone: 3897-4455. Cc.: todos. www.fuipassear.com.br
IC ­ Ingresso.com. Cc.: todos. www.ingresso.com.br
IR –
Ingresso Rápido, fone: 2163-2000. Cc.: D, M e V.
TM – Ticketmaster, fone: 6846-6000. Cc.: D, M e V. www.ticketmaster.com.br

Pontos-de-venda de ingressos
Fnac –
Avenida Pedroso de Morais, 858, Pinheiros, fone: 3816-6905, e Avenida Paulista, 901, fone: 2123-2020, Metrô Trianon-Masp. Aceita cartão de débito e dinheiro.
ST – Show Tickets (Shopping Iguatemi), fone: 3031-2098 e 3811-9874. Aceita cheque e dinheiro.
TM – Citibank Hall, Fnac e Saraiva Mega Store dos shoppings Center Norte, Eldorado e Morumbi.

     
   

 

 
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